<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240</id><updated>2011-11-27T22:57:42.539-02:00</updated><category term='Ciência'/><category term='Mundo'/><category term='1- Professor Jorge Cardoso'/><category term='Cidade de Bebedouro'/><category term='História'/><category term='Cursos'/><category term='Trabalho'/><category term='2- Professor Leonardo Vannucci'/><category term='América Latina'/><category term='Educação'/><category term='Política'/><category term='Mídia (PIG)'/><category term='4- Professor Téssio Bonafin'/><category term='Economia'/><title type='text'>Blog do Professor Jorge Cardoso</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>347</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-6053758476506192263</id><published>2011-08-03T20:09:00.002-03:00</published><updated>2011-08-03T20:12:01.117-03:00</updated><title type='text'>Acordo nos EUA evita calote, mas deve aprofundar a crise</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Mundo vai continuar pagando o déficit público norte-americano e financiando lucros dos bancos e das grandes empresas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;img src="http://www.pstu.org.br/img/px.gif" width="1" height="6" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="mov_mat_subtitle"  &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table width="232" align="right" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" style="text-align: justify;"&gt;               &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                  &lt;td width="10"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;td colspan="2" align="right"&gt;&lt;span&gt;                                      &lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;/tr&gt;               &lt;tr&gt;                  &lt;td width="10"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;td colspan="2" width="222"&gt; &lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;img src="http://www.pstu.org.br/imgcont/%7B15081428-A0FC-439B-ABA2-562DB2271E3A%7D_obama_int.jpg" vspace="0" width="220" border="1" hspace="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;/tr&gt;               &lt;tr&gt;                  &lt;td width="10"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;td valign="top" width="2" bg=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;td valign="top" width="220" align="center" bg=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;                   Obama deve enfrentar desgaste político até eleições de 2012                   &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;                  &lt;img src="http://www.pstu.org.br/img/px.gif" width="8" height="8" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="mov_mat_texto"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;•              O acordo anunciado pelo governo Obama entre republicanos e  democratas para dar fim ao impasse e elevar o teto da dívida dos EUA,  hoje em 14,3 trilhões de dólares, está longe de pôr fim à crise  econômica e política que toma conta do país. Após semanas de duras  negociações sob um ambiente de acirrada polarização, que incluiu  negociações ininterruptas por todo o final de semana, o presidente  Barack Obama finalmente anunciou um acordo no final da noite de domingo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O acordo, aprovado pela Câmara dos Representantes, de maioria  republicana, na noite dessa segunda-feira, 1º de agosto, garante a  elevação do endividamento em 2,1 trilhão de dólares. Em contrapartida,  impõe uma redução de 1 trilhão nas despesas do governo para os próximos  10 anos. Uma comissão composta por 12 parlamentares deve ficar  responsável ainda por definir, até novembro, um corte adicional de 1,5  trilhão.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Vitória dos conservadores&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; Apesar de Obama ter anunciado o acordo como um entendimento entre os  dois partidos, ele representa uma clara vitória da ala republicana. Isso  porque o impasse criado em torno do déficit gira em torno do que fazer  para o país continuar conseguindo pagar as suas dívidas. Enquanto o  Partido Democrata defendia cortes no Orçamento e, a fim de contemplar  parcela de seu eleitorado, aumento nos impostos dos mais ricos e redução  de subsídios, os republicanos exigiam que o ajuste se concentrasse  exclusivamente na redução de despesas. E é isso o que está sendo  aprovado.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; A líder dos democratas na Câmara, Nancy Pelosi, claramente constrangida,  chegou a definir como “desconcertante” o ajuste fiscal colocadas a  voto. O conjunto de medidas que está sendo aprovado desagrada até mesmo a  ala mais à direita dos republicanos e boa parte do Tea Party, que  insistiam em um corte de gastos mais agressivo. Nessa batalha entre o  governo e as duas alas do congresso, todos saíram chamuscados.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Desaceleração e crise&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; O tão temido calote dos EUA não ocorreu, mas a crise está longe do fim.  Enquanto parlamentares se enfrentavam para resolver o nó do déficit, os  índices da economia norte-americana desse segundo semestre reafirmavam a  desacelaração e a quase estagnação da atividade do país, mais longa que  do era esperada. O crescimento do primeiro semestre deste ano é o mais  lento desde a primeira metade de 2009, quando oficialmente os EUA saíram  da recessão. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; A indústria, por sua vez, mostra sinais de arrefecimento. O desemprego,  em históricos 9%, não dá sinais de recuperação. Todo esse cenário de  crise só vai piorar com os cortes anunciados pelo governo.  Alguns  analistas temem que o país refaça a trajetória dos anos 1930 quando,  logo após a recuperação do crash de 1929, um ajuste fiscal jogou a  economia numa duradoura recessão que só teve fim com a 2ª Guerra  Mundial.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; Os trabalhadores e a maioria da população, sobretudo a mais pobre, devem  ser mais uma vez os maiores atingidos pelo ajuste, já que as áreas  sociais serão alvos preferenciais dos cortes trilionários. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Mundo vai continuar pagando pelo déficit americano&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;  O gigantesco déficit fiscal dos EUA foi gerado durante o governo W.  Bush e usado para financiar os cortes nos impostos dos mais ricos,  subsidiar empresas e pagar as guerras do Iraque e Afeganistão. Com a  crise econômica deflagrada em 2008, a dívida deu um salto brutal com os  pacotes de ajuda ao setor financeiro. Os 14,3 trilhões do déficit  representam hoje nada menos que o equivalente a um quarto do PIB mundial  (62 trilhões de dólares). &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; Essa conta é paga por aqueles que detem os títulos da dívida pública  norte-americana, em ordem decrescente: China, Japão, Reino Unido, um  fundo conjunto de países petroleiros e, finalmente, o Brasil, que detêm  200 bi em títulos. Isso significa que o mundo sustenta o enorme déficit  norte-americano. E quem são os maiores beneficiários? O jornal mexicano  La Jornada dá uma pista quando informa que os lucros das empresas no  país aumentaram 264 bilhões nos últimos três anos, principalmente os do  setor financeiro. Isso em uma conjuntura de recessão ou economia  cambaleante.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; Já o senador democrata Bernie Sanders, em artigo no Wall Street Journal,  afirma que os impostos sobre os mais ricos nos EUA estão nas taxas mais  baixas da história moderna. Nunca os ricos pagaram tão pouco impostos  como agora. “De fato, enfermeiras, professores e bombeiros pagam mais  impostos que alguns multimilionários”, afirma.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; O déficit norte-americano, financiado pelo restante do mundo, paga os  lucros dos bancos, das empresas, dos mais ricos e sustenta a presença  militar dos EUA no Oriente Médio. O problema para Obama é que ela está  se tornando insustentável.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; A medida que está sendo aprovada no Congresso, porém, além de não  resolver esse rombo, vai bloquear de vez a recuperação e pode jogar o  país novamente em uma recessão. O ano de 2008&lt;/span&gt; mostrou o que acontece com  o restante do mundo quando a maior economia do planeta ameaça ruir. A  crise política aberta nos últimos meses, por outro lado, é um outro  importante fator de instabilidade  que se soma à economia no coração do  Imperialismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-6053758476506192263?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/6053758476506192263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=6053758476506192263' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/6053758476506192263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/6053758476506192263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2011/08/acordo-nos-eua-evita-calote-mas-deve.html' title='Acordo nos EUA evita calote, mas deve aprofundar a crise'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-2903624144531880518</id><published>2011-08-03T20:06:00.001-03:00</published><updated>2011-08-03T20:06:53.528-03:00</updated><title type='text'>(SP) Copa para quem? Ato dia 30 de julho.</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;Por Copa 2014 25/07/2011 às 23:25&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="articleabstract"&gt; &lt;div&gt;&lt;img src="http://prod.brasil.indymedia.org/images/2011/07/494644.png" align="right" border="1" hspace="5" style="text-align: justify;" /&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;PARTICIPE DO ATO DIA 30 DE JULHO - EM FRENTE AO METRÔ ITAQUERA - 10 HORAS DA MANHÃ.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Copa para quem? Quer pra você? Então diz como!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Carta  Aberta à Sociedade, do Comitê Popular da Copa/SP, sobre o processo de  organização da Copa do Mundo, a ser realizada no Brasil em 2014.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O  futebol deixou de ser uma saudável prática esportiva. No lugar do  espírito esportivo, foram impostos à organização desse esporte uma série  de interesses econômicos e políticos. Futebol virou mercadoria e sua  finalidade o lucro. A entidade máxima do futebol mundial, a FIFA, tem  como seu objetivo verdadeiro aumentar seu já milionário patrimônio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Uma  série de escândalos tornou pública a forma corrupta como essa entidade  age. É nesse contexto que o Brasil vai sediar a Copa de 2014. Com  superpoderes, a FIFA impôs uma série de requisitos para ser cumprido.  Essas exigências fazem parte da rentabilidade que a entidade e suas  empresas parceiras terão com a realização do evento. Na prática, não  deixarão nenhum legado social positivo. Pelo contrário, fatos históricos  (África do Sul, entre outros) apontam para outra direção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Nós,  cidadãos e cidadãs, que trabalhamos e pagamos impostos, perguntamos: é  justo uma entidade corrupta ditar o quê o país deve fazer? Deve o Estado  brasileiro se submeter aos seus ditames? Vale gastar tantos recursos  públicos em um evento que dura apenas um mês?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Fica cada vez mais  evidente que quem ganhará com a realização da Copa é o setor  imobiliário; as incorporadoras e as empreiteiras lucrarão com as obras e  serviços a serem realizados e com a especulação imobiliária. Através de  seu poder econômico e político, esses setores pressionam o Estado para  usufruir enormes somas de dinheiro público em benefício próprio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Observamos  a repetição de histórias trágicas: superfaturamentos; falta de  transparência; agressões aos direitos humanos; repressão aos pobres;  despejos forçados e desrespeito com a população em geral.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2011/07/494625.shtml"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Leia a materia completa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="articlebody"&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A  Copa acelera dois processos já em curso: a repressão aos pobres e aos  movimentos populares e a supervalorização fundiária. Isso em todas as  cidades-sede da Copa. A Copa não pode servir de pretexto para o aumento  de políticas repressivas e contribuir para o agravamento de problemas  como o da moradia. Temos problemas sérios como o assassinato de jovens  da periferia, principalmente de jovens negros e negras, a violência  generalizada contra as mulheres, os/as trabalhadores/as formais e  informais e os movimentos sociais. Cabe lembrar que, durante a Copa  realizada na África do Sul, houve um grande aumento do tráfico de  mulheres, crianças e adolescentes para a exploração sexual.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A Copa  servirá para potencializar ainda mais estas formas de violência? Não  podemos deixar que isso ocorra. Desde já denunciamos o turismo sexual em  nosso país por causa da Copa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Não concordamos que, sob o pretexto  da realização da Copa, uma série de favorecimentos ocorra por parte do  Estado brasileiro, como as licitações obscuras e a privatização dos  aeroportos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Também não queremos que a Copa seja a reprodução do  Pan 2007, no Rio de Janeiro. O dinheiro utilizado para a realização  daquele evento foi tirado da saúde, da educação, da moradia. Resultado: a  falta de recursos provocou o caos nos hospitais, a epidemia de dengue e  o desmoronamento de encostas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;No caso da cidade de São Paulo, é  mentiroso o argumento de que o Estádio em Itaquera trará benefícios para  toda a zona leste. O desenvolvimento da zona leste é obrigação do  Estado, uma dívida histórica que este tem em prover saúde, educação,  moradia, políticas para a infância e a juventude, desenvolvimento urbano  e transporte de qualidade. Essas responsabilidades não devem estar  atreladas à Copa, dado os interesses privados que esse evento comporta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O  Estádio é importante, mas é mais do que perverso se apropriar da paixão  da torcida para justificar uma obra que só trará lucros a alguns  setores; que o empenho para a construção do Estádio seja maior que o  empenho para a construção da Universidade Federal da Zona Leste; que  seja motivo para construir mais avenidas na região, com o transporte  público, inclusive o metrô, já completamente saturado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Ademais,  repudiamos a valorização imobiliária da região e a remoção de  comunidades inteiras. A população local deve ter seus direitos  respeitados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O Comitê Popular da Copa/SP é formado por entidades e  organizações populares. Como trabalhadores/as organizados/as, temos um  projeto de sociedade e de cidade diferente do que está sendo imposto.  Não admitimos desrespeito às leis, acordos obscuros e violação aos  direitos humanos. Contamos com o apoio de todas as entidades, órgãos da  imprensa e setores da população preocupados com os rumos que a  organização da Copa está tomando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Pelo fim dos despejos e das remoções!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Por moradia digna para toda a população!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Por políticas públicas para a população de rua!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Por políticas públicas para a juventude!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Pelo fim de todas as formas de violência e exploração das mulheres!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Pelo fim da violência policial e do genocídio da população negra e pobre!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Por trabalho decente e salário justo!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Pelo fim da perseguição aos trabalhadores informais!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Por educação pública, universal e de qualidade!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Pela universidade pública (UNIFESP - Jacu Pêssego) com cotas sociais e raciais!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Por transporte público, barato e de qualidade para toda a população!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Por saúde pública de qualidade pra toda a população!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Que todos possam usufruir o direito à cidade!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Por uma Copa com verdadeiro legado social!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Pela transparência e acesso à informação!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Pelo fim da elitização do futebol!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Comitê Popular da Copa SP /Julho de 2011&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Twitter: @CopaPopularSP&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-2903624144531880518?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/2903624144531880518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=2903624144531880518' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/2903624144531880518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/2903624144531880518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2011/08/sp-copa-para-quem-ato-dia-30-de-julho.html' title='(SP) Copa para quem? Ato dia 30 de julho.'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-9073409137091993383</id><published>2011-08-03T20:01:00.001-03:00</published><updated>2011-08-03T20:04:21.861-03:00</updated><title type='text'>Centrais reúnem 80 mil para pressionar Congresso e Planalto</title><content type='html'>&lt;div class="imagem-box imagem-box-3" style="width:415px;"&gt;&lt;img src="http://admin.paginaoficial1.tempsite.ws/admin/arquivos/biblioteca/alesp18391.jpg" alt=" " /&gt;        &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Trabalhadores da Alesp deixaram o estacionamento vazio para garantir o ato.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;Cerca de duas horas de caminhada, 6 quilômetros,  aproximadamento 80 mil pessoas das 27 unidades da federação, 5 centrais  sindicais e diversos movimentos, 5 bandeiras de luta. Esses são os  números da manifestação das centrais sindicais com os movimentos  sociais, realizada nesta quarta-feira (3) em São Paulo. Saindo da  concentração feita em frente ao estádio do Pacaembu, a passeata seguiu  pela avenida Paulista até a Assembleia Legislativa do Estado de São  Paulo (Alesp). &lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;                               &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;Para o vice-presidente da Central  dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nivaldo Santana, o  ato foi “uma das maiores demonstrações de unidade dos trabalhadores e  uma das maiores passeatas que São Paulo já viu”.&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;table width="200" align="right" border="0" cellpadding="1" cellspacing="5" style="text-align: justify;"&gt;     &lt;tbody&gt;         &lt;tr&gt;             &lt;td&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;img alt="" src="http://www.admin.paginaoficial.ws/admin/arquivos/biblioteca/dscn6302.jpg18380.jpg" width="200" height="212" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;             &lt;td&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;No microfone, Wagner Gomes, presidente da CTB. (Foto: Luana Bonone)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;     &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;Durante a manifestação, a unidade das centrais e a aliança com os estudantes, sem-terra, movimento&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt; negro e de mulheres foram diversas vezes ressaltadas. O objetivo do ato,  explica o presidente da CTB, Wagner Gomes, é pressionar o Congresso   Nacional para que coloque em votação a matéria que reduz de 44 para 40  horas a jornada semanal dos trabalhadores, sem redução de salário. Além  disso, as centrais também querem pressionar o Planalto: "a pressão sobre  o governo é para que tome medidas que alterem a atual política  econômica. Somente com a redução dos juros será possível que o Brasil dê  início a uma nova política de desenvolvimento, que valorize o trabalho e  a classe trabalhadora. Se a presidente Dilam não fizer isso, ficará  isolada, sem o apoio dos movimentos sociais", alertou o sindicalista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt; Esta também foi a principal crítica apresentada pela Força Sindical.  Além do seu presidente, o deputado federal Paulo Pereira, o  vice-presidente Miguel Torres disse que a manifestação era "um recado  para a equipe econômica do governo federal".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;table width="200" align="left" border="0" cellpadding="1" cellspacing="5" style="text-align: justify;"&gt;     &lt;tbody&gt;         &lt;tr&gt;             &lt;td&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;img alt="" src="http://www.admin.paginaoficial.ws/admin/arquivos/biblioteca/paulista18383.jpg" width="200" height="150" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;             &lt;td&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;img alt="" src="http://www.admin.paginaoficial.ws/admin/arquivos/biblioteca/paulistaaerea18384.jpg" width="200" height="150" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;             &lt;td&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;C&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;aminhada na avenisa Paulista&lt;/span&gt;. ( Fotos: Glauco Araújo/G1)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;             &lt;td&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;     &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;Conclat e greve geral&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt; Ao longo do percurso, os dirigentes sindicais expuseram suas  reivindicações, em conformidade ao conteúdo da Agenda da Classe  Trabalhadora, documento resultante da 2ª Conferência Nacional da Classe  Trabalhadora (Conclat), realizada no ano passado. Além da redução da  jornada de trabalho para 40 horas, havia outras quatro pautas centrais  na manifestação: fim do fator previdenciário e das práticas  antissindicais; aprovação das convenções 151 e 158 da Organização  Internacional do Trabalho (OIT) e regulamentação das terceirizações no  país.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt; Wagner Gomes chegou a defender um dia de greve geral no país para  pressionar pela votação das matérias de interesse da classe trabalhadora  no Congresso Nacional.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;Desindustrialização &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt; O presidente da CTB também atacou as medidas anunciadas pelo governo  federal um dia antes, a fim de estimular a indústria nacional. “A  desoneração da folha de pagamentos proposta pela presidenta Dilma agrada  somente aos empresários. Ainda por cima, essas medidas ainda vão  agravar futuramente o equilíbrio da Previdência Social”, afirmou Wagner.  Ele também criticou a não convocação das centrais sindicais no processo  de elaboração da nova política.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt; O presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB),  Antonio Neto, ressaltou que o ato está ocorrendo em todo o Brasil, pelos  estados, e valorizou o fato da caminhada ter ocorrido sem qualquer  incidente e com "apoio dos trabalhadores em seus escritórios, na avenida  Paulista". Falaram no ato, ainda, o presidente da União Geral dos  Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, e o presidente da Nova Central  Sindical dos Trabalhadores (NCST), José Calixto Ramos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 5px; -webkit-border-vertical-spacing: 5px; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;table width="425" align="center" border="0" cellpadding="1" cellspacing="5" style="text-align: justify;-webkit-border-horizontal-spacing: 5px; -webkit-border-vertical-spacing: 5px; "&gt;     &lt;tbody&gt;         &lt;tr&gt;             &lt;td&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;img alt="" src="http://www.admin.paginaoficial.ws/admin/arquivos/biblioteca/neto18393.jpg" width="425" height="318" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;             &lt;td&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Antonio Neto, da CGTB, lembrou que o ato está ocorrendo em diversos estados do país. (Foto: Luana Bonone)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;     &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 5px; -webkit-border-vertical-spacing: 5px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;UNE e MST&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;table width="200" align="right" border="0" cellpadding="1" cellspacing="5" style="text-align: justify;"&gt;     &lt;tbody&gt;         &lt;tr&gt;             &lt;td&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;img alt="" src="http://www.admin.paginaoficial.ws/admin/arquivos/biblioteca/alesp218386.jpg" width="280" height="210" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;             &lt;td&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Chegada da manifestação na Assembleia Legislativa. (Foto: Glauco Araújo/G1)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;     &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;Para o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel  Iliescu, "neste dia 3 é dada a largada para o agosto verde e amarelo,  que será um mês de luta em defesa do Brasil. Começa hoje com esta grande  passeata das centrais e culmina no dia 31 de agosto, em Brasília, com a  marcha dos estudantes".  As bandeiras de unidade dos movimentos,  esclarece Iliescu, são a luta pla destinação de 10% do PIB e 50% do  Fundo Social do Pré-Sal para educação, a redução da jornada de trabalho  para 40 horas semanais, a Reforma Agrária e mudanças na política  econômica, com redução dos juros. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt; O representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST),  Gilmar Mauro, disse que a aliança entre os movimentos é importante para  que questões que não estão em pauta sejam debatidas, como é o caso da  Reforma Agrária, na sua avaliação. "A Reforma Agrária não depende do  MST, depende de um debate na sociedade. Que tipo de solo queremos ter?  Que tipo de alimento queremos consumir? O Brasil é campeão em uso de  agrotóxico. Ter um outro tipo de comida é algo moderníssimo, mas depende  desse debate, do modelo de produção agrícola que queremos. Por isso  essa aliança entre os movimentos é importante", declarou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-9073409137091993383?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/9073409137091993383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=9073409137091993383' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/9073409137091993383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/9073409137091993383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2011/08/centrais-reunem-80-mil-para-pressionar.html' title='Centrais reúnem 80 mil para pressionar Congresso e Planalto'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-1916292101459347200</id><published>2011-03-07T10:09:00.000-03:00</published><updated>2011-03-07T10:10:54.653-03:00</updated><title type='text'>“Revolução árabe” anuncia novas tragédias</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;font-weight: bold; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A grande incógnita é saber qual força política vai liderar o processo de mudanças, se grupos nacionalistas ou islâmicos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Por José Arbex Jr.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A revolução árabe” começou a ser deflagrada em 17 de dezembro, por um singular mas trágico incidente: Mohammed Bouazizi, 25 anos, vendedor ambulante de hortaliças, ao ter as suas mercadorias apreendidas pela polícia (cena, aliás, bastante comum em São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais brasileiras), foi levado ao desespero e imolou-se em fogo, na localidade de Sidi Buzid (perto de Túnis). O auto sacrifício incendiou o país: manifestações de revolta na capital, cidades e vilarejos derrubaram o ditador Zine Ben Ali (no poder desde novembro de 1987), expulso finalmente da Tunísia em 14 de janeiro. Foi o sinal para que grandiosas manifestações eclodissem sem aviso na Argélia, na Jordânia, no Iêmen e, sobretudo, no Egito. Centenas de milhares de jovens, trabalhadores e trabalhadoras, donas de casa, intelectuais, artistas e pequenos comerciantes saíram às ruas contra odiosas ditaduras e monarquias. Em 1 de fevereiro, no Cairo, Alexandria e outras cidades, pelo menos 1 milhão exigiram a renúncia imediata de Ho ni Mubarak, há três décadas um servo fiel das determinações da Casa Branca. O espectro da revolta sacode o Oriente Médio e o norte da África e cria imensas indagações sobre os novos cenários geopolítico, econômico e financeiro do mundo contemporâneo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;À primeira vista, o grandioso tsunami árabe é inexplicável. Assume a aparência de um evento fortuito, que tenderá a desaparecer com a mesma rapidez com que eclodiu. Nada poderia ser mais equivocado. Se o sacrifício de um jovem ambulante é capaz de incendiar uma região inteira do planeta, isso se deve a determinações profundas, inconscientes, muitas vezes invisíveis, mas que se combinam de forma explosiva e imprevisível em determinados momentos históricos. Ninguém controla ou domestica a história, diria grande revolucionária polonesa Rosa Luxemburgo, cujas análises sobre a Revolução Russa oferecem a chave para entender o que acontece hoje no Oriente Médio. Quem diria, até o final de novembro de 2001, que, em menos de quinze dias, uma multidão enfurecida, incluindo senhoras de classe média, muito bem vestidas, saquearia supermercados e bancos em Buenos Aires, e expulsaria os inquilinos eleitos da Casa Rosada? Ou quem afirmaria, em outubro de 1989, que em 9 de novembro cairia o Muro de Berlim? Os manifestantes  rabes, principalmente os jovens, não reclamam apenas reformas econômicas. Manifestam uma revolta incontrolável contra regimes que, durante décadas, oprimiram, torturaram, perseguiram, assassinaram os seus opositores, além de terem devotado uma submissão canina a um sistema imperialista que construiu um imenso edifício de preconceito, ódio e segregação ao mundo árabe e islâmico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-1916292101459347200?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/1916292101459347200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=1916292101459347200' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/1916292101459347200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/1916292101459347200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2011/03/revolucao-arabe-anuncia-novas-tragedias.html' title='“Revolução árabe” anuncia novas tragédias'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-1766721075055140098</id><published>2011-03-04T11:03:00.000-03:00</published><updated>2011-03-04T11:10:28.832-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>A maior desgraça brasileira</title><content type='html'>&lt;span style="text-align: justify;padding-top: 40px; padding-right: 0px; padding-bottom: 14px; padding-left: 0px; display: block; " class="post-author arial-normal"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div id="content" class="content-post arial-normal border-bottom padding-top"&gt;&lt;div style="width: 310px;" id="attachment_22053" class="wp-caption alignleft"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/03/editorial_636.gif"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;img class="size-medium wp-image-22053" title="A maior desgraça" alt="" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/03/editorial_636-300x211.gif" width="300" height="211" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="wp-caption-text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Três séculos de escravidão vincam até hoje os comportamentos da sociedade brasileira. Por Mino Carta. Imagem: Rover Viollet/AFP&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Três séculos de escravidão vincam até hoje os comportamentos da sociedade brasileira&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Escrevi certa vez que se Ronaldo, o Fenômeno, se postasse na calada da noite em certas esquinas de São Paulo ou do Rio, e de improviso passasse a Ronda, seria imediata e sumariamente carregado para o xilindró mais próximo. Digo, o mesmo Ronaldo que foi ídolo do Brasil canarinho quando adentrava ao gramado. Até Pelé, creio eu, nas mesmas circunstâncias enfrentaria maus bocados, embora se trate de “um negro de alma branca”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Aí está: o protótipo do preto brasileiro, o modelo-padrão, está habilitado a representar e orgulhar o Brasil ao lidar com a redonda ou ao compor música (popular, esclareça-se logo), mas em um beco escuro­ será encarado como ameaça potencial. Muitos, dezenas de milhões, acreditam em uma lorota imposta pela retórica oficial: entre nós não há preconceito de raça e cor. Pero que lo hay, lo hay. Existem provas abundantes a respeito e a reportagem de capa desta edição traz mais uma, atualíssima. Na origem, obviamente, a escravidão, mal maior da história do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Há outros, está claro. A colonização predatória, uma independência sequer percebida pelo povo de então, uma república decidida pelos generais, avanços respeitáveis enodoados por chegarem pela via da ditadura de Vargas. E o golpe de 1964, último capítulo do enredo populista comandado por uma elite que, como diz Raymundo Faoro, quer um país de 20 milhões de habitantes e uma democracia sem povo. Enfim, um esboço de democratização pós-ditadores fardados ainda em andamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A desgraça mais imponente são, porém, três séculos de escravidão e suas consequências. A herança da trágica dicotomia, casa-grande e senzala, continua a determinar a situação do País, dolorosamente marcada pela desigualdade. Há quem pretenda que o preconceito à brasileira não é racial, é social, mas no nosso caso os qualificativos são sinônimos: o miserável nativo não é branco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A escravidão vincou profundamente o caráter da sociedade. De um lado, os privilegiados e seus aspirantes, herdeiros da casa-grande, e os empenhados em chegar lá, e portanto ferozes e arrogantes em graus proporcionais. Do outro lado, a maioria, em boa parte herdeira da senzala, e portanto resignada e submissa. De um lado uma elite que cuidou dos seus interesses em lugar daqueles do País, embora o Brasil represente um patrimônio de valor inestimável, de certa forma único. Do outro, a maioria conformada, incapaz de reação porque, antes de mais nada, tolhida até hoje para a consciência da cidadania.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O povo brasileiro traz no lombo a marca do chicote da escravidão que a minoria ainda gostaria de usar, quando não usa, e não apenas moralmente. Aqui rico não vai para a cadeia, superlotada por pobres e miseráveis, e não se exigem desmedidos esforços mentais para localizar a origem dessa situação medieval. Trata-se simplesmente de ler um bom, confiável livro de história.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Será possível constatar que afora o devaneio de alguns poetas e a reflexão de alguns pensadores, o maior problema do Brasil, a desigualdade gerada pela escravidão, nunca foi enfrentado com o ímpeto e a determinação necessários. Nos anos de Lula, agredido por causa do invencível preconceito pela mídia nativa, na sua qualidade de perfeita representante dos herdeiros dos senhores de antanho, a questão foi definida com nitidez. Mas se o diagnóstico foi correto, os remédios aviados foram insuficientes. Poderia ser de outra maneira? Melhorar a vida das classes mais pobres não implica automaticamente a conquista da consciência da cidadania, que há de ser o objetivo decisivo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;em&gt;CartaCapital&lt;/em&gt; confia na ação da presidenta Dilma e acredita que seu governo saberá dar prosseguimento às políticas postas em prática pelo antecessor e empenhar-se a fundo no seu próprio programa de erradicação da miséria. Sem esquecer que o alvo principal fica mais adiante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-1766721075055140098?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/1766721075055140098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=1766721075055140098' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/1766721075055140098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/1766721075055140098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2011/03/maior-desgraca-brasileira.html' title='A maior desgraça brasileira'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-606744404973251590</id><published>2011-03-04T10:55:00.000-03:00</published><updated>2011-03-04T11:10:35.639-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Silvio Santos e a farra com o dinheiro público</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="style1"&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;img alt="" src="http://www.marxismo.org.br/uploads/203032011052602.jpg" width="226" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Para entender o rolo do Banco PanAmericano, cuja conta  quem está pagando, é você!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;      &lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A novela do Banco PanAmericano está longe do fim e recentemente  novos episódios vieram a público. Descobriu-se que a fraude no banco é maior do  que a inicialmente calculada. A Caixa Econômica Federal (CEF) vai injetar ainda  mais dinheiro na instituição e os bens dados como garantia por Silvio Santos  foram liberados porque um novo comprador entrou na jogada: o Banco BTG Pactual.  Veremos que, nessa verdadeira farra com o dinheiro público, os banqueiros se  ajudam a si mesmos e quem paga a conta são os  trabalhadores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Silvio Santos e o papel da ideologia  burguesa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem do empresário e apresentador de TV, Silvio Santos,  sempre foi associada à de um homem pobre e trabalhador que, por seu esforço e  inteligência, passou de camelô a milionário. Esse tipo de história serve para  alimentar a ilusão no povo de que é possível ficar rico, mesmo nascendo pobre,  bastando apenas ter vontade e ambição. Também alimenta a idéia de que o  capitalismo é um sistema justo, pois apesar das dificuldades “naturais” da vida,  oferece oportunidades para todos, basta – claro! – saber  aproveitá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa ideologia é típica da burguesia que busca, dessa  forma, dissimular a realidade, transformando a exceção em regra. Afinal, os  milhões de camelôs brasileiros nunca serão mega-empresários, por mais que se  esforcem e acreditem nisso. Não porque o povo é burro e não têm competência para  o “mundo dos negócios” e sim porque a riqueza de poucos é a miséria de muitos.  Essa é a regra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar nisso, em todo esse esquema, a felicidade e o  sucesso são considerados como recompensas pelo esforço individual travado na  concorrência com os demais indivíduos e, por outro lado, a tristeza e o fracasso  como falta de sorte e incompetência do sujeito que não soube alcançar a vitória.  A vida em sociedade, na verdade, torna-se uma grande competição, onde é  necessário derrotar o rival, seja para sobreviver, seja para vender mais, para  conseguir uma vaga na faculdade ou um emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, as condições de vida  em comum de grande parte da população nos bairros pobres e, principalmente, as  condições de exploração nos centros industriais desenvolvem na classe  trabalhadora um sentido que contradiz essa idéia individualista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é  necessária a união e a coordenação de esforços individuais para produzir um bem,  por exemplo, também é para sair da situação injusta em que a maioria se  encontra. Essa é a base material em que se apóia a solidariedade de classe, que  se expressa de maneira mais ardente nas grandes lutas sociais do povo  trabalhador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O rombo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em fevereiro o &lt;i&gt;Fundo Garantidor  de Crédito&lt;/i&gt; destinou mais R$ 1,3 bilhão ao Banco PanAmericano porque uma nova  auditoria constatou que o rombo, causado por inúmeras fraudes financeiras, é  ainda maior do que o calculado pelo Banco Central no final do ano passado. Esse  dinheiro se soma aos R$ 2,5 bilhões já emprestados ao Silvio Santos em  novembro/2010. Como garantia, o animador de auditório, ofereceu parte do  patrimônio do SBT e outras empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Oiê! Quem quer  dinheiro?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois grandes movimentos foram responsáveis por salvar o  Banco PanAmericano: a compra realizada pela Caixa Econômica Federal (CEF) em  2009 de 49% das ações com direito a voto na instituição e o empréstimo (em duas  etapas) de quase R$ 4 bilhões feito pelo Fundo Garantidor de Crédito  (FGC).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o FGC assumiu definitivamente o lugar do Proer, um programa  criado na época do Fernando Henrique Cardoso para, justamente, salvar os bancos  com problemas. De 1995 a 2001 (ano em que o programa foi encerrado), o Proer  destinou mais de R$ 45 bilhões para resgatar bancos que quebraram. O dinheiro do  Proer vinha do Banco Central e o caso mais exemplar foi o do Bamerindus, que  recebeu bilhões para pagar credores, mas deixou na mão milhares de pequenos  poupadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2008, durante a crise financeira, Lula elogiou o Proer,  mas ao invés de criar um programa semelhante, operou uma metamorfose no FGC.  Afinal, o objetivo original desse fundo é o de garantir que os correntistas e  depositantes de bancos que viessem a quebrar pudessem sacar e resgatar suas  aplicações, no valor de até R$ 60 mil por pessoa – coisa que nunca aconteceu, no  entanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O patrimônio do FGC é formado por contribuições compulsórias dos  bancos. Todo mês, as instituições financeiras calculam o saldo médio de todo  tipo de depósito e transferem o equivalente a 0,0125% desse volume na conta do  FGC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, segundo o próprio diretor executivo do FGC, Antonio Carlos  Bueno, existe uma fonte de receita bem maior: “Arrecadamos R$ 150 milhões por  mês, &lt;i&gt;mais R$ 200 milhões de receita financeira com título público  federal”&lt;/i&gt;. Quer dizer, foi o povo que ajudou a pagar a fatura do  PanAmericano, mesmo quem não tem conta em banco, pois o dinheiro usado no  resgate é dinheiro público vindo da CEF e do Tesouro Nacional!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os  trabalhadores têm que ficar espertos, porque está aberto o precedente para que  mais bancos sejam salvos com dinheiro público, que deveria ser usado, por  exemplo, para salvar a educação e a saúde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Caixa Econômica  Federal&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o estouro da crise financeira em 2008, uma das medidas  adotadas pelo governo Lula foi a de orientar os bancos públicos (BNDES, BB e  CEF) a correr riscos maiores para elevar o volume de crédito em  circulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para isso, os próprios bancos públicos precisavam se  fortalecer. O BNDES contou com um aporte do caixa do Tesouro Nacional, o BB  comprou 50% da BV Financeira, pertencente ao Grupo Votorantin do empresário  Antônio Ermírio de Moraes e a CEF, além dos subsídios governamentais recebidos  para o programa “Minha Casa, Minha Vida”, comprou 49% das ações com direito a  voto do Banco PanAmericano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, não houve nenhuma orientação  “estatizante”, muito menos “social” nessas medidas. Trata-se de fazer valer a  lógica do mercado, onde o maior engole o menor e, ainda por cima, com o  patrocínio do governo. Antônio Ermírio de Moraes e Silvio Santos agradecem até  agora o socorro dado pelo poder público aos seus negócios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a CEF  comprou o PanAmericano, pagou R$ 750 milhões e meses depois, revelou-se a  fraude. Aliás, a fraude só veio à tona em novembro de 2010, logo após as  eleições presidenciais (claro, pois imagine se isso estoura em pleno segundo  turno, como a Dilma iria se safar?), mas o Banco Central já desconfiava de que  algo estava errado em 2007, quando em uma auditoria extra percebeu indícios de  fraude e abriu uma investigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção da CEF ao comprar o  PanAmericano em 2009, no mínimo, deveria se atentar seriamente para a saúde  financeira da instituição antes de fechar o negócio. Quando um trabalhador vai  comprar um carro usado, por exemplo, ele leva o veículo para ser vistoriado por  um mecânico de sua confiança, mesmo que o carro à venda seja de um amigo ou  parente. A CEF contratou uma auditoria “meia-boca”, confiou no Silvio Santos e  deu no que deu: um rombo bilionário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Mas, atenção! Como explicamos, o  que está por trás desse comportamento da direção da CEF é a política do governo  Lula de socorrer os bancos para evitar um abalo no sistema financeiro nacional,  sob o contágio da crise mundial).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, a CEF resolveu entrar de  cabeça na administração do negócio, com profissionais dos mais gabaritados e  caros de sua estrutura e, agora, anunciou mais R$ 8 bilhões para sanear o  PanAmericano “no médio e longo prazo”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O BTG e o pacto dos  banqueiros&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na lógica do mercado, quem compra algo desvalorizado e  depois vende valorizado, ganha muito dinheiro. Por isso, para os banqueiros,  essa era uma boa hora para comprar o PanAmericano. Depois de toda ajuda que  recebeu, o banco já não está tão ameaçado, mas encontra-se desvalorizado e seu  dono tem o interesse em vendê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aí que entra o Banco BTG Pactual, do  banqueiro André Esteves. Ele ofereceu R$ 450 milhões e levou pra casa 51% das  ações com direito a voto do Banco Panamericano. Com R$ 300 milhões a menos do  que a CEF pagou, adquiriu o controle acionário da companhia e tem até 17 anos  para pagar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acordo envolveu também a transferência de obrigações frente  ao FGC. Segundo o jornal Valor Econômico, “pela engenharia montada, Silvio  Santos conseguiu quitar essa dívida com o FGC apresentando ao fundo o recebível  de 17 anos dos mesmos R$ 3,8 bilhões que tem contra o BTG Pactual. O BTG, na  prática, passa a dever ao fundo garantidor. Mas a conta parece não fechar,  porque os R$ 3,8 bilhões são desembolsados pelo FGC no presente, enquanto o  recebível do BTG tem valor presente de apenas R$ 450 milhões. Por esse  raciocínio, o FGC parece estar pagando a maior parte do rombo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por trás  desse acordo, encontra-se um pacto entre os banqueiros, pois BB, Itaú e  Bradesco, além de serem os maiores controladores do FGC estão envolvidos no rolo  do PanAmericano. Afinal, a fraude consistia na venda de carteiras (“direitos  creditícios”) a outros bancos, mas que continuavam contabilizadas como ativos do  PanAmericano ou então na venda de uma mesma carteira a bancos diferentes,  inflando assim os resultados e deixando um monte de dúvidas no ar: se as  carteiras realmente existem, quem é que fica com os direitos creditícios, etc. E  assim, os rentáveis fundos de investimento do PanAmericano transformaram-se em  “ativos podres” e o medo do contágio tomou conta do sistema financeiro  nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, dias antes do acordo entre o BTG e Silvio Santos,  “Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco, Lázaro de Mello Brandão,  presidente do conselho de administração do Bradesco, e Roberto Setubal,  controlador e presidente do Itaú, foram pessoalmente à sede do FGC, no bairro de  Pinheiros, em São Paulo, para discutir o novo resgate do PanAmericano, em  encontro de cerca de duas horas e meia”, informa o jornal Valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se  vê, quando a situação aperta, os banqueiros se ajudam mutuamente para preservar  seus interesses, claro, tudo feito com dinheiro e apoio do governo  federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Estatização dos bancos sob controle dos  trabalhadores&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um trabalhador do BB fez o seguinte comentário a  respeito dessa farra dos banqueiros: “É aquela velha história, quando lucra, vai  para o bolso do empresário; quando dá prejuízo, o contribuinte paga. Tinha é que  por na cadeia os fraudadores, vender o SBT e as outras empresas para cobrir o  rombo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, mas nada disso foi feito. Mais uma vez, os banqueiros saíram  ilesos e beneficiados pelo Estado, que mostra seu verdadeiro papel: ser o  “comitê central de negócios da burguesia”. Aos trabalhadores, resta pagar a  conta dessa folia, situação que só mudará, de fato, com uma transformação  revolucionária do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso do Banco PanAmericano é emblemático para  percebermos de que maneira o sistema financeiro atua para manter os privilégios  da classe dominante sobre os trabalhadores e a prática parasita sobre as  finanças públicas. Bilhões de reais que tanto fazem falta para a saúde e a  educação, são injetados rapidamente para encobrir crimes de colarinho  branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso lutar para que os trabalhadores tomem o poder político  e invertam a lógica do sistema financeiro: ao invés dos bancos usarem o Estado,  o Estado usará os bancos para promover o desenvolvimento das forças produtivas e  o atendimento das reivindicações populares. A estatização dos bancos sob  controle dos trabalhadores centralizará o crédito nas mãos do Estado e a  revolução socialista erguerá um Estado dos trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula e sua  sucessora, escolheram governar em aliança com a burguesia, por isso, são tão  solícitos aos banqueiros. Já com as centrais sindicais, o governo Dilma prefere  atacá-las e empurrar goela abaixo um reajuste medíocre do salário mínimo. Quer  dizer que injetar dinheiro nos bancos pode, já para os trabalhadores, não pode?  Esse, com certeza, não é o “rumo certo”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-606744404973251590?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/606744404973251590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=606744404973251590' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/606744404973251590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/606744404973251590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2011/03/silvio-santos-e-farra-com-o-dinheiro.html' title='Silvio Santos e a farra com o dinheiro público'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-2869066141915502519</id><published>2011-03-04T10:50:00.000-03:00</published><updated>2011-03-04T11:10:47.192-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Andrea Matarazzo: “É claro que Alckmin é da Opus Dei”</title><content type='html'>&lt;h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;Andrea Matarazzo, reconhecido como “peso-pesado” do PSDB, acreditava que a ligação entre Alckmin e o grupo político de direita Opus Dei era clara, apesar do candidato tucano à presidência sempre negar. Documento divulgado pelo Wikileaks mostra que o então secretário de Subprefeituras recebeu o cônsul Christopher McMullen em seu escritório em 14 de junho de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;por Natalia Viana em seu &lt;a href="http://cartacapitalwikileaks.wordpress.com/" target="_blank"&gt;blog&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;“Como um católico conservador (“é claro” que Alckmin é membro da Opus Dei, apesar das suas negativas, opinou Matarazzo, apesar de não ser um dos líderes do grupo), Alckmin tem uma certa postura direitista no seu estilo de governar, o que ajuda a explicar por que ele tem o apoio de um segmento tão grande do empresariado”, relata o telegrama.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse momento, o telegrama nota que a conversa é interrompida por um telefonema em que Matarazzo trata rapidamente com um líder GLBT detalhes da parada gay de São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;Terra de ninguém&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ex-embaixador do Brasil na Itália e ex-chefe da SECOM presidencial de Fernando Henrique Cardoso é identificado como sendo descendente de uma das famílias mais ricas do Brasil. “Passo metade do meu dia nessa terra de ninguém”, disse ele referindo-se ao centro de São Paulo.Matarazzo era, na época, nada menos que subprefeito da região Sé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Matarazzo mostrava-se insatisfeito com a escolha de seu partido por Alckmin e personifica bem o choque de culturas existente no PSDB mencionado por Lembo quando McMullen o encontrou em março daquele ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com Matarazzo, Serra tinha uma visão nacional, ao contrário de Alckmin que preferia ater-se a uma perspectiva macroeconômica ortodoxa. De acordo com ele ainda, a reeleição de Alckimin para o Palácio dos Bandeirantes foi conquistada devido a méritos de Mário Covas, que já haveria colocado as contas do estado em harmonia. O já falecido ícone do PSDB, confidenciou Matarazzo, teve Geraldo como seu vice a contra-gosto. “Alckmin começou o Rodoanel e não terminou”, ilustrou o secretário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Matarazzo faz pouco da carreira política de Alckmin que, segundo ele, havia sido prefeito de Pindamonhangaba, deputado federal e vice de Covas. O telegrama observa que o tucano “desatentamente ou por outro motivo” não contabilzou um legislatura como deputado estadual na AL-SP e que nas duas vezes em que Alckmin havia sido eleito para a Câmara Federal, o médico de Pindamonhanagava esteve entre os mais votados do partido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;Serra&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em contraponto a Geraldo, Matarazzo apresenta Serra como um político nacional que já havia sido depudato federal, senador, duas vezes ministros, duas vezes ministro e autor de duas emendas constitucionais. O candidato tucano à presidência em 2002 e 2010 sabia que se Alckmin ganhasse, suas chances de chegar à presidência estariam acabadas aos 64 anos de acordo com Andrea. Diante deste mesmo cenário, o secretário ainda confabula um eventual desligamento de Aécio Neves do PSDB, a fim de nutrir suas aspirações presidenciais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O baixo-clero do PSDB que apoiava Alckmin teria muita habilidade política na Assembléia Legislativa paulista, mas não em um nível nacional, descreve Matarazzo. Para ele, o “choque de gestão” de Alckmin não significaria nada para o pobre e rural Nordeste. Reforçando suas análises, o magnata apresentou números do crescimento de venda de eletrodomésticos na região.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O telegrama termina com a observação de que, apesar da insatisfação do tucano com a escolha de Alckmin, Matarazzo não mencionou a desistência de Serra frente ao candidato mais jovem mesmo tendo preferência expressiva dentro do partido. Desde que saiu da prefeitura da capital paulista para ser o candidato de seu partido ao governo do estado, havia tornado-se invisível e foi operado de uma hérnia. As pesquisas mostravam que ele seria eleito no primeiro turno e preferiu ser discreto para não abalar o cenário favorável.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-2869066141915502519?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/2869066141915502519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=2869066141915502519' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/2869066141915502519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/2869066141915502519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2011/03/andrea-matarazzo-e-claro-que-alckmin-e.html' title='Andrea Matarazzo: “É claro que Alckmin é da Opus Dei”'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-3095743666278973154</id><published>2011-03-01T10:52:00.000-03:00</published><updated>2011-03-04T11:10:57.440-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><title type='text'>A Líbia no grande jogo da nova divisão da África</title><content type='html'>&lt;h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;Fogem da Líbia não apenas famílias que temem pelas suas vidas e imigrantes pobres de outros países norte-africanos. Há dezenas de milhares de "refugiados" que estão a ser repatriados pelos seus governos por meio de navios e aviões: são principalmente engenheiros e executivos de grandes companhias de petróleo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Manlio Dinucci*&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Não só a ENI, a qual realiza cerca de 15% das suas vendas a partir da Líbia, mas também outras multinacionais européias – em particular, a BP, Royal Dutch Shell, Total, Basf, Statoil, Repsol. Centenas de empregados da Gazprom foram também forçados a deixar a Líbia e mais de 30 mil trabalhadores chineses da sua companhia de petróleo e de construção. Uma imagem simbólica de como a economia Líbia está interconectada com a economia global, dominada pelas multinacionais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Graças às suas ricas reservas de petróleo e gás natural, a Líbia tem uma balança comercial positiva de US$27 mil milhões por ano e um rendimento per capita médio-alto de US$12 mil, seis vezes maior que o do Egito. Apesar de fortes diferenças entre rendimentos altos e baixos, o padrão de vida médio da população da Líbia (apenas 6,5 milhões de habitantes em comparação com os cerca de 85 milhões no Egito) é, portanto mais elevado do que o do Egito e de outros países da África do Norte. Testemunho disso é o fato de que cerca de um milhão e meio de imigrantes, principalmente norte-africanos, trabalha na Líbia. Uns 85% das exportações líbias de energia vão para a Europa: a Itália em primeiro lugar com 37%, seguida pela Alemanha, França e China. A Itália também está em primeiro lugar em exportações para a Líbia, seguida pela China, Turquia e Alemanha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta estrutura agora explodiu devido ao que pode ser caracterizado não como uma revolta das massas empobrecidas, tal como as rebeliões no Egito e na Tunísia, mas como umas guerra civil real, em consequência de uma divisão no grupo dominante. Quem quer que seja que tenha feito o primeiro movimento explorou o descontentamento contra o clã Kadafi, que prevalece especialmente entre as populações da Cirenaica e entre jovens nas cidades, num momento em que toda a África do Norte tomou o caminho da rebelião. Ao contrário do Egito e da Tunísia, contudo, o levantamento líbio foi planeado previamente e organizado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As reações na arena internacional também são simbólicas. Pequim disse estar extremamente preocupada acerca dos desenvolvimentos na Líbia e apelou a "um rápido retorno à estabilidade e normalidade". A razão é clara: o comércio sino-líbio experimentou crescimento forte (cerca de 30 por cento só em 2010), mas agora a China verifica que toda a estrutura das relações econômicas com a Líbia, da qual importa quantidades crescentes de petróleo, foram postas em causa. Moscovo está numa posição semelhante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sinal de Washington é diametralmente oposto: o presidente Barack Obama, que quando confrontado com a crise egípcia minimizou a repressão desencadeada por Mubarak e apelou a uma "transição ordenada e pacífica", condenou o governo líbio em termos inequívocos e anunciou que os EUA está a preparar "o conjunto completo de opções que temos disponíveis para responder a esta crise", incluindo "ações que possamos empreender por nós próprios e aquelas que possamos coordenar com os nossos aliados através de instituições multilaterais". A mensagem é claro: há a possibilidade de um intervenção dos EUA/Otan na Líbia, formalmente para interromper o banho de sangue. As razões também são claras: se Kadafi for derrubado, os EUA seriam capazes de fazer ruir toda a estrutura das relações econômicas com a Líbia, abrindo o caminho para multinacionais com base nos EUA, até agora quase totalmente excluídas da exploração das reservas de energia na Líbia. Os Estados Unidos poderiam então controlar a torneira de fontes de energia sobre as quais a Europa depende amplamente e que também abastecem a China.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trata-se de acontecimentos no grande jogo da divisão dos recursos africanos, pelos quais uma confrontação crescente, especialmente entre a China e os Estados Unidos, está a verificar-se. A potência asiática em ascensão – com a presença na África de cerca de 5 milhões de administradores, técnicos e trabalhadores – constrói indústrias e infraestrutura, em troca de petróleo e outras matérias-primas. Os Estados Unidos, que não podem competir a este nível, podem utilizar a sua influência sobre as forças armadas dos principais países africanos, as quais são treinadas através do Africa Command (Africom), o seu principal instrumento para a penetração do continente. A Otan agora também está a entrar no jogo, pois está prestes a concluir um tratado de parceria militar com a União Africana, a qual inclui 53 países.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sede da parceria da União Africana com a Otan já está em construção em Adis Abeba: uma estrutura moderna, financiada com 27 milhões de euros da Alemanha, batizada "Edifício paz e segurança".&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-3095743666278973154?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/3095743666278973154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=3095743666278973154' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/3095743666278973154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/3095743666278973154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2011/03/libia-no-grande-jogo-da-nova-divisao-da.html' title='A Líbia no grande jogo da nova divisão da África'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-8478352788803777904</id><published>2011-03-01T10:49:00.001-03:00</published><updated>2011-03-04T11:11:08.641-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>A verdade sobre o atual levante revolucionário na Líbia</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Seguindo os passos da Tunísia e do Egito, o povo líbio se  levanta contra o regime de seu país, exigindo a saída do atual líder Muammar  Khadafi. Isso tem sido visto de diferentes pontos de vista em todo o mundo.  Particularmente na América Latina há muita confusão sobre o que realmente está  acontecendo. Acreditamos que seja necessário explicar a nossa posição sobre esta  matéria, porque alguns meios de comunicação têm abordado a questão como se o  governo de Khadafi fosse um governo revolucionário e estivesse enfrentando uma  rebelião orquestrada pelo imperialismo.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O caráter do regime de Khadafi&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;Longe de  ser um governo anti-imperialista, Khadafi compactuou em várias ocasiões com o  imperialismo mundial, reunindo-se e assinando acordos com Berlusconi, Sarkozy,  Zapatero e Blair. Ele também recebeu visitas do rei espanhol Juan Carlos,  representando os empresários da Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1993-94, Khadafi introduziu  as primeiras leis que faziam parte de um giro econômico no sentido da abertura  do mercado. Durante uma década, quase nada foi feito nesse sentido. Mas,  confrontado com as dificuldades econômicas em 2003, o processo se acelera. Em  troca de leis que preparavam as privatizações e uma maior abertura ao  investimento de capital estrangeiro, o regime iniciou uma reconciliação com o  imperialismo e logo deu resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em setembro de 2003, a ONU suspendeu  todas as sanções econômicas contra a Líbia, em troca de um pacote econômico que  incluía planos para privatizar 360 empresas estatais e, em 2006, a Líbia  inclusive solicitou a entrada na Organização Mundial do Comércio. Em 2008, a  própria Condoleezza Rice (ex-Secretária de Estado dos EUA) disse que a Líbia e  os Estados Unidos compartilhavam de interesses comuns, como “a luta contra o  terrorismo, o comércio, proliferação nuclear, África, direitos humanos e  democracia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, todas as grandes multinacionais do petróleo estão  operando na Líbia: a British Petroleum, Exonn Mobil, Total, Repsol, entre  outras. Por outro lado, é interessante notar que Khadafi se tornou dono de 5%  das ações da Fiat, como resultado da abertura do país para os capitalistas  italianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso deixa claro que este regime está mais próximo dos  interesses capitalistas e imperialistas do que dos interesses de seu próprio  povo e da revolução. Como declarou o companheiro deputado do PSUV pelo estado de  Bolívar, Adel El-Zabay, que é de origem árabe: “Khadafi já não é mais o líder  anti-imperialista do passado e enfrenta com massacres um verdadeiro clamor  popular”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O caráter da revolta na Líbia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa revolta  tem as mesmas causas que a da Tunísia e do Egito. O resultado da abertura de  acordos de Khadafi com o imperialismo foi um desastre econômico para a maioria  da população, apesar da riqueza petrolífera do país. A Líbia é um país com 30%  de desemprego e um custo de vida cada vez mais elevado. Alimentos básicos, como  arroz, farinha e açúcar encareceram cerca de 85% nos últimos 3 anos. Este é o  motivo real que levou à revolta popular que existe na Líbia. Por esta razão  Khadafi apoiou Ben Ali e Mubarak contra a insurreição revolucionária do povo da  Tunísia e do Egito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspirado por seus irmãos no resto do mundo árabe,  trabalhadores, jovens e pobres na Líbia se levantaram contra uma ditadura que  revela seu verdadeiro caráter. O levante que começou em Benghazi, a segunda  maior cidade do país, tem se espalhado para muitas regiões do território  nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Khadafi respondeu com violência brutal, e assim como durante a  revolta popular do “Caracazo”, usou o exército contra a população civil  desarmada. Além disso, também tem utilizado mercenários contra o povo. O fato de  que Khadafi foi forçado a pagar mercenários é a prova de que não confiava em  seus próprios soldados. Em Benghazi, o exército passou para o lado do povo e  isso tem se repetido em outras cidades. É difícil estimar o número de mortos,  mas sabemos que só em Benghazi já foram mortas mais de 230 pessoas. A repressão  atingiu um nível tão cruel que foi utilizada a força aérea para bombardear os  manifestantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, o imperialismo nessa situação vai tentar fazer  valer os seus interesses. Somos contra qualquer intervenção imperialista na  Líbia. São justamente os imperialistas que venderam armas a Khadafi, fizeram  acordos de negócios para explorar a riqueza petrolífera do país e o utilizaram  como uma barreira de contenção contra a “imigração clandestina” na Europa. O  imperialismo não está interessado no destino do povo da Líbia, mas apenas nos  recursos naturais do país.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-8478352788803777904?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/8478352788803777904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=8478352788803777904' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/8478352788803777904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/8478352788803777904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2011/03/verdade-sobre-o-atual-levante.html' title='A verdade sobre o atual levante revolucionário na Líbia'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-6715517210195798701</id><published>2011-02-12T19:22:00.000-02:00</published><updated>2011-03-04T11:11:15.098-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><title type='text'>Queda de Mubarak estimula luta por democracia na Argélia e Iêmen</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;h2 style="text-align: justify; font-weight: normal; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A vitória do povo egípcio contra o ditador Hosnin Mubarak, que renunciou ao poder nesta sexta-feira (11), estimulou manifestações pela democracia em pelo menos dois países árabes neste final de semana: Argélia e Iêmen.&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="225" align="left" style="text-align: justify; line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: left; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 19px; "&gt;EFE&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img hspace="5" alt="" vspace="5" align="left" width="225" height="150" src="http://www.admin.paginaoficial.ws/admin/arquivos/biblioteca/argelia-efe13872.jpg" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 19px; "&gt;Polícia tenta conter manifestantes na Argélia&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify; line-height: 19px; font-size: small; "&gt;Na Argélia, milhares de pessoas desafiaram o estado de emergência em vigor há quase 20 anos, e saíram às ruas gritando palavras de ordem contra o presidente Abdelaziz Bouteflika e exigindo melhores condições de vida e maior liberdade. No Iêmen, milhares ainda ocupam o centro da capital, Sanaa, reclamando a saída imediata do ditador Ali Abdullah Saleh.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;&lt;b style="line-height: 19px; "&gt;Repressão&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Argel, o governo já tinha reprimido com brutalidade uma manifestação que comemorava a queda de Mubarak no Egito, no dia anterior, e voltou a jogar a polícia contra os opositores. Centenas de pessoas foram detidas. Helicópteros estão sobrevoando a área central da cidade, enquanto veículos blindados e barreiras impedem a passagem de ônibus com mais manifestantes. Cerca de 20 mil policiais estão trabalhando na operação.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A capital da Argélia já havia registrado confrontos entre manifestantes e policiais em janeiro deste ano, em meio a protestos contra o desemprego, os preços dos alimentos e as más condições de moradia. Os protestos populares são proibidos na Argélia devido a um estado de emergência que dura desde a guerra civil de 1992. &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;&lt;b style="line-height: 19px; "&gt;A mesma história&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A situação no país não é muito diferente do Egito. O ditador Bouteflika, 73 anos, aliado dos EUA, comanda o país desde 1999 por meio de um regime repressivo. O desemprego é alto, especialmente entre os jovens, as carências sociais se multiplicam (verifica-se uma série crise no setor habitacional) e há uma insatisfação generalizada na sociedade, contida até agora a ferro e fogo.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="225" align="right" style="text-align: justify; line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: right; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 19px; "&gt;Reuters&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img hspace="5" alt="" vspace="5" align="right" width="225" height="149" src="http://www.admin.paginaoficial.ws/admin/arquivos/biblioteca/protestos_iemen13873.jpg" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="line-height: 19px; "&gt;Protestos no Iêmen são inspirados pela queda de Mubarak&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Iêmen, onde os jovens lideram os protestos, a história se repete. Ali Abdullah Saleh, outro fiel aliado do imperialismo estadunidense, está há 32 anos no poder. Os ativistas, que pediam uma revolução no país árabe, chegaram a entrar em confronto hoje com um grupo de mercenários do ditador, em frente à Universidade de Sanaa. Há relatos de que as forças de segurança também se envolveram no enfrentamento.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O governo de Saleh é acusado de corrupção e concentração de poder em torno de seu clã. O partido governista, o Congresso Geral do Povo, tem ampla maioria no Parlamento. O velho ditador assumiu a Presidência da República Árabe do Iêmen (ou Iêmen do Norte) em 1978, por meio de um golpe militar. Em 1990, ele tornou-se presidente da nova república, criada a partir a fusão entre os Iêmens do Norte e do Sul.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;&lt;b style="line-height: 19px; "&gt;Festa e preocupação no Egito&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O povo está em festa por todo o Egito neste sábado (12). A derrocada de Hosni Mubarak, depois de 18 dias de protestos que encantaram o mundo e relançaram as luzes da revolução no palco da história, é comemorada com justiça como uma grande vitória.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas os líderes dos protestos continuam em estado de alerta na Praça Tahrir, de onde pretendem sair só depois que o processo de transição à democracia estiver melhor definido, assegurando a participação dos civis. &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;&lt;b style="line-height: 19px; "&gt;Militares&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal, ao cair fora Mubarak transferiu o poder aos chefes militares que literalmente até ontem sustentavam o ditador.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As sinalizações dos generais e os compromissos com a democracia ainda não são convincentes. As primeiras declarações do Comando Militar procuram acalmar e agradar Israel e EUA, anunciando respeito aos acordos internacionais formados pelo país, o que inclui o controverso tratado de paz com Israel. &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já os acenos ao povo e à oposição foram tênues e dúbios. Os líderes do protesto exigem um compromisso mais explícito dos militares com a democratização do país e querem, de imediato, o fim do estado de emergência e dos tribunais militares, a libertação de todos os presos políticos e o desmantelamento do aparelho repressivo.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;&lt;b style="line-height: 19px; "&gt;Barricadas&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na praça Tahrir, ponto principal de concentração dos protestos iniciados em 25 de janeiro, centenas de pessoas continuavam acampadas neste sábado. Milhares de manifestantes passaram a noite no local, comemorando a saída do presidente.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Exército egípcio começou neste sábado a retirar as barricadas dos acessos à praça, removendo carros queimados que serviam de barreiras. As Forças Armadas mantêm tanques e veículos blindados nas ruas, principalmente em frente aos prédios do governo e de outras instalações importantes.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O clima é de festa e comemoração. Muitas bandeiras do Egito podem ser vistas nas janelas dos prédios e penduradas em árvores. O comércio voltou a abrir normalmente e o policiamento foi retomado, com a circulação de viaturas nas ruas do Cairo.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;&lt;b style="line-height: 19px; "&gt;Reformas em debate&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As emissoras de TV locais já realizam debates discutindo o futuro político do Egito, assim como as reformas que o Conselho das Forças Armadas - que assumiu o controle do país após a saída de Mubarak - pode realizar.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diversos grupos já propõem mudanças na Constituição, nos artigos referentes ao processo político e às liberdades civis. A forma de governo do país - com a definição entre presidencialismo e parlamentarismo - também deve entrar em discussão.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já Mubarak continua com sua família em seu palácio no resort de Sharm el-Sheikh, no Mar Vermelho, sob forte esquema de segurança montado pelo Exército. Segundo o correspondente da BBC no Cairo Jon Leyne, ainda não se sabe se o ex-presidente permanecerá no Egito. Também é incerto o futuro do vice-presidente, Omar Suleiman, e de outros civis que mantiveram seus cargos do governo anterior.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por enquanto, não se sabe quais serão os próximos passos do novo governo. Mas os militares prometeram encerrar o estado de emergência que vigora no país há 30 anos.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;&lt;b style="line-height: 19px; "&gt;Derrota dos EUA e Israel&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Estados Unidos, que gostam de se apresentar com a máscara de campeões da democracia, manobram para controlar os acontecimentos e ainda desfrutam de forte influência no seio das Forças Armadas. O primeiro comunicado do Comando Militar, garantindo respeito aos tratados internacionais firmados por Sadat e Mubarak, revela isto.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a poderosa onda de protestos que agita o mundo árabe e o Oriente Médio tem a um só tempo um caráter democrático e antiimperialista. Não condizem com os interesses do império. Como disse neste sábado o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Said Jalili, a queda do ditador Hosni Mubarak demonstra o “fracasso dos Estados Unidos e do sionismo [de Israel] na região”.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-6715517210195798701?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/6715517210195798701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=6715517210195798701' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/6715517210195798701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/6715517210195798701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2011/02/queda-de-mubarak-estimula-luta-por.html' title='Queda de Mubarak estimula luta por democracia na Argélia e Iêmen'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-4039403447503038673</id><published>2011-02-05T12:49:00.001-02:00</published><updated>2011-02-08T12:02:49.132-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1- Professor Jorge Cardoso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cidade de Bebedouro'/><title type='text'>A origem do mito da estagnação econômica na cidade de Bebedouro</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:normal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: center; line-height: normal; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Em um tempo muito remoto, ainda no início do século XX, já era perceptível a descrença por parte de alguns munícipes, acerca de um futuro progressista para Bebedouro. Ao revisitarmos Bebedouro das décadas de 1910 e 1920 achamos algumas explicações que podem dar resposta à origem dessa mitificação da apatia predominante em diferentes períodos históricos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A visão derrotista que se formou sobre o futuro da cidade parece estar diretamente ligada com uma visão romântica da fundação da cidade, de um passado hipoteticamente mais correto, onde o progredir era regra e a crise era exceção. Como uma hipótese, o mito teria origem em meados das décadas de vinte e trinta, quando os homens desgostosos com a política degenerada e suas eternas intrigas entre facções se somavam às fraudes e à corrupção. Tudo isso fora adicionada com a grave decadência da economia que sustentava a cidade, a crise iniciada na década de 1930 se arrastou por anos, fazendo com que muitos desacreditassem no futuro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;É interessante destacar, que esse mito havia sido incutido à mentalidade dos bebedourenses, não apenas as classes baixas, que sentiam a tutela dos grandes proprietários rurais no campo e mesmo na cidade, com a predominância do ruralismo arcaico. A aristocracia por sua vez, sentia a sensação de estagnação sempre que seus objetivos eram obstruídos pelas disputas entre facções, somado ao limitado poder público, com sua estrutura política administrativa impotente. As disputas pessoais entre grandes proprietários e coronéis, as intrincadas querelas que exigiam muito desgaste de força e prestígio e a política de intimidação barrava os novos empreendimentos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Esses aspectos fizeram surgir uma sensação de sonho perdido e desencantamento, um negativismo que daria origem gradualmente a algo aceito indiscutivelmente como verdadeiro. Aquelas visões derrotistas só perderiam força na década de 1960, quando a euforia trazida com a laranja, nova monocultura dominante iriam disseminar uma sensação de progresso, época de grandes construções e modernizações na infra-estrutura. A laranja traria a mesma sensação quando fomos movidos pelo café, aquela mesma sensação de início do século em que nada poderia deter a prosperidade e os tempos áureos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A laranja transformou Bebedouro novamente na capital do progresso, o centro disseminador da prosperidade, os milhares que correram para cá vinham fugindo da obscuridade do atraso e da miséria de suas longínquas localidades, atraídos e guiados pela estrela guia do progresso que apontava e guiava os aventureiros para a luminosidade da “Califórnia dos trópicos” que os acolhia como terra natal. O desacreditado sentimento de atraso dos anos de ruína e perpetuado em campo fértil nas décadas seguintes, já não passava de letra morta, algo que havia sido enterrado com os antigos que o havia criado e acreditado nele. Foi nesse período que se transformou em mito, ao ser questionado pelas novas gerações que já não sentiam o mesmo sentimento de atraso no processo, a verdade de uma geração muito freqüentemente torna-se o mito da geração seguinte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Mas quando à mãe laranja agonizou, a derrocada veio com força irresistível, o foco de luz se apagou, sobreveio um período de trevas deixando no povo uma sensação de meninos abandonados ou órfãos. Renasceu vigoroso o velho estigma adormecido, ressurgia enfurecido do mais repugnante e abominável sepulcro: a antiga ideologia da inadequação da cidade para o progresso, seu eterno destino a fatalidade ao infindável retardamento e atraso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Os mitos a que estivemos presos é fruto da estrutura ruralista arcaica, que em sua total estagnação não tem meios de por si só se desenvolver; não tem luz própria, é totalmente dependente ao exterior e de suas oscilações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A resposta para a eliminação destes mitos é uma ação construtiva, que coloque a cidade em um caminho não de rápido enriquecimento e progresso, mas um caminho construtivo. Para isso, valorizar a diversidade econômica, não confiando seu destino a um único produto chave, tornando-a independente da caduca mentalidade ruralista colonial para se integrar às novas tendências da sociedade moderna. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: normal; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 42pt; line-height: normal; font-family: 'Times New Roman', serif; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: 'Times New Roman', serif; "&gt;Professor Jorge Cardoso&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: 800;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-4039403447503038673?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/4039403447503038673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=4039403447503038673' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/4039403447503038673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/4039403447503038673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2011/02/origem-do-mito-da-estagnacao-economica.html' title='A origem do mito da estagnação econômica na cidade de Bebedouro'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-597599071636191551</id><published>2011-02-02T12:29:00.000-02:00</published><updated>2011-02-02T12:31:44.965-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><title type='text'>Regime pró-EUA de Mubarak agoniza: protesto reúne 2 milhões</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:normal;mso-outline-level:1"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-font-kerning:18.0pt;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Parece que os dias do regime ditatorial de Hosni Mubarak estão contados. A manifestação convocada pela oposição pela democratização do Egito reuniu cerca de 2 milhões de pessoas nesta terça-feira (1) na Praça Tahrir e em seus arredores, no centro do Cairo, ultrapassando a meta de 1 milhão estabelecida pelos organizadores, de acordo com a TV árabe Al-Jazeera.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:black;mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Houve protesto também em Alexandria, segunda maior cidade do país, e Suez. As forças de oposição marcharam unidas e negaram o diálogo proposto pelo governo (sempre sob orientação dos EUA), depois de se sentir encurralado e verificar que o recurso à repressão acabou se revelando um tiro pela culatra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:12.9pt"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:black;mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Um povo sem medo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:black; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 13px; "&gt;A ONU estima que 300 pessoas foram mortas e mais de 3 mil ficaram feridas ao longo dos últimos dias em que a ira contra o ditador invadiu as ruas. São os mártires da rebelião. O governo também censurou a TV Al-Jazzera, prendeu jornalistas, decretou toque de recolher proibiu a internet e praticou outras patifarias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:black;mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:black;mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Mas nada disto foi suficiente para impedir a massiva adesão popular à “marcha de 1 milhão”, que para agradável surpresa dos organizadores e desespero de Mubarak praticamente dobrou de tamanho. O povo não teve medo. Ignorou o toque de recolher e continuou ocupando as ruas do Cairo. O governo mudou de tática e o Exército se comportou com civilidade desta vez. Fiel aos conselhos de Washington, não reprimiu o protesto e provavelmente evitou o pior com isto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 17px; "&gt;EUA de saia justa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 13px; "&gt;O imperialismo estadunidense ficou numa tremenda saia justa diante do infortúnio do seu fiel e submisso aliado no Oriente Médio. O mesmo se pode dizer em relação a Israel, cujo governo enviou nervosas mensagens a Barack Obama implorando apoio ao ditador do Egito, que faz o jogo sujo dos algozes do povo palestino na região.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:black;mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:black;mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Os EUA cultivam a falsa imagem de defensores da democracia e dos direitos humanos no mundo. Não ficaria bem se Obama fizesse declarações públicas em defesa aberta do aliado ditador. Daí as manobras algo desesperadas e dúbias de Washington, com pressões de bastidores e declarações moderadas que reclamam mais democracia e menos repressão, sem retirar o apoio ao ditador. Ao mesmo tempo, registra-se uma grande fuga de cidadãos norte-americanos residentes no Egito, receosos de virar alvo fácil da ira popular, como ocorreu no curso da revolução iraniana de 1979, apesar das circunstâncias diferentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 17px; "&gt;Manobras do imperialismo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 13px; "&gt;A última ordem do império para o regime, anunciada nesta terça-feira, no calor da manifestação dos 2 milhões, determina que Mubarak não deve se candidatar à reeleição na próxima eleição presidencial, que deve ocorrer em setembro. Obediente, o ditador anunciou à noite que não mais disputará a presidência. Populares que permaneciam concentrados no centro da capital comemoraram a novidade, mas deixaram claro que querem Mubarak fora imediatamente e que a luta continua.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 13px; "&gt;A oposição já havia anunciado repetidamente que não aceita outra solução fora da renúncia imediata do presidente, criação de um governo de transição e a convocação de eleições livres, refletindo com fidelidade o anseio popular. “A única coisa que aceitaremos dele (Mubarak) é que pegue um avião e se vá”, disse o advogado Ahmed Helmi, de 45 anos, um entre os dois milhões de egípcios entrevistado na Praça Tahrir pela Al-Jazzera.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 17px; "&gt;Novo Oriente Médio&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 13px; "&gt;A onda de protestos contra o presidente Hosni Mubarak começou no dia 25 de janeiro, na sequencia da rebelião que derrubou o ditador da Tunísia, Ben Ali, outro fiel aliado do imperialismo americano e europeu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:black;mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-597599071636191551?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/597599071636191551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=597599071636191551' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/597599071636191551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/597599071636191551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2011/02/regime-pro-eua-de-mubarak-agoniza_02.html' title='Regime pró-EUA de Mubarak agoniza: protesto reúne 2 milhões'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-4354464813481135504</id><published>2011-01-21T15:23:00.000-02:00</published><updated>2011-02-02T12:31:53.349-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Carlos Lungarzo: Democracia analfabeta</title><content type='html'>&lt;h2&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Eu sou de um país onde a palavra dada é sempre negociável em função das  ofertas do mercado. [...] Entre nós, a palavra dada serve para elevar o preço da  triação. Somos um país mercador que faz comércio com tudo, desde o patrimônio  artístico até os presos políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Carlos A. Lungarzo*&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Erri  De Luca (escritor italiano): A palavra dada é negociável? in Vargas, F.: La  Véritè sur Cesare Battisti (v. Hamy, 2004)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="MARGIN-LEFT: 40px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;Leia também&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;ul&gt; &lt;li&gt;&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=145879&amp;amp;id_secao=1" target="_blank"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Lungaretti: só 11% do Parlamento Europeu apoiam moção  italiana&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;ul&gt; &lt;li&gt;&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=145888&amp;amp;id_secao=8" target="_blank"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Movimento agenda atividades em defesa de Cesare  Battisti &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Democracia, na linguagem política moderna, já não  significa o mesmo que a palavra que lhe deu origem na antiga Grécia (demos  kratia = poder do povo), assim como a química tampouco continua sendo o estudo  das substâncias vindas do Egito. O mundo muda, e conceitos tradicionais  adquiriram significados mais específicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, são poucos os  países que não se consideram democráticos. Desde o invadido e esfacelado Iraque,  atacado por imperialismos e terrorismos de todos os estilos, até Canadá, Estados  Unidos, repúblicas africanas, etc. quase tudo é democrático. Afinal,  “democracia” em sentido formal, significa eleições pluri-partidárias,  periódicas, com voto universal para os adultos. Em algumas democracias, como no  Brasil, a Constituição faz questão de salientar que fica “eliminada” a censura,  mas isso não é o entendimento de todos os governos democráticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás,  uma democracia pode existir com poucos livros, poucos escritos, e poucos  escritores. É o que descobriram em 15 de novembro umas sumidades intelectuais da  que fora, há muito tempo, a iluminada e liberal República de  Veneza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Novas Fogueiras&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em 2004, quando, em função de um  pacto preexistente entre a França e a Itália, implementado pelo ministro  neofascista Castelli, o governo Chirac decidiu mergulhar na lama a honra do povo  francês traindo as promessas de Mitterrand aos refugiados, uma onda de protestos  agitou a França e uma menor, restrita a intelectuais, também a Itália. Na  península, as reações se refletiram numa lista de escritores, artistas e outros  ilustrados que criticavam a extradição de Battisti pedida pela Itália, e  proclamavam sua solidariedade com o perseguido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 12 de fevereiro de  2004, foi publicado um abaixo assinado no jornal La Repubblica, de  centro-esquerda moderada, com uma lista de mais de 1500 nomes de italianos que  pediam a manutenção de Cesare na França e repudiavam o pedido de extradição. A  revista Carmilla Online publicou a lista dos primeiros 1500. Entre aqueles  assinantes havia numerosos intelectuais, especialmente escritores, jornalistas e  comunicadores, mas também cinegrafistas, artistas e  pesquisadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquelas adesões dos setores esclarecidos, justamente no  país onde Cesare era perseguido e onde o obscurantismo se tinha tornado quase  absoluto, enfureceu os linchadores, que sempre consideraram todos aqueles  intelectuais arrogantes e desafiadores, que questionavam um valor sacralizado: o  direito à vingança. Mas foi apenas na 3ª. semana de janeiro de 2011, depois de  conhecer-se a decisão do Brasil de reter Battisti, que os mais termocefálicos  pensaram aplicar uma vendetta massiva sobre aqueles intelectuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como  nas épocas da Inquisição, os linchadores entenderam que não seria possível  queimar fisicamente todos aqueles escritores, mas, então, era possível  queimá-los simbolicamente, como fazia às vezes o Santo Ofício quando não  conseguia capturar os hereges. Naquela época, o método era jogar os retratos dos  perseguidos nas fogueiras. Para as autoridades culturais da Veneza atual, a  solução é estigmatizar os livros dos escritores que assinaram aquela lista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 15 de junho foi lançada a iniciativa de um boicote contra as obras  dos escritores que assinaram a lista em favor de Cesare, 11 anos antes. O autor  foi um conselheiro do município de Martellago, no Veneto, certo Paride Costa,  membro do partido de direita Povo della Libertà, e foi entusiastamente adotada  pelo assessor de Cultura de toda a província de Veneza, Raffaele Speranzon. Ele  disse que proporá a todos os assessores de cultura da região, as seguintes  medidas:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="MARGIN-LEFT: 40px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Os escritores que assinaram a lista de 2004 devem  ser declarados pessoas não gratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A retirada de todos seus livros das  bibliotecas provinciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses escritores não poderão ser convidados a  eventos culturais nem palestras nem seus livros poderão ser comprados por órgãos  públicos.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;Speranzoni reconhece que ele não possui poder de coerção sobre todos os  municípios, mas os que não obedecerem, deverão arcar com as conseqüências.  (Quais?)&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Estas medidas não pretendem valer apenas para Veneza. O  ilustrado assessor de cultura quer que sejam adotadas em todo o Veneto. Se ele  tiver sucesso, mais de 4 milhões de habitantes estarão vivendo, como 70 anos  antes, o que talvez não seja uma mudança tão radical. Não se estima, ainda, se  ele pretende estender a iniciativa a todo o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom que Speranzoni  tenha feito esta advertência, para que fiquemos bem informados: “Não fazemos  isto por espírito de vingança”. Ainda bem. Muitos já estávamos pensando  erradamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os punidos está o ganhador do prêmio Strega, o maior  prêmio literário da Itália, Tiziano Scarpa (n. 1963), que o recebeu em 2009, por  seu notável livro Stabat Mater, uma deliciosa ambientação barroca de um romance  intimista, onde uma órfã internada com as freiras conhece o famoso compositor  Antonio Vivaldi. Além de descrever os delicados sentimentos da menina sepultada  no convento, Scarpa revive os ambientes místicos da Veneza com uma beleza  própria dos clássicos da modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também está no Index o grande  pensador Giorgio Agamben, um dos que mantêm algumas faíscas acessas naquela  névoa que invadiu a outrora riquíssima cultura italiana. Mas há muitos outros da  primeira linha do pensamento peninsular atual: Massimo Carlotto, Valerio  Evangelisti, Cacucci, Dazieri, Genna, Loredana Lipperini, De Michele, Nanni  Balestrini, Vauro, Lello Voce, Raimo, Philopat, Moresco, Quadruppani e muitos  outros. Não falta, obviamente, o engenhoso e pitoresco conjunto Wu Ming (os sem  nome ou também, os vários nomes, de acordo com o tom do mandarim usado), esse  quinteto divertidíssimo de escritores “anônimos” que assinam com seus nomes  verdadeiros, e que revolucionaram o estilo literário e comportamental dos  escritores. Deles, o Wu Ming 1, Roberto Bui, escreveu também um longo artigo em  defesa de Battisti, que foi publicado por Fred Vargas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paride Costa, o  conselheiro que promoveu a ideia abraçada por Speranzoni não quer ser um  intolerante ou um fanático. Para mostrar sua excepcional apertura de espírito,  ele adverte que não quer atacar os autores que se distanciaram da lista de apóio  a Cesare. Ou seja, se alguém assinou a lista, mas depois se afastou dela, como  fez Roberto Saviano, autor de um Best-seller sobre a Camorra, pode ser  “perdoado”. Costa, como bom cristão, é sensível ao arrependimento e à humilhação  alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, os defensores da livre opinião não devem desesperar-se.  Eles ficarão sem ler algo como 200 grandes escritores, mas poderão ler várias  vezes Minha Luta, de Aldolf Hitler, os as memórias de Mussolini, que não serão  retirados das prateleiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medida mereceu a rápida adessão de Franco  Maccari, líder do sindicato nacional de policiais (COISP), uma das corporações  trabalhistas mais poderosas da Europa. Para quem não lembra o artigo em que  falei dele, Maccari é aquele que propós a possibilidade de declarar guerra ao  Brasil. Maccari vai mais longe que Costa e Speranzoni, e propõe que todos os  cidadãos colaborem, e nenhum deles compre livros de nenhum daqueles monstruosos  hereges. Maccari é um homem de caráter e não fica só nesse conselho. Propõe  reuniões em todos os municípios para informar o público e advertir ao Brasil que  Itália não se deixa assustar. Ele considera injusto que Battisti seja chamado de  “terrorista”. Mas, é pelos motivos opostos aos nossos. Ele acha que é um simples  assassino. Não sei se foi involuntário, mas Maccari teve um ato falho: parece  que o termo “terrorista” é elogioso para ele, o que não deveria surpreender.  Lamentavelmente, a polícia italiana pratica terrorismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não  demonstrar parcialidade, os novos inquisidores também colocarão no Index os  escritores franceses que assinaram aquela lista, ou mesmo os que assinaram uma  similar na França. Como disse o Dante: Guai a voi, anime prave; non isperati mai  veder lo cielo! “Coitados de vocês, depravados. Nunca verão o paraíso”. Como se  percebe, em seguida, os inquisidores estão assanhados: ninguém se salva. Os pais  de adolescentes devem tirar da cabeça a idéia de presentear seus filhos com a  versão italiana do divertido Lucky Luke contro Pinkerton, de Daniel  Pennac.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pânico dos Liberais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Liberais de centro e até de  direita entraram em paranoia, como o prova o assessor de cultura Cosimo Moretti,  do Partito Democratico. Claro que ele quer extraditar Battisti, mas chama a esta  medida “um delírio” e disse que nos devolverá à Idade Média. A reacionária  revista sensacionalista Panorama, também abre espaço para muitos liberais. Por  que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta de Costa, Speranzon e outros mostra o lado realmente  inquisitorial e bárbaro da grande vendetta contra Battisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também  justifica as afirmações do Brasil de que Battisti corre sérios riscos na  Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fez notar Massimo Carlotto, ele próprio colocado na lista  negra, muitas destas reações “liberais” críticas são fingidas. No fundo, eles  tentam se vingar dos escritores progressistas, mas divergem apenas desses  métodos brutais, que os coloca em ridículo na frente de quase toda Europa.  Segundo o escritor, os escritores proscritos já estão desaparecendo das  prateleiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos imaginar os linchadores mais lúcidos na intimidade,  dizendo: “Accidenti! Agora que precisamos convencer o Brasil de que nossa  sociedade é civilizada, estes fascistas idiotas nos metem num novo  problema”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior para os linchadores foi que ninguém se retratou. Vários  escritores que não tinham assinado, disseram que eles estavam dispostos a  qualquer risco para combater o que chamaram “censura imbecil e fascista”. Os que  tinham assinado, só aumentaram sua indignação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Causa do  Conflito&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Observemos bem a natureza desta iniciativa. Os inquisidores  venezianos não propõem desterrar livros que podem “fazer a cabeça” do povo com  idéias subversivas ou marxistas. Aliás, de todos estes autores, apenas alguns  escrevem assuntos realmente ideológicos. A maioria escreve romances de diverso  tipo, thrillers policiais, literatura de recriação, e até textos para  crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta censura não se propõe apenas impedir a propaganda de  Battisti. Ela vai além: quer punir atravês de suas obras aqueles que se  manifestaram apoiando Cesare. Se eles fossem, em vez de escritores, fabricantes  de macarrão, os inquisidores exigiriam que ninguém coma massa de sua  marca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos os atos descabidos que nos últimos anos foram  implementados contra Battisti, este é o mais ilustrativo. Trata-se de uma  vingança aberta, sem maquiagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se todos aqueles hereges morassem num  pequeno feudo controlado pela Cosa Nostra, seria mais fácil para os  inquisidores: poderiam, talvez, matar vários deles. Mas, como na Veneza isso não  é tão fácil, tenta-se matar o pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginamos que a maioria dos  magistrados não apoiará esta idéia, mas até o momento de escrever esta matéria  (20/01/2011, 15:11) não encontramos nenhuma manifestação na mídia Italiana. Se  eles criticam, poderemos ter uma pista de que a justiça italiana não é cúmplice  deste rogo medievale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, não pensamos que Cesare Battisti esteja  em risco por causa dos juízes. Eles já fizeram seu trabalho. O verdadeiro risco  de Cesare são os milhares de funcionários e dignitários sedentos de sangue que  sugerem medidas como esta ou outras. Os que, aqui, no Brasi&lt;span&gt;s inquisidores mais humanos, mas evitaria um trabalho duplo: lidar com sua perversidade e com sua hipocrisia ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Carlos A. Lungarzoé professor aposentado da Unicamp e militante da Anistia Internacional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;l, tem o extremo  cinismo de dizer que Battisti não corre perigo na Itália, deveriam ter, pelo  menos uma vez, um mínimo de decência é dizer: “Se ele for linchado, merece!”.  Isso não faria nosso&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-4354464813481135504?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/4354464813481135504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=4354464813481135504' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/4354464813481135504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/4354464813481135504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2011/01/carlos-lungarzo-democracia-analfabeta.html' title='Carlos Lungarzo: Democracia analfabeta'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-3591450227601028213</id><published>2011-01-21T09:58:00.002-02:00</published><updated>2011-02-02T12:32:03.762-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>WikiLeaks: Heráclito Fortes quis armar Brasil contra Venezuela</title><content type='html'>&lt;div id="post-23179" class="post-23179 post hentry category-mundo tag-blog-do-nassif tag-destaques tag-eua tag-heraclito-fortes tag-hugo-chavez tag-venezuela tag-wikileaks"&gt; &lt;div class="entry"&gt;&lt;div style="WIDTH: 639px" id="attachment_23184" class="wp-caption alignnone"&gt;&lt;a href="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/01/heraclito-fortes_031.jpg"&gt;&lt;img class="size-full wp-image-23184" title="heraclito fortes_03" alt="" src="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/01/heraclito-fortes_031.jpg" width="629" height="277" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p class="wp-caption-text"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;E a classe média paulista preocupada com o Tiririca no  Congresso&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;h3 style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-inacreditavel-senador-heracito-fortes-no-wikileaks" target="_blank"&gt;&lt;span style="TEXT-DECORATION: underline"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O  inacreditável senador Herácito Fortes no WikiLeaks&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3 style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;O parlamentar, que presidia na época a  Comissão de Relações Exteriores e Defesa do Senado, disse à Folha que a história  não procede.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3 style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;E a classe média paulista preocupada com  a atuação do Tiririca no Congresso:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3 style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2001201119.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="TEXT-DECORATION: underline"&gt;Senador Heráclito Fortes  quis armar Brasil contra Venezuela&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3 style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;BERNARDO MELLO FRANCO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3 style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;DE SÃO PAULO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3 style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;O senador Heráclito Fortes (DEM-PI)  sugeriu a Washington estimular a produção de armas no Brasil para barrar  supostas ameaças de Venezuela, Irã e Rússia, afirma um telegrama secreto obtido  pelo site WikiLeaks.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3 style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;Ele apresentou a ideia ao ex-embaixador  americano Clifford Sobel, diz informe do diplomata de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3 style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;Pelo relato, Heráclito pediu uma reunião  “urgente”.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3 style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;Ele disse estar “verdadeiramente  preocupado” com a influência do presidente venezuelano Hugo Chávez e sugeriu um  plano para armar Brasil e Argentina contra a suposta ameaça bolivariana, “antes  que fosse tarde”.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3 style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;Ainda segundo o telegrama, o senador  sugeriu acionar empresas privadas, para mascarar a ação dos EUA. Não há  registros de que a ideia tenha sido executada.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3 style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;Em outro telegrama, de 2008, o  embaixador conta que Heráclito relatou a suposta presença de terroristas em ONG  controlada por petistas no Piauí e disse temer a instalação de guerrilha  esquerdista em Rondônia.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3 style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;As mensagens fazem parte do pacote com  milhares de comunicados diplomáticos que o WikiLeaks começou a divulgar em  novembro. A Folha e outras seis publicações têm acesso ao material antes da sua  divulgação no site do grupo (&lt;a href="http://www.conversaafiada.com.br/mundo/2011/01/20/wikileaks-heraclito-fortes-quis-armar-brasil-contra-venezuela/www.wikileaks.ch" target="_blank"&gt;&lt;span style="TEXT-DECORATION: underline"&gt;www.wikileaks.ch&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3 style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;O senador, que não se reelegeu, negou o  relato. “Não tem fundamento. Sou pacifista. Seria idiotice minha fazer uma  proposta dessas.”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3 style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;Colaborou FERNANDO RODRIGUES, de  Brasília&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3 style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt; &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.conversaafiada.com.br/mundo/2010/12/13/wikileaks-heraclito-fortes-o-defensor-dos-eua/" target="_blank"&gt;&lt;span style="TEXT-DECORATION: underline"&gt;Clique aqui para  ler&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; “WikiLeaks: Heráclito Fortes, o “defensor” dos EUA”.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;!-- entry --&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-3591450227601028213?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/3591450227601028213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=3591450227601028213' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/3591450227601028213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/3591450227601028213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2011/01/wikileaks-heraclito-fortes-quis-armar.html' title='WikiLeaks: Heráclito Fortes quis armar Brasil contra Venezuela'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-1964571804650800196</id><published>2011-01-12T18:50:00.000-02:00</published><updated>2011-02-02T12:32:17.119-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><title type='text'>A multiplicação dos pobres nos EUA: já são 47,8 milhões</title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Definitivamente, o badalado modo de vida americano (American way of life),  embora ainda atraia imigrantes desesperados e imprudentes, já não é o mesmo. A  pobreza avança, acompanhando a decadência de Tio Sam, alavancada pela crise e a  escandalosa concentração de renda. Já atinge 47,8 milhões de pessoas, segundo  números preliminares do censo de 2009, que adota novos critérios para o cálculo  da pobreza.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;&lt;img alt="" src="http://www.admin.paginaoficial.ws/admin/arquivos/biblioteca/pobreza-americana213164.jpg" width="237" height="156" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Proporcionalmente, o número de pobres nos EUA é  comparável ao do Brasil: um em cada seis habitantes; e é maior que o da China,  onde há um pobre em cada nove habitantes. No Brasil, o número foi estimado em 30  milhões de pobres no ano passado; na China, onde existem 150 milhões de pobres  numa população de 1,3 bilhões de pessoas, a pobreza – proporcionalmente – é  menor: lá um em cada nove chineses são pobres.É preciso ressalvar que os  critérios de pobreza nos três países não são semelhantes.&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;Idosos &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos pobres norte-americanos são idosos, com idade acima de 65  anos. Vivem na pobreza devido à alta dos custos médicos e de outros serviços que  não são prestados pelo Estado. Nos EUA, os créditos fiscais, subsídios de  alimentos e outros programas do governo ajudaram a garantir que a taxa de  pobreza não aumentasse ainda mais durante a recessão de 2009, o primeiro ano de  mandato do presidente Barack Obama.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sob a nova fórmula de cálculo adotada  no censo, a pobreza total em 2009 era de 15,7%, equivalendo a 47,8 milhões de  pessoas. A fórmula revelou que a pobreza cresceu de forma mais intensa entre os  estadunidenses maiores de 65 anos, em todos os grupos demográficos. Aumentou  também entre os adultos em idade produtiva, de 18 a 64 anos de idade, bem como  entre os hispânicos e os brancos. As crianças, mesmo negras, e os casais não  casados mostraram menor probabilidade de pobreza, segundo a nova  medição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devido a novos ajustes às variações geográficas do custo de  vida, as regiões oeste e noroeste mostraram a maior proporção de pobres: quase  um em cada cinco pessoas no oeste. A nova forma de medir não substitui a taxa  oficial de pobreza, mas será publicada ao lado das tabelas tradicionais, como um  "complemento" que as agências federais e estaduais poderão usar para definir  suas políticas de combate à pobreza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os economistas há muito tempo  criticam a forma oficial tradicional de medir a pobreza porque só inclui as  rendas pagas antes do pagamento de impostos e não levam em conta os gastos  médicos, de transporte e com o trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;Crescente polarização  social&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O desenvolvimento do capitalismo americano ao longo das  últimas décadas foi marcado pela crescente concentração da renda e polarização  social. As políticas neoliberais introduzidas por Ronald Reagan no início dos  anos 1980 exacerbaram o problema. O salário mínimo acumula perda 9,3% desde  então. Os salários em geral não acompanharam os preços e valem hoje, em termos  reais, menos do que nos anos 1970, malgrado todo o avanço da produtividade do  trabalho observada desde então. O salário/hora médio se mantém praticamente no  mesmo valor real desde 1964 (ao redor de 18 dólares).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns economistas  estimam em cerca de 30 milhões o número de trabalhadores desempregados e  subempregados no país. O número oficial fica em torno de 15 milhões (o que não é  pouco), mas só compreende o chamado desemprego direto, excluindo os desocupados  por desalento (que não mais procuram emprego e são excluídos da população ativa)  e a multidão de precarizados a viver de bicos.&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;Privilégios  tributários&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cerca de 3,5 milhões de pessoas nos EUA, um terço das  quais são crianças, não tem moradia fixa em algum momento do ano. Nada menos que  50 milhões não têm plano de saúde. O país, é preciso esclarecer, não conta com  serviço público de saúde. 49 milhões de pessoas vivem em casas onde só há comida  porque recebem vales-alimentação ou frequentam dispensas de comida ou  restaurantes populares para obter ajuda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na mesma medida em que crescia a  pobreza na base da sociedade, no andar de cima as coisas caminharam no sentido  inverso. Isentos de impostos, os ricos ficaram ainda mais ricos. No topo, 0,01%  da população ganha 976 vezes mais do que 90% dos americanos. Metade dos  americanos detém somente 2,5% da riqueza nacional. O 1% mais rico, 33,8%  (Institute for Policy Studies). Em 1962, esta faixa de privilegiados detinha 125  vezes mais riqueza que a família americana média. Hoje a razão é de 190 vezes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O 1% mais rico viu sua riqueza dobrar desde 1979. Os 90% mais pobres  amargaram uma diminuição da riqueza. Sua carga tributária (reduzida de forma  escandalosa por George Bush) era de mais de 60% em 1968, hoje é de menos de 40%.  Obama prometeu alterar o quadro, mas não teve coragem ou força suficiente e  manteve as benesses tributárias concedidas pelos republicanos. &lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;Produto da acumulação capitalista&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que os ricos gozam de  incontáveis privilégios na terra de Tio Sam ficou também comprovado nas  intervenções que o Estado fez na economia para contornar a crise, derramando  trilhões de dólares para resgatar banqueiros e grandes capitalistas da falência  e abandonando os trabalhadores à própria sorte e ao rigor cínico e implacável  dos bancos na execução da dívida hipotecária. Não há o menor sinal de que a  situação tende a melhor para a classe trabalhadora no país. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A realidade  dos EUA não é mais nem menos que o produto perverso da acumulação capitalista  (liberta pelo neoliberalismo das amarras do chamado Estado intervencionista),  que reproduz em escala ampliada a desigualdade, aumentando a concentração da  renda e a polarização social. Os apologistas do império, que apresentam a  decadente potência capitalista como a maior democracia de todos os tempos e  terra de grandes oportunidades para quem nela queira se aventurar, certamente  não têm o que falar sobre os indicadores que sinalizam o “milagre” da  multiplicação dos pobres no interior do país mais rico e poderoso do mundo &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-1964571804650800196?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/1964571804650800196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=1964571804650800196' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/1964571804650800196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/1964571804650800196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2011/01/multiplicacao-dos-pobres-nos-eua-ja-sao.html' title='A multiplicação dos pobres nos EUA: já são 47,8 milhões'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-2438598771734393213</id><published>2010-12-29T10:51:00.000-02:00</published><updated>2011-02-02T12:32:26.528-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalho'/><title type='text'>Crise mundial do capitalismo não acabou e promete novos capítulos</title><content type='html'>&lt;h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Em 2010 ficou claro que a crise do sistema capitalista mundial não chegou ao  fim e promete novos capítulos. O processo de recuperação das economias, conforme  reconheceu o FMI, é desigual, frágil e incerto. Os problemas econômicos  convergem com o declínio da liderança dos Estados Unidos e reforçam a  necessidade de uma nova ordem monetária internacional. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Umberto  Martins*&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;Iniciada no final de 2007 com a recessão americana, a  crise teve novos desdobramentos ao longo deste ano. Dois acontecimentos merecem  destaque. A crise da dívida na Europa, que desperta dúvidas sobre o futuro do  euro e da União Europeia, e a chamada guerra cambial, que coloca em xeque o  papel do dólar no comércio internacional. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Europa e nos Estados  Unidos, como em muitos outros países, os governos reagiram à crise injetando  trilhões de dólares e euros nas economias, com o objetivo de resgatar o sistema  financeiro e grandes empresas (como a GM), além de, teoricamente, contornar a  recessão. Tais intervenções tiveram características e consequencias distintas  nas diversas regiões e países.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em geral, o efeito colateral do remédio é  o agigantamento e a explosão dos déficits e dívidas públicas. O problema se  manifesta com força e singularidade na zona do euro, onde ninguém goza de  soberania sobre a política monetária e o equilíbrio fiscal dos países membros é  considerado uma condição para a moeda comum.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;Elos mais  frágeis&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A crise da dívida eclodiu nos países que constituem os elos  mais frágeis do imperialismo europeu, os mais pobres. O alarme soou na Grécia,  que se deparou com enormes dificuldades para financiar seu déficit fiscal,  equivalente a 13,6% do PIB em 2009, e pagar a dívida pública (113% do PIB) e  privada (78% do PIB). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pressionado pelos credores (principalmente alemães  e franceses), o governo grego, social-democrata, fechou um acordo indigesto com  o FMI e a cúpula da União Europeia, anunciado no 1º de Maio, com medidas que  descarregam nos ombros da classe trabalhadora os prejuízos da crise, com corte  de salários e direitos, principalmente (mas não só) no setor público, mais  desemprego, mais impostos e privatizações. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao mesmo tempo, o pacote  evita a moratória e garante o pagamento dos juros aos bancos com o empréstimo de  110 bilhões de euros fornecido pelas duas instituições, dinheiro que vai direto  para o bolso dos banqueiros. Um exemplo da socialização dos prejuízos do capital  financeiro e uma demonstração descarada da subordinação do Estado aos interesses  dos grandes capitalistas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;Efeito dominó&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A crise não ficou  circunscrita à Grécia. A Irlanda caiu nas garras do FMI em novembro, depois de  anunciar um déficit público equivalente a 32% do PIB, um recorde para o velho  continente desde o pós-guerra. O rombo foi provocado por um socorro de 45  bilhões de euros aos grandes bancos. Os banqueiros foram salvos, o déficit  explodiu e a conta foi apresentada aos trabalhadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O país que  recentemente foi designado de “tigre celta”, em função do forte crescimento,  amargou uma queda de 7,1% do PIB em 2009 e um avanço espetacular do desemprego  nos últimos cinco anos, de 3% para 13,5% da população economicamente ativa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A crise da dívida, agora, ameaça migrar para Portugal e  Espanha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;Guerra de classes&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Europa, os Estados, a serviço  dos grandes capitalistas, usam a crise como pretexto para deflagrar uma  verdadeira guerra contra a classe trabalhadora e o chamado Estado do Bem Estar  Social construído após a Segunda Guerra Mundial. Por todo o continente, a ordem  é cortar salários e despesas públicas, aumentar jornada, reduzir direitos  trabalhistas e previdenciários. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A revolta agita as ruas. França,  Portugal, Espanha, Itália, Irlanda e vários países do leste europeu foram palco  de greves gerais e manifestações massivas dos assalariados em 2010. A Grécia  termina o ano contando 15 greves gerais. Uma autêntica guerra de classes, que  terá novas batalhas em 2011.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;Desequilíbrios americanos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A  crise, originalmente designada de “crise do subprime”, evidenciou os crescentes  e insustentáveis desequilíbrios econômicos acumulados pelos Estados Unidos,  sintetizados no excesso de endividamento público e privado e na necessidade de  financiamento externo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A intervenção do governo para resgatar o sistema  financeiro agravou os problemas neste sentido e não reverteu a crise no mercado  de trabalho. O déficit fiscal saltou de 2,8% do PIB em 2007 para 5,9% em 2008 e  cerca de 12% em 2009 e 2010. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Federal Reserve (banco central dos EUA)  também agiu emitindo 1,8 trilhão de dólares para aquisição de títulos tóxicos  dos bancos ao longo de 2008 e anunciando uma nova derrama, desta vez de US$ 600  bilhões neste ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;Inflação do dólar &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em função da posição  especial que o dólar ocupa na economia mundial, como referência para contratos,  preços e reservas, a decisão do Federal Reserve resultou na depreciação do  dinheiro estadunidense em todo o mundo. Muitos países responderam com medidas  descoordenadas para proteção de suas indústrias contra a valorização excessiva  da moeda, configurando o que o ministro brasileiro Guido Mantega qualificou de  guerra cambial, que pode abrir caminho a conflitos comerciais e políticos mais  sérios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É importante notar que a crise reforçou o processo de  desenvolvimento desigual das nações caracterizado pelo deslocamento do poder  econômico global do Ocidente para o Oriente e dos Estados Unidos para a China,  que continua crescendo a taxas próximas de 10% ao ano. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;Brasil&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Brasil, como outros países considerados  emergentes, também se recuperou rapidamente da crise e deve concluir o ano com  um crescimento de quase 8%. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cumpre assinalar alguns problemas que  projetam sombras sobre o futuro da economia nacional, associados à política  macroeconômica conservadora: a instabilidade cambial, decorrente da queda do  dólar e da política de câmbio flutuante; as altas taxas de juros, que contribuem  para a valorização do real; a política fiscal restritiva e a evolução  preocupante do déficit em conta corrente, que pode chegar a 60 bilhões de  dólares em 2011, segundo previsão do Banco Central.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;Nova  ordem&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A consciência do declínio e crise da hegemonia dos EUA, objeto  de acaloradas polêmicas em passado recente, foi incorporada ao senso comum ao  longo deste ano. A revelação de verdades inconvenientes pelo WikiLeaks ajuda a  deteriorar a imagem do império. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conforme observou o presidente Lula, o  WikiLeaks desnudou a diplomacia de Washington, fortalecendo a convicção de que  as embaixadas estadunidenses são perigosos centros de espionagem em permanente  conspiração, a serviço de um imperialismo acostumado a recorrer a golpes e  guerras quando seus interesses são contrariados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A inoperância do  governo diante do aprofundamento da crise do emprego e do empobrecimento da  população frustrou as esperanças que a classe trabalhadora havia depositado em  Barack Obama e resultou numa contundente derrota deste nas eleições legislativas  realizadas em novembro. Mas quem avançou, dentro do Partido Republicano, foi a  extrema direita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os acontecimentos de 2010 confirmam a necessidade de  lutar por uma nova ordem econômica e política internacional e reiterar, ao mesmo  tempo, a luta da classe trabalhadora por uma solução mais avançada e definitiva  para a crise: a derrocada do capitalismo e a construção de uma nova sociedade,  socialista.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-2438598771734393213?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/2438598771734393213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=2438598771734393213' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/2438598771734393213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/2438598771734393213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/12/crise-mundial-do-capitalismo-nao-acabou.html' title='Crise mundial do capitalismo não acabou e promete novos capítulos'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-437235478295999510</id><published>2010-11-15T10:31:00.000-02:00</published><updated>2011-02-02T12:32:35.109-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Marcos Coimbra: como ficam as oposições depois da eleição</title><content type='html'>&lt;h1 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;Os resultados das eleições foram ruins para as oposições. E a  catástrofe só não foi maior porque uma de suas principais lideranças  ficou preservada. Se não fosse a vitória de Aécio em Minas, o panorama  seria pior.&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; font-family: arial; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Marcos Coimbra*, no &lt;i&gt;Correio Braziliense&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;                               &lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;As eleições para os governos  estaduais não são um consolo. O fato de o PSDB ter mantido o controle do  Executivo em São Paulo, Minas, Alagoas e Roraima, tê-lo conseguido no  Paraná e o recuperado em Goiás, no Pará e em Tocantins, é relevante, mas  não muda o quadro. Assim como não o alteram as vitórias do DEM em Santa  Catarina e no Rio Grande do Norte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial; font-size: small; "&gt;Nenhum desses resultados tem projeção significativa fora das fronteiras  de cada estado, a não ser, talvez, a mudança de status de Beto Richa,  que passou de ator municipal a estadual. Em São Paulo e Minas, a troca  de guarda nas administrações tucanas se deu com a substituição de  personagens nacionais (Serra e Aécio) por figuras de expressão menos  abrangente ou em inicio de carreira (Alckmin e Anastasia). Nos demais  estados, o fato de um partido estar ou não no governo quer dizer pouco  para a vida política brasileira (por mais relevante que seja no plano  local).&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;As oposições se estadualizaram e perderam importância nacional. No  Senado, diminuíram de tamanho e de capacidade de expressão, com a  derrota de alguns de seus representantes mais emblemáticos. Na Câmara,  seu recuo foi ainda mais dolorido, pois não era esperado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;Na nova Legislatura, as oposições não conseguirão impedir mudanças  constitucionais, e nem instaurar ou bloquear CPIs, duas das  prerrogativas que possuem. A menos que consigam se aproveitar das  fissuras que existem no condomínio governista, pouco lhes resta, a não  ser um papel simbólico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;Não é sempre ruim, para uma oposição, ser pequena. No autoritarismo,  pode até ser motivo de orgulho, sinal de como é difícil resistir e da  coragem de seus integrantes, como nos mostrou, em passado recente,  Ulysses Guimarães. Na democracia, contudo, o caso é outro. Oposição  pequena é apenas consequencia da indiferença da maioria para com suas  propostas e candidatos, e da preferência dos eleitores pelo governo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;O resultado da eleição presidencial é o pior. Perder pela terceira vez  consecutiva é preocupante, pois mostra que faz muito tempo que ela não  consegue responder ao sentimento majoritário das pessoas. Ficar 12 anos  longe do poder quer dizer, entre outras coisas, ir sumindo da referência  do cidadão comum, deixar de ser uma alternativa concreta e real. Começa  a ser um jogo em que você só tem chance se o adversário errar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;Ter perdido como perderam é ainda mais negativo. Sozinhas, as oposições  fizeram menos de 30% do voto total no primeiro turno e só foram ao  segundo por obra de Marina Silva. Voltando às metáforas futebolísticas,  foi como um gol em que a bola é mal chutada, mas entra, depois de  esbarrar no juiz, desviar no defensor e tocar na trave. O gol vale,  ainda que o atacante comemore cheio de vergonha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;Do final do primeiro turno ao segundo, a campanha Serra fez um  desserviço ao país e prejudicou as oposições no longo prazo. Procurando  navegar nos sentimentos mais retrógrados de nossa sociedade, apostou no  atraso e se esqueceu de sua biografia. Acabou protagonista de cenas  lamentáveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;Foi uma candidatura errada do começo ao fim. E que quer, agora, uma  sobrevida errada. Com ela, as oposições perderam a possibilidade de se  renovar e se apresentar ao eleitorado com conteúdo e imagem nova.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;Antes de partir em viagem de descanso, Serra disse que não considerava  cumprida sua missão e que se despedia com apenas um “até breve”. Para  ele, ao que parece, seria natural assumir a liderança das oposições ao  governo Dilma e voltar a ser candidato a presidente em 2014.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;Talvez para ele. Mas não para toda a oposição e, muito menos, para a  importante parcela da opinião pública que se identifica com ela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;Só os mal informados achavam que Serra era a solução para as oposições  nas eleições deste ano. Agora, qualquer um vê que ele é o problema. Não é  o único, mas um dos maiores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-437235478295999510?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/437235478295999510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=437235478295999510' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/437235478295999510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/437235478295999510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/11/marcos-coimbra-como-ficam-as-oposicoes.html' title='Marcos Coimbra: como ficam as oposições depois da eleição'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-5189976647180282461</id><published>2010-11-04T22:24:00.003-02:00</published><updated>2011-02-02T12:32:50.593-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Xenofobia no Brasil algo mais comum do que se pensa</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;Perfeito seria se não houvesse xenofobia, homofobia e preconceito racial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A notícia mais comentada da semana é da estudante de Direito de São Paulo, que de forma impensada e como a maioria das pessoas usa seu senso comum para expor suas opiniões mesmo que seja opiniões que exaltem a xenofobia, algo &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;comum por parte de alguns grupo privilegiados que se mostram desenformadas e pretensiosas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Mas eu já me contentaria se ao menos os estudantes universitários de classe  média — que supostamente representam 4% da elite intelectual do país, culta e  esclarecida — não fossem os responsáveis por difundir essa forma de  preconceito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-4294" title="Mayara Petruso xenofobia" alt="Mayara Petruso xenofobia" src="http://doisespressos.files.wordpress.com/2010/11/mayara_4902.jpg?w=490&amp;amp;h=293" width="490" height="293" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-4295" title="Mayara Petruso xenofobia" alt="Mayara Petruso xenofobia" src="http://doisespressos.files.wordpress.com/2010/11/mayra_4901.jpg?w=490&amp;amp;h=387" width="490" height="387" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Mayara já apagou suas contas no Twitter e Facebook, mas o registro fica aqui,  pra que ela não esqueça do dia em que, ao invés de se desculpar publicamente  pelas besteiras que disse, optou por se esconder e fingir que nada  aconteceu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;No mínimo curioso tantos ataques, acredito que nesse momento de crescimento que o Brasil esta passando a idéia separatista é vaga e sem fundamento. Primeiro que o País economicamente só é viável com a integração de todos, norte, nordeste, centro-oeste, sudeste e sul. Essas questões sempre voltam à tona durante as eleições, é comum quando as pessoas estão discutindo sobre economia e questões relacionado ao IDH, PIB e renda per capita as pessoas indagam sobre a possibilidade de separação, é obvio que existe um senso comum nessa retórica. Só é possível mudar essa triste realidade quando se proporciona um debate de forma plausível e durante esse processo fique claro a importância de todas as regiões.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Durante anos o Nordeste foi considerado no sudeste principalmente em São Paulo uma região de atraso e pobreza o que de fato é verdade. Hoje com as mudanças e o crescimento acelerado desse novo Brasil, o Nordeste se mostra uma potencia econômica emergente, ajudando a acelerar a saída do País da crise de 2008, dessa forma ficou claro que os anos de atraso da região tinha um culpado, as lideranças políticas conservadoras que a séculos se beneficiam com a pobreza e de quebra compactuava com os interesses da elite paulista, que encontrou na explosão demográfica terreno fértil para seu crescimento econômico durante o século XX ( Processo acelerado de industrialização do centro-sul, depois da decadência do café a partir da década de 30). A grande discussão para esse século não passa perto dos rancores de épocas longínquas de conquistas territoriais ou mesmo separatista, hoje o País esta em uma nova era de desenvolvimento e crescimento cultural, político, cientifico e econômico. Cabe aos nordestinos usarem seu intelecto e de fato perceber que todo esse rancor por partes dos eleitores do candidato derrotado nas eleições 2010, é forjado pela mídia golpista que passa para os telespectadores, leitores e etc a idéia de que José Serra, só perdeu por conta dos votos do nordeste.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O paulista principalmente, se sente elite em alguns momentos superiores aos demais, isso advém da sua formação não culpe as pessoas de expressarem a sua cultura, vamos tentar através de diálogos sensatos e construtivos mostra a todos seja nordestino ou moradores de outras regiões como é importante a integração de País e acima de tudo a identidade nacional, que está em formação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-5189976647180282461?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/5189976647180282461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=5189976647180282461' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/5189976647180282461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/5189976647180282461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/11/xenofobia-no-brasil-algo-mais-comum-do.html' title='Xenofobia no Brasil algo mais comum do que se pensa'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-4185955724185471892</id><published>2010-11-04T20:33:00.000-02:00</published><updated>2011-02-02T12:33:04.817-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Aumento de salário para prefeito e secretários de SP continua indefinido</title><content type='html'>&lt;h1 style="text-align: justify;margin-top: 20px; " class="tit-arial padding-bottom"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; font-size: 16px; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Projeto de lei prevê aumento de 95% para Kassab e mais de 250% para  secretários. Sessão desta quarta-feira 3 foi adiada e uma nova deve ser  marcada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div id="content" class="content-post arial-normal border-bottom padding-top"&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O polêmico projeto de lei  em discussão na  Câmara Municipal de São Paulo,  que reajusta o salário do prefeito, vice-prefeita e dos secretários foi suspenso  nesta quarta-feira 3. Com 20 votos contrários (maioria do PT e um da vereadora  Mara Gabrilli, do PSDB), 19 votos favoráveis, duas abstenções e 14 ausências,  uma nova votação deverá ser marcada, já que são necessários 28 votos contra ou a  favor dos 55 vereadores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A proposta da Mesa diretora da Câmara visa o aumento do salário do prefeito  de São Paulo, Gilberto Kassab, em 95% e de sua vice Alda Marco Antonio e dos 27  secretários da cidade em mais de 250%. O salário do prefeito passaria então dos  12 mil reais para 23,2 mil; o dos secretários de 5,3 mil para 19,7 mil reais; e  o da vice-prefeita, Alda Marco Antonio (PMDB), de 5,5 mil reais para 20,8 mil.  Os 31 subprefeitos teriam os salários reajustados proporcionalmente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Para o vereador Paulo Frange (PTB) “a Casa já discutiu bastante esse assunto  no ano passado. Imagine você que um subprefeito tem um salário um pouco acima de  R$ 5 mil. Nós não vamos conseguir manter quadros de bom nível se não estiverem à  altura do que eles teriam se estivessem na iniciativa privada. Precisamos  assumir a responsabilidade de debater o assunto”, afirmou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Já o líder do PT na Câmara João Antonio diz ser contra a proposta e acredita  que uma saída razoável seria a aplicação da “correção inflacionária para essa  parcela do funcionalismo, já que os demais servidores não terão reajustes tais  como os propostos pelo prefeito.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-4185955724185471892?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/4185955724185471892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=4185955724185471892' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/4185955724185471892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/4185955724185471892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/11/aumento-de-salario-para-prefeito-e.html' title='Aumento de salário para prefeito e secretários de SP continua indefinido'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-3969360653009347341</id><published>2010-11-02T22:42:00.000-02:00</published><updated>2011-02-02T12:33:13.411-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>DILMA PRESIDENTE! VENCEMOS UMA BATALHA, MAS A LUTA CONTINUA!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;Caio Dezorzi &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;img alt="" src="http://www.marxismo.org.br/uploads/201112010094041.jpg" width="226" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Os trabalhadores deram um voto de classe. Derrotamos o  candidato burguês da coligação demo-tucana. Agora seguimos na luta contra os  burgueses que estão no Governo, coligados com o próprio Partido dos  Trabalhadores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A vitória do PT com 56,05% dos votos válidos é um duro golpe  contra a burguesia brasileira. Quase 56 milhões de brasileiros deram um claro  mandato à presidente eleita Dilma Rousseff: governar para o povo trabalhador,  impedir privatizações, investir o dinheiro público, inclusive aquele proveniente  das novas reservas de petróleo da camada Pré-Sal, em saúde, educação, moradia,  geração de empregos e reforma agrária. Ou seja, o povo trabalhador votou  claramente contra a volta da direita e por mudanças, pelo atendimento de suas  reivindicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A burguesia e as eleições&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um setor  importante da classe dominante brasileira acreditava que o PT não conseguiria  sair vitorioso em eleições onde o Lula não fosse candidato a presidente. Esse  setor apostou todas as fichas na candidatura de José Serra do PSDB (surgido de  um racha do PMDB em 1988) coligado com o Democratas (antigo PFL, formado por  quadros oriundos do ARENA – partido da Ditadura Militar de 1964-1985). A  candidatura de Serra conseguiu reunir o que há de mais atrasado e reacionário na  sociedade brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já outro setor bastante importante da burguesia  brasileira adotou uma tática diferente. Apostou na vitória do PT e se coligou ao  partido da classe trabalhadora. Esse setor é representado principalmente pelo  PMDB (maior partido burguês do país), que além de célebres figuras reacionárias  como José Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho tem também aquele que  assegurou seu lugar ao sol como o vice na chapa de Dilma, agora eleito  vice-Presidente do Brasil, Michel Temer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no primeiro turno, um  setor secundário da burguesia, mas que não pode ser desprezado, apostou numa via  alternativa, depositando suas fichas na candidatura de Marina Silva, pelo PV.  Esse setor acreditava que fosse possível construir uma nova força política que  pudesse atrair o voto da pequeno-burguesia com o discurso da “sustentabilidade”  e do ecologismo. Para isso, tinham a “candidata ideal” e o Partido Verde.  Tiveram êxito importante com quase 20 milhões de votos no primeiro turno. E,  apesar da “neutralidade” declarada pelo PV e por Marina Silva após o 1º turno,  os seus financiadores migraram claramente para a candidatura de Serra no 2º  turno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alianças e armadilhas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando dessa forma,  alguns podem chegar à conclusão de que o PT só foi capaz de vencer porque a  burguesia está dividida. Afinal, se o PMDB estivesse junto com Serra, teríamos  perdido o 2º turno. Mas essa constatação é falsa dos pés à cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo  contrário: vencemos apesar da aliança com o PMDB. A soma das forças nem sempre  resulta em força maior. Em muitas atividades da campanha de Dilma, Michel Temer  era deixado em segundo plano, não falava nada, ou até ficava meio escondido.  Isso porque setores importantes da classe trabalhadora corretamente encaravam  com muita desconfiança um vice de um partido historicamente inimigo dos  trabalhadores, como o PMDB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que sabemos os resultados das urnas, é  anunciado que “Michel Temer terá um papel de vice muito maior do que os vices de  Lula e FHC tiveram”. Sim. E esse é o perigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 30, ao criticar a  política de Frente Popular – levada a cabo pelos stalinistas em aliança com os  liberais da Espanha com o pretexto de estar contra os fascistas – Trotsky nos  explicava:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Os teóricos da Frente Popular não ultrapassam a primeira  operação aritmética: a adição. A soma dos comunistas, socialistas, anarquistas e  liberais, é maior do que cada um de seus termos. No entanto, a aritmética não é  suficiente! É preciso, pelo menos, conhecimentos de mecânica. A lei do  paralelograma de forças ocorre também na política. A resultante é, como sabemos,  tão menor quanto mais divergentes forem as forças. Quando aliados políticos  puxam em direções opostas, o resultado é zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bloco dos diferentes  grupos políticos da classe trabalhadora é absolutamente necessário para resolver  tarefas comuns. Em determinadas circunstâncias históricas, um bloco desse tipo é  capaz de arrastar as massas oprimidas pequeno-burguesas, cujos interesses são  próximos aos do proletariado, já que a força conjunta deste bloco é muito maior  do que a somatória das forças que o constituem. Pelo contrário, a aliança entre  o proletariado e a burguesia, cujos interesses agora sobre questões-chave formam  um ângulo de 180 graus, não pode nada além de paralisar a força reivindicativa  do proletariado.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; (Leon Trotsky, Lições da Espanha: Última Advertência,  Dezembro/1937).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Todos sabemos a que levou essa política de alianças com setores  da burguesia na Espanha e como acabou a revolução espanhola. E no Brasil de  hoje, seria diferente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo Lula já vem aliado a setores da  burguesia há 8 anos. Aliança que aumentou do primeiro para o segundo mandato com  a consolidação do PMDB como aliado e agora é coroada com o vice do PMDB na chapa  de Dilma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2006, sem ter o PMDB e nem o PDT na chapa, Lula teve 2  milhões de votos a mais que Dilma obteve agora coligada com o enorme PMDB,  inclusive com um de seus principais quadros como vice!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns podem dizer  que em 2006 tivemos mais votos porque o candidato era o Lula e agora quase  ninguém conhecia a Dilma. Esse é um fator importante a ser considerado. Mas não  esconde o fato de que a ampliação das alianças com partidos burgueses resultou  num número menor de votos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Programa de Governo  Dilma-Temer&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início de Agosto o editorial do Jornal Luta de Classes  (órgão de imprensa da corrente interna do PT, Esquerda Marxista) já  alertava:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“No último dia de inscrição o comando da campanha da  companheira Dilma inscreveu o ‘programa’. A imprensa burguesa entrou em histeria  denunciando o programa ‘radical’ inscrito. Escândalo nacional e reação imediata  da direção do partido. Dilma declara que não era nada daquilo e que havia  acontecido um ‘engano’. Alguns incompetentes haviam levado para registrar o  programa aprovado no Congresso do PT e não o escrito pelo PMDB e outros aliados.  No mesmo dia o ‘verdadeiro programa’ é levado ao TSE e substitui o ‘equívoco’. A  imprensa suspira aliviada com o novo programa que os petistas nunca leram nem  discutiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ampla maioria o Congresso do PT aprovou um programa que  deveria ser a base de seu programa de governo. Um texto muito longe de ser um  programa socialista. Mas, fruto da pressão dos sindicatos e militantes, foram  introduzidas algumas reivindicações como as 40 horas, taxação das grandes  fortunas e medidas em relação à reforma agrária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o suficiente para a  imprensa burguesa denunciar o ‘programa radical’ do PT. Os dirigentes do Partido  logo saíram a campo declarando que era apenas a base para uma discussão com os  aliados burgueses, que ninguém devia se preocupar, etc. Realmente, quem devia se  preocupar eram os mil petistas delegados cuja maioria havia votado o texto. É  desconhecida qualquer discussão onde a direção tenha insistido no programa do  Congresso do PT e que tenha havido, por isso, qualquer tensão com os ditos  aliados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo contrário, passaram a régua e fizeram conta nova,  abandonando o programa que eles mesmos haviam aprovado. Só resta explicar às  centenas de milhares de petistas representados pelos mil delegados do Congresso  do PT para que servem os congressos e o que vale o seu voto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, no  congresso se vota algo e imediatamente os dirigentes começam a declarar que  aquilo não vale, que é ‘só uma base’ e em seguida passam outro programa com a  desculpa de que os aliados assim exigem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A colaboração de classe, a  subordinação à burguesia conduz a uma crescente capitulação. Em política quem  começa a dizer ‘A’ tem que ir até o ‘Z’. No popular significa que ‘ajoelhou tem  que rezar’. O resumo da ópera é que o tal programa foi simplesmente aprovado,  engavetado e esquecido. E os comandantes da campanha passaram a redigir  ‘programa verdadeiro’ junto com os capitalistas que não querem saber nem mesmo  de reivindicações que já são ultrapassadas mesmo na maioria dos países  capitalistas avançados. A burguesia brasileira, controlada pelo imperialismo, é  reacionária até a raiz dos cabelos. Os petistas devem refletir sobre esses  acontecimentos tão esclarecedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Esquerda Marxista não apóia o  programa do PMDB e outros inscrito no TSE em nome de Dilma. A Esquerda Marxista  continua a batalha para reunir todos que compreendem que é preciso romper as  alianças com os partidos capitalistas que desfiguram o PT e lutar por um governo  socialista dos trabalhadores.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Além desse absurdo, Michel Temer declarou à imprensa que a  solução para o ensino superior é a cobrança de taxas nas universidades públicas!  E só retirou isso do programa por pressão do PT, que sempre foi contra cobrar  taxas em escolas públicas. Sempre foi por Universidade Pública, Gratuita e de  Qualidade para Todos! Como aliar-se a esse tipo de gente?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está claro que  a aliança com o PMDB e os outros partidos burgueses não fortalece a classe  trabalhadora em sua luta pela emancipação da humanidade. Pelo contrário. É como  colocar uma carroça para ser puxada por um jumento que vai para o leste e outro  que vai para o oeste. Mas a classe trabalhadora precisa de um Norte! E paralisar  a classe trabalhadora só favorece a classe burguesa, que por sua vez apresenta  candidatos que defendem seu programa integral ao mesmo tempo em que “libera” um  setor para se aliar ao partido operário e barrar o ascenso dos  trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aliança com o PMDB fez diminuir a votação do PT em  relação às eleições anteriores e colocou em risco a vitória dos trabalhadores.  Enquanto que uma chapa do PT sem coligações com partidos burgueses poderia  apresentar um programa muito mais conectado às massas, com soluções concretas  para as reivindicações mais sentidas do povo trabalhador, o que levaria a uma  irresistível vitória contra toda a burguesia unificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Temer  nosso vice: E agora?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Golpeamos um importante setor da burguesia ao  derrotar Serra nas urnas. Uma vitória do candidato burguês imediatamente  fortaleceria o imperialismo na região, revigorando as classes dominantes dos  países vizinhos, ampliando as ameaças contra a Revolução na Venezuela e o  movimento dos trabalhadores na Bolívia, Equador e toda a América  Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencemos essa! Mas agora a luta deve prosseguir contra o PMDB de  Michel Temer, Sarney e outros lacaios do imperialismo. Não nos enganemos! Toda  vez que o Governo estiver diante de uma decisão importante, cuja escolha possa  ajudar a classe trabalhadora ou a classe burguesa, o PMDB e outros partidos  burgueses aliados ao PT, vão se utilizar de seus postos de vice-Presidente,  Ministros, etc. para obrigar Dilma a defender os interesses da classe  dominante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nós cabe levar uma luta sem descanso contra esses inimigos  que estão acolhidos no Governo eleito pelos trabalhadores! Somente a ruptura das  alianças do PT com os partidos da burguesia poderá abrir caminho para a  constituição de um Governo Socialista dos Trabalhadores, capaz de mudar  verdadeiramente a vida do povo trabalhador, garantindo emprego para todos,  salário mínimo de acordo com o necessário para uma família de 4 pessoas (hoje em  torno de R$ 2mil), reforma agrária, moradia para todos, educação e saúde  públicas, de qualidade e para todos em todos os níveis, uma previdência pública  e solidária para todos, com a diminuição da idade para aposentadoria e o fim do  “fator previdenciário”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, Dilma deverá romper as alianças e  apoiar seu governo na CUT, no MST, na UNE e em todos os movimentos sociais,  fazendo um governo junto com o povo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, defendendo a teoria da  conciliação de classes, Lula e a direção do PT ainda gozam de muita confiança  entre a classe trabalhadora organizada. A consciência de milhões de  trabalhadores só avançará a partir da experiência concreta na luta de classes e  de grandes acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise econômica que prossegue mundo afora  está cobrando a fatura nos países europeus e a classe trabalhadora começa a se  mobilizar na França, Espanha, Grécia, Itália, Inglaterra e diversos outros  países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda medida que o Governo e/ou Congresso Nacional buscarem adotar  para fazer a classe trabalhadora brasileira pagar pelos prejuízos que os  capitalistas venham a ter em decorrência da crise deve ser enfrentada  energicamente pelos trabalhadores. E aí todos veremos como se posicionarão os  “aliados” burgueses, como Michel Temer e outros. Será nesses enfrentamentos que  camadas importantes da classe trabalhadora farão a experiência e se somarão à  exigência de ruptura das alianças do Governo do PT com os partidos burgueses.  Para isso nos preparamos cotidianamente, estudando, organizando e lutando em  cada fábrica, escola, universidade, local de trabalho, sindicato, etc.  construindo a Esquerda Marxista do PT! Junte-se a nós!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-3969360653009347341?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/3969360653009347341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=3969360653009347341' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/3969360653009347341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/3969360653009347341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/11/dilma-presidente-vencemos-uma-batalha.html' title='DILMA PRESIDENTE! VENCEMOS UMA BATALHA, MAS A LUTA CONTINUA!'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-6850955508622772064</id><published>2010-10-31T22:43:00.001-02:00</published><updated>2011-02-02T12:33:20.217-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Deu Dilma lá</title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Com 92,23% dos votos apurados, a candidata da coligação Para o Brasil  Continuar Mudando obteve 55,39 dos votos válidos contra 44% de José Serra e foi  declarada eleita pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro  Ricardo Lewandowski, por volta das 20h30. A abstenção atingiu 21,18%. O recado  das urnas foi claro. O povo votou para consolidar e impulsionar o processo de  mudanças iniciado em 2002 com a eleição de Lula.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Às 22 horas, com  99,45% dos votos apurados, a Dilma tinha 55,46% contra 43, 57% do candidato  tucano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O grande vitorioso do pleito é o povo brasileiro, que rejeita o  retrocesso neoliberal e aposta na continuidade e no aprofundamento do processo  de mudança iniciado pelos governos Lula; abomina as privatizações e votou para  que os lucros do petróleo do pré-sal sejam apropriados pela nação e não pelas  transnacionais .&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ganharam os partidos de esquerda e de centro que  integram a coligação Para o Brasil Continuar Mudando. Ganharam os movimentos  sociais (as centrais sindicais, a UNE, o MST), ameaçados de criminalização pela  direita demo-tucana. Ganharam os democratas e patriotas, que rejeitam o  obscurantismo e defendem uma política externa altiva e soberana. Ganharam as  mulheres, que pela primeira vez na história do Brasil terão uma representante na  Presidência da República, numa vitória da luta secular pela  igualdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="font-family: arial; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-weight: normal; "&gt;&lt;b style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Quem foi derrotado nesta eleição&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="font-family: arial; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-weight: normal; "&gt;&lt;b style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A direita  demo-tucana&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. O caráter direitista da coligação demo-tucana encabeçada por  José Serra ficou patente no decorrer da campanha presidencial. Serra foi apoiado  e assessorado pela TFP, organização de notória inspiração fascista; apelou ao  discurso golpista contra a “república sindicalista” (usado pelos militares em  1964); estimulou a intolerância e o obscurantismo reacionário de setores  religiosos, contra o aborto e o casamento homossexual; acenou com a privatização  do pré-sal, a “flexibilização” (ou o fim) do Mercosul e o retorno da diplomacia  do pés descalços, em troca do apoio das potências imperialistas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="font-family: arial; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-weight: normal; "&gt;&lt;b style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A  mídia golpista&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. Os meios de comunicação monopolizados por um minúsculo grupo  de famílias capitalistas (Marinho, Civita, Frias e Mesquita) estão entre os  grandes derrotados deste pleito. Com o destaque das Organizações Globo e da  editora Abril, que transformou a revista Veja num mal disfarçado panfleto da  campanha tucana, a mídia escancarou o apoio ao candidato da direita e em certo  momento passou a ditar a agenda da campanha. Deixou cair a máscara do pluralismo  e da imparcialidade. A verdade saiu arranhada nesta mídia. Apesar do segundo  turno, o povo não se deixou enganar e impôs nova derrota à mídia, a terceira  desde 2002. Tudo isto deve servir de lição ao novo governo, que pode pautar um  debate mais sério e sereno sobre as propostas da Primeira Conferência Nacional  da Comunicação (Confecon).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="font-family: arial; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-weight: normal; "&gt;&lt;b style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O papa e setores reacionários da  Igreja&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. Em outra prova de sua guinada à direita, José Serra se aliou aos  setores mais reacionários e obscurantistas das igrejas, mobilizando padres,  pastores e bispos para uma suja campanha contra Dilma, explorando de forma  demagógica temas delicados como o aborto e a união civil de homossexuais. Até o  papa entrou na baixaria, pregando contra “a candidata do aborto” na reta final  do pleito. O Estado é laico, como afirmou Lula. O obscurantismo religioso não  vingou, foi derrotado. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="font-family: arial; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-weight: normal; "&gt;&lt;b style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;As transnacionais e o imperialismo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. Na  reta final da campanha, a revista &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;The Economist&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; e o jornal &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Financial  Times&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, que tinham mantido prudente distância do pleito no primeiro turno,  com a ressureição da possibilidade de vitória no segundo turno resolveram abrir  o jogo e declarar apoio a Serra. Os dois veículos, porta-vozes do imperialismo  anglo-americano, refletiram a opção e torcida do capital estrangeiro,  esperançosos com as sinalizações de que o programa de privatizações seria  retomado pelo tucano, que na reta final da campanha admitiu a privatização do  pré-sal denunciada por Dilma Rousseff. Foram derrotados. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-6850955508622772064?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/6850955508622772064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=6850955508622772064' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/6850955508622772064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/6850955508622772064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/deu-dilma-la.html' title='Deu Dilma lá'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-4472051428054993962</id><published>2010-10-30T01:54:00.002-02:00</published><updated>2011-02-02T12:33:38.639-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>BENTO XVI: PAPA OU INQUISITOR?</title><content type='html'>&lt;table class="MsoNormalTable" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="539" style="text-align: justify;width: 404pt; border-collapse: collapse; "&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes;mso-yfti-lastrow:yes"&gt;   &lt;td width="539" style="width:404.0pt;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:   normal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table class="MsoNormalTable" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="482" style="width:361.5pt;border-collapse:collapse;mso-yfti-tbllook:1184;  mso-padding-alt:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes;mso-yfti-lastrow:yes"&gt;   &lt;td width="482" style="width:361.5pt;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:   normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Joseph   Ratzinger, agora papa Bento XVI, não é apenas o principal representante das   alas mais conservadoras do catolicismo. Tendo estado à frente, por 24 anos,   da Congregação para a Doutrina da Fé — a versão “modernizada” do Tribunal do   Santo Ofício, ou seja, da Inquisição —, Ratzinger foi responsável direto pela   crescente “linha dura” nas questões doutrinárias da Igreja e pelo   inquisitorial silenciamento de todo e qualquer um que questionasse suas   posições.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;   text-align:right;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;   font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;   mso-fareast-language:PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;   font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;   mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;   text-align:right;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;   font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;   mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Wilson H. Silva,&lt;br /&gt;  da redação do Opinião Socialista e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;   font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;   mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;   text-align:right;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;   font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;   mso-fareast-language:PT-BR"&gt;membro da Secretaria Nacional de Negros e Negras   dos PSTU&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12.0pt;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;          Na tarde de 19 de abril, a fumaça   branca saindo de uma chaminé da Capela Sistina e os sinos de Roma anunciaram   a eleição do cardeal alemão Joseph Ratzinger, de 78 anos, como novo papa da   Igreja Católica. Uma hora depois, na Praça São Pedro, em frente ao Vaticano,   milhares de católicos saudaram entusiasticamente Bento XVI, o nome escolhido   por Ratzinger.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;          Mesmo na praça, contudo, em meio à   comemoração, não foram poucos os que expressaram descontentamento ou   “preocupação” com a escolha. Segundo o jornal "O Estado de S.   Paulo", edição de 19 de abril, católicas como a alemã Annette Haegele   não esconderam que consideram o novo papa “conservador demais”, o que pode   dificultar a aproximação dos jovens, o diálogo com outras igrejas e religiões   e, fundamentalmente, a necessidade de “adequar” a Igreja para acompanhar as   mudanças de comportamento entre seus próprios fiéis.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;          Uma preocupação também expressa mundo   afora por gente da própria Igreja que já esteve na mira de Ratzinger. Nos   Estados Unidos, por exemplo, a irmã de caridade Jeannine Gramick — a quem o   cardeal tentou proibir de realizar serviços religiosos para gays e lésbicas —   declarou: “Essa escolha é devastadora. Evitará que o catolicismo saia da   Idade Média e entre no século XXI”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;         Razões para tal preocupação,   realmente não faltam. Ratzinger é o principal representante do que há de mais   conservador e reacionário no catolicismo atual. E não só ao que se refere aos   temas comportamentais. Braço direito de João Paulo II e presidente da   Congregação para Doutrina da Fé desde 1981, ele foi o responsável direto pela   elaboração da linha dura doutrinária adotada pelo falecido papa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;         Para traçar um perfil do novo papa   e imaginar o que se espera dele, seu posto até ontem, aliás, é um excelente   ponto de partida. A Congregação é o atual nome do Tribunal do Santo Ofício   (ou Inquisição), criado no século 12 e responsável por um dos mais nefastos   capítulos da história do cristianismo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;         Criado para “defender” a doutrina   cristã, o Tribunal, durante séculos, promoveu um terrível espetáculo de   crueldade e assassinatos praticados contra todos aqueles que questionassem ou   desafiassem o poder da Igreja. Taxadas como hereges, milhares de pessoas em   todo o mundo (somente no Brasil, cerca de mil pessoas foram processadas)   foram torturadas, tiveram seus bens confiscados ou, pior, arderam nas   fogueiras da Inquisição.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;         Os “crimes” poderiam ser qualquer   coisa: praticar medicina popular ou, inclusive, o aborto, transformava uma   mulher em bruxa; afirmar que os planetas giravam em torno do Sol, e não da   Terra, como vez Galileu Galilei, em 1633, era um questionamento imperdoável   da doutrina cristã; ser judeu, homossexual ou ateu, então, eram crimes   inadmissíveis.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;         Hoje, na impossibilidade de se   utilizar da “fogueira purificadora” da época medieval, a Congregação, quando   presidida por Ratzinger, se utilizou de outros métodos para impor suas   posições. Contudo, as vítimas continuam basicamente as mesmas, a começar   daqueles que, dentro da própria Igreja, buscam adotar posições mais   progressivas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;         Situação que teve como principal   exemplo a verdadeira cruzada que Ratzinger moveu contra a Teologia da   Libertação (TL), cuja vítima mais conhecida foi o frade franciscano   brasileiro Leonardo Boff (ex-aluno de Ratzinger, na Universidade de Tubingen,   na Alemanha), condenado, em 1985, quando era um dos principais porta-voz da   TL, ao “silêncio obsequioso”, o que lhe impedia de se pronunciar sobre   absolutamente qualquer coisa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;         Aliás, uma declaração dada por Boff   ao jornal O Estado de S. Paulo, em 20 de abril, é sintomática do impacto que   a nomeação de Ratzinger teve sobre aqueles que, dentro da própria Igreja,   esperavam um papa mais “moderado” ou “progressista”, depois do longo e   conservador papado de João Paulo II: “terei muita dificuldade em amar esse   papa”.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:   normal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;A   trajetória de um reacionário&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;   font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;   mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;         &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;   font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;   mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:   normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;       Filho   de um delegado de polícia, Ratzinger nasceu em 16 de abril de 1927, na   Baviera, na Alemanha. Apesar de seu pai ter se oposto ao nazismo, durante a   2ª Guerra Ratzinger deixou o seminário, que freqüentava desde os 16 anos,   para integrar a unidade área do exército alemão, da onde só desertou em 1944,   quando estava evidente que a guerra teria um final nada satisfatório para o   nazismo e a Alemanha.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;         A passagem pelo nazismo (antes de   ser soldado, ele também foi membro da Juventude Hitlerista), hoje   “menosprezada” em sua biografia, lhe rendeu um período de prisão pelo   exército norte-americano, quando da ocupação da Alemanha.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;         Retornando ao seminário, Ratzinger   tornou-se especialista em Teologia, área em que ele construiu uma rápida e   sólida carreira nas universidades e no interior da Igreja. Em 1968, como   professor universitário, ele se opôs radicalmente à rebelião da juventude da   época e começou a pregar aberta e ferozmente contra o comunismo, chamado por   ele de “a vergonha de nosso tempo”. Quase dez anos depois, em 1977, tornou-se   bispo de Munique e, na seqüência, foi nomeado cardeal.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;         Em 1986, já à frente da Congregação   para a Doutrina da Fé, escreveu um furioso documento condenando os   homossexuais (considerados “imorais, artificiais e nocivos” e portadores de   uma “maldade moral intrínseca”) e a união civil. Em 2000, desferiu um novo   ataque através de documento, desta vez contra anglicanos, luteranos e   protestantes em geral, afirmando que a Igreja Católica é o único caminho para   a salvação.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;         Nos anos seguintes, Ratzinger se   dedicou a condenar o movimento feminista e as mulheres em geral (que, segundo   ele, não deveriam sequer servir como assistentes paroquiais ou cantoras de   coro), o aborto, a camisinha (a abstinência sexual seria o único “método”   válido para evitar a Aids), o divórcio, o rock (!!!) e, novamente, os   homossexuais, produzindo uma tese que, de tão ridícula, é digna de nota: gays   e lésbicas até poderiam ser aceitos na Igreja, contando que concordassem   “viver em castidade”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;         Por estas e outras, não é de se   estranhar que, dentro da própria Igreja, o cardeal alemão tenha ganho   “singelos” apelidos como “rottweiler de Deus” e “cardeal panzer”, em alusão   ao famoso tanque alemão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;        Ao mesmo tempo, Ratzinger já chegou a defender   que a pena de morte, quando aplicada “dentro da lei” é válida para punir   alguém que é culpado de crimes graves ou que represente um perigo para a   sociedade e a “paz social”. Conhecido também como “cão de guarda da doutrina   cristão”, o novo papa também assumiu uma posição no mínimo curiosa diante da   onda de denúncias, comprovadas, sobre pedofilia no interior da Igreja:   “Estou convencido que as notícias freqüentes sobre padres católicos pecadores   [pedófilos] fazem parte de uma campanha planejada para prejudicar a Igreja   Católica”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;         Figura central na estrutura de   poder do Vaticano há mais de duas décadas, a transformação de Ratzinger em   Bento XVI não chega a ser uma surpresa. Sua proximidade com João Paulo   II remonta à eleição do papa anterior, quando o cardeal alemão foi um dos   principais articuladores para a escolha de Karol Wojtyla.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;          Além disso, e importante lembrar que   Ratzinger contou com um “colégio eleitoral” que lhe era totalmente favorável.   Dos 115 cardeais que participaram da eleição, somente ele próprio e um outro   não foram indicados pelo falecido papa, aconselhado, sempre, pelo próprio   Ratzinger.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;          Escolhido para dar continuidade (e, se   possível, aprofundar) ao legado conservador de João Paulo II, seu papado, que   deverá ser curto, devido à sua idade, contudo, não estará isento de   contradições. Em todo o mundo, houve reações negativas à sua escolha. Em   pesquisa feita pelo Portal Estadão, 68,44% afirmaram que não gostaram da escolha   do papa. Na Argentina, pesquisa semelhante feita pelo Clarín detectou que   44,6% preferiam qualquer outro candidato. Na própria Alemanha, antes mesmo da   escolha, a maioria também era contra sua indicação.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;b&gt;Direita em êxtase (e Lula, também)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;   font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;   mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:   normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;       Enquanto   os setores mais progressistas da Igreja e católicos do mundo inteiro deram   sinais de insatisfação, a direita mundial saudou Bento XVI como uma   verdadeira “benção de Deus”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;         Nos Estados Unidos, George W. Bush   celebrou a eleição de Ratzinger como um sinal positivo de que haverá   continuidade da parceria entre os EUA e o Vaticano na promoção da “dignidade   humana ao redor do mundo”. Ou seja, que Bush continuará a ter um forte aliado   em sua cruzada contra temas como o aborto e a parceria civil entre pessoas do   mesmo sexo e um cúmplice para seu avanço recolonizador sobre o mundo. Na   Itália, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi também declarou-se “encantado”   com a escolha. Declarações semelhantes também foram dadas por Jacques Chirac,   na França e pelo primeiro ministro espanhol, José Luis Zapatero.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;         No interior da Igreja, o principal   dirigente da ultra-reacionária Opus Dei, afirmou que este “é um momento de   grande alegria para toda a Igreja”. A razão de tamanha alegria é o fato de   Ratzinger ser um apoiador incondicional deste grupo, supra-sumo da direita   católica.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;         No Brasil, como não poderia deixar   de ser Severino Cavalcanti definiu a escolha como “iluminação divina” que vai   se colocar na defesa de “todos os princípios éticos e morais”. E, mais uma   vez, repetindo sua ladainha demagógica, Lula fez coro com seus novos   “companheiros” da direita mundial afirmando que está seguro de que o novo   papa “promoverá com empenho a paz e a justiça social, ao mesmo tempo em que   reavivará os valores espirituais e morais da Igreja”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;         Pensado para ser um papado de   transição, que consolide a política de João Paulo II, o mandato de Bento XVI,   muito provavelmente, tentará fortalecer o catolicismo para que a Igreja volte   a cumprir um papel central na divisão do poder mundial. Uma pretensão que   esbarra em problemas que vão desde a perda de fiéis para outras religiões até   a resistência do próprio Vaticano às mudanças morais e comportamentais que   estão acontecendo mundo afora.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;         O fato de terem escolhido um   Inquisidor como Ratzinger para cumprir este papel, apesar de toda resistência   que há quanto ao seu nome, parece indicar que a cúpula do Vaticano está   disposta a não medir esforços nesta tarefa. Ou seja, que diante das muitas   contradições do mundo atual, a Igreja Católica irá atuar com mão de ferro na   tentativa de preservar seus interesses. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;   font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;   mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-4472051428054993962?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/4472051428054993962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=4472051428054993962' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/4472051428054993962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/4472051428054993962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/bento-xvi-papa-ou-inquisitor.html' title='BENTO XVI: PAPA OU INQUISITOR?'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-3476384644536369359</id><published>2010-10-24T10:45:00.002-02:00</published><updated>2011-02-02T12:33:48.900-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mídia (PIG)'/><title type='text'>A mídia rebola para esconder o fato: a quebra do sigilo da turma de Serra é fruto de uma guerra tucana</title><content type='html'>&lt;span class="post-author arial-normal" style="text-align: justify;display: block; padding-top: 40px; padding-right: 0pt; padding-bottom: 14px; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;    &lt;div class="content-post arial-normal border-bottom padding-top" id="content"&gt;     &lt;div id="attachment_10424" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Amauri-Ribeiro-Junior.jpg"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;img src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Amauri-Ribeiro-Junior-300x211.jpg" alt="" title="A violação da lógica" class="size-medium wp-image-10424" width="300" height="211" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="wp-caption-text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A  mídia rebola para esconder o fato: a quebra do sigilo da turma de Serra  é fruto de uma guerra tucana. A PF revelou ter sido o jornalista Amaury  Ribeiro Jr. (foto), então a serviço do jornal O Estado de Minas, que  encomendou a despachantes de São Paulo a quebra dos sigilos. Por Leandro  Fortes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Apesar do esforço em atribuir a culpa à campanha de Dilma Rousseff, o  escândalo da quebra dos sigilos fiscais de políticos do PSDB e de  parentes do candidato José Serra que dominou boa parte do debate no  primeiro turno teve mesmo a origem relatada por &lt;em&gt;CartaCapital &lt;/em&gt;em junho: uma disputa fratricida no tucanato.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Obrigada a abrir os resultados do inquérito após uma reportagem da &lt;em&gt;Folha de S.Paulo&lt;/em&gt; com conclusões distorcidas, a Polícia Federal revelou ter sido o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, então a serviço do jornal &lt;em&gt;O Estado de Minas&lt;/em&gt;,  que encomendou a despachantes de São Paulo a quebra dos sigilos. O  serviço ilegal foi pago. E há, como se verá adiante, divergências nos  valores desembolsados (o pagamento­ ­teria ­variado, segundo as inúmeras  versões, de 8 mil a 13 mil reais).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ribeiro Júnior prestou três depoimentos à PF. No primeiro, afirmou  que todos os documentos em seu poder haviam sido obtidos de forma legal,  em processos públicos. Confrontado com as apurações policiais, que  indicavam o contrário, foi obrigado nos demais a revelar a verdade.  Segundo contou o próprio repórter, a encomenda aos despachantes fazia  parte de uma investigação jornalística iniciada a pedido do então  governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que buscava uma forma de  neutralizar a arapongagem contra ele conduzida pelo deputado federal e  ex-delegado Marcelo Itagiba, do PSDB. Itagiba, diz Ribeiro Júnior,  agiria a mando de Serra. À época, Aécio disputava com o colega paulista a  indicação como candidato à Presidência pelo partido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ribeiro Júnior disse à PF ter sido escalado para o serviço  diretamente pelo diretor de redação do jornal mineiro, Josemar Gimenez,  próximo à irmã de Aécio, Andréa Neves. A apuração, que visava levantar  escândalos a envolver Serra e seus aliados durante o processo de  privatização do governo Fernando Henrique Cardoso, foi apelidada de  Operação Caribe. O nome sugestivo teria a ver com supostas remessas  ilegais a paraísos fiscais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Acuado por uma investigação tocada por Itagiba, chefe da arapongagem  de Serra desde os tempos do Ministério da Saúde, Aécio temia ter a  reputação assassinada nos moldes do sucedido com Roseana Sarney, atual  governadora do Maranhão, em 2002. Naquele período, a dupla Itagiba-Serra  articulou com a Polícia Federal a Operação Lunus, em São Luís (MA), que  flagrou uma montanha de dinheiro sujo na empresa de Jorge Murad, marido  de Roseana, então no PFL. Líder nas pesquisas, Roseana acabou fora do  páreo após a imagem do dinheiro ter sido exibida diuturnamente nos  telejornais. Serra acabou ungido a candidato da aliança à Presidência,  mas foi derrotado por Lula. A família Sarney jamais perdoou o tucano  pelo golpe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Influente nos dois mandatos do irmão, Andréa Neves foi, por sete  anos, presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) de  Minas Gerais, cargo tradicional das primeiras-damas mineiras, ocupado  por ela por conta da solteirice de Aécio. Mas nunca foi sopa quente ou  agasalho para os pobres a vocação de Andréa. Desde os primeiros dias do  primeiro mandato do irmão, ela foi escalada para intermediar as  conversas entre o Palácio da Liberdade e a mídia local. Virou  coordenadora do Grupo Técnico de Comunicação do governo, formalmente  criado para estabelecer as diretrizes e a execução das políticas de  prestação de contas à população. Suas relações com Gimenez se  estreitaram.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Convenientemente apontado agora como “jornalista ligado ao PT”,  Ribeiro Júnior sempre foi um franco-atirador da imprensa brasileira. E  reconhecido.­ Aos 47 anos, ganhou três prêmios Esso e quatro vezes o  Prêmio Vladimir Herzog, duas das mais prestigiadas premiações do  jornalismo nativo. O repórter integra ainda o Consórcio Internacional de  Jornalistas Investigativos e é um dos fundadores da Associação  Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Entre outros veículos,  trabalhou no &lt;em&gt;Jornal do Brasil&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; O Globo&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;IstoÉ&lt;/em&gt;.  Sempre se destacou como um farejador de notícia, sem vínculo com  políticos e partidos. Também é reconhecido pela coragem pessoal. Nunca,  portanto, se enquadrou no figurino de militante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Em 19 de setembro de 2007, por exemplo, Ribeiro Júnior estava em um  bar de Cidade Ocidental, em Goiás, no violento entorno do Distrito  Federal, para onde havia ido a fim de fazer uma série de reportagens  sobre a guerra dos traficantes locais. Enquanto tomava uma bebida, foi  abordado por um garoto de boné, bermuda, casaco azul e chinelo com uma  arma em punho. O jornalista pulou em cima do rapaz e, atracado ao  agressor, levou um tiro na barriga. Levado consciente ao hospital,  conseguiu se recuperar e, em dois meses, estava novamente a postos para  trabalhar no &lt;em&gt;Correio Braziliense&lt;/em&gt;, do mesmo grupo controlador do&lt;em&gt; Estado de Minas&lt;/em&gt;, os &lt;em&gt;Diários Associados&lt;/em&gt;. Gimenez acumula a direção de redação dos dois jornais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Depois de baleado, Ribeiro Júnior, contratado pelos &lt;em&gt;Diários Associados&lt;/em&gt;  desde 2006, foi transferido para Belo Horizonte, no início de 2008,  para sua própria segurança. A partir de então, passou a ficar livre para  tocar a principal pauta de interesse de Gimenez: o dossiê de  contrainformação encomendado para proteger Aécio do assédio da turma de  Serra. O jornalista tinha viagens e despesas pagas pelo jornal mineiro e  um lugar cativo na redação do &lt;em&gt;Correio &lt;/em&gt;em Brasília, inclusive  com um telefone particular. Aos colegas que perguntavam de suas rápidas  incursões na capital federal, respondia, brincalhão: “Vim ferrar com o  Serra”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Na quarta-feira 20, por ordem do ministro da Justiça, Luiz Paulo  Barreto, a cúpula da PF foi obrigada a se movimentar para colocar nos  eixos a história da quebra de sigilos. A intenção inicial era só  divulgar os resultados após o término das eleições. O objetivo era  evitar que as conclusões fossem interpretadas pelos tucanos como uma  forma de tentar ajudar a campanha de Dilma Rousseff. Mas a reportagem da  Folha, enviezada, obrigou o governo a mudar seus planos. E precipitou  uma série de versões e um disse não disse, que acabou por atingir o  tucanato de modo irremediável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Em entrevista coletiva na quarta-feira 20, o diretor-geral da PF,  Luiz Fernando Corrêa, e o delegado Alessandro Moretti, da Divisão de  Inteligência Policial (DIP), anunciaram não existir relação entre a  quebra de sigilo em unidades paulistas da Receita Federal e a campanha  presidencial de 2010. De acordo com Moretti, assim como constou de nota  distribuída aos jornalistas, as provas colhidas revelaram que Ribeiro  Júnior começou a fazer levantamento de informações de empresas e pessoas  físicas ligadas a tucanos desde o fim de 2008, por conta do trabalho no  &lt;em&gt;Estado de Minas&lt;/em&gt;. A informação não convenceu boa parte da  mídia, que tem arrumado maneiras às vezes muito criativas de manter  aceso o suposto elo entre a quebra de sigilo e a campanha petista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;Em 120 dias de investigação, disse o delegado Moretti, foram ouvidas  37 testemunhas em mais de 50 depoimentos, que resultaram nos  indiciamentos dos despachantes Dirceu Rodrigues Garcia e Antonio Carlos  Atella, além do office-boy Ademir Cabral, da funcionária do Serpro  cedida à Receita Federal Adeildda dos Santos, e Fernando Araújo Lopes,  suspeito de pagar à servidora pela obtenção das declarações de Imposto  de Renda. Ribeiro Júnior, embora tenha confessado à PF ter encomendado  os do­cumentos, ainda não foi indiciado. Seus advogados acreditam,  porém, que ele não escapará. Um novo depoimento do jornalista à polícia  já foi agendado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;De acordo com a investigação, a filha e o genro do candidato do PSDB,  Verônica Serra e Alexandre Bourgeois, tiveram os sigilos quebrados na  delegacia da Receita de Santo André, no ABC Paulista. Outras cinco  pessoas, das quais quatro ligadas ao PSDB, tiveram o sigilo violado em 8  de outubro de 2009, numa unidade da Receita em Mauá, também na Grande  São Paulo. Entre elas aparecem o ex-ministro das Comunicações do governo  Fernando Henrique Cardoso, o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros,  e Gregório Preciado, ex-sócio de Serra. O mesmo ocorreu em relação a  Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil e tesoureiro  de campanhas de Serra e FHC.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;Segundo dados da PF, todas as quebras de sigilo ocorreram entre  setembro e outubro de 2009. As informações foram utilizadas para a  confecção de relatórios, e todas as despesas da ação do jornalista,  segundo o próprio, foram custeadas pelo jornal mineiro. Mas o repórter  informou aos policiais ter disposto de 12 mil reais, em dinheiro, para  pagar pelos documentos – 8,4 mil reais, segundo Dirceu Garcia – e outras  despesas de viagem e hospedagem. Garcia revelou ao Jornal Nacional, da &lt;em&gt;TV Globo&lt;/em&gt;,  na mesma quarta 20, ter recebido 5 mil reais de Ribeiro Júnior, entre 9  e 19 de setembro passado, como “auxílio”. A PF acredita que o “auxílio”  é, na verdade, uma espécie de suborno para o despachante não confessar a  quebra ilegal dos sigilos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;A nota da PF sobre a violação fez questão de frisar que “não foi  comprovada sua utilização em campanha política”, base de toda a  movimentação da mídia em torno de Ribeiro Júnior desde que, em abril,  ele apareceu na revista Veja como integrante do tal “grupo de  inteligência” da pré-campanha de Dilma Rousseff. Embora seja a tese de   interesse da campanha tucana e, por extensão, dos veículos de  comunicação engajados na candidatura de Serra, a ligação do jornalista  com o PT não chegou a se consumar e é um desdobramento originado da  encomenda feita por Aécio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; A vasta apuração da Operação Caribe foi transformada em uma reportagem jamais publicada pelo&lt;em&gt; Estado de Minas&lt;/em&gt;.  O material, de acordo com Ribeiro Júnior, acabou por render um livro  que ele supostamente pretende lançar depois das eleições. Intitulado Os  Porões da Privataria, a obra pretende denunciar supostos esquemas  ilegais de financiamento, lavagem de dinheiro e transferência de  recursos oriundos do processo de privatização de estatais durante o  governo FHC para paraísos fiscais no exterior. De olho nessas  informações, e preocupado com “espiões” infiltrados no comitê, o então  coordenador de comunicação da pré-campanha de Dilma, Luiz Lanzetta,  decidiu procurar o jornalista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Lanzetta conhecia Ribeiro Júnior e também sabia que o jornalista  tinha entre suas fontes notórios arapongas de Brasília. Foi o repórter  quem intermediou o contato de Lanzetta com o ex-delegado Onézimo Souza e  o sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá. O  quarteto encontrou-se no restaurante Fritz, localizado na Asa Sul da  capital federal, em 20 de abril. Aqui, as versões do conteú­do do  convescote divergem. Lanzetta e Ribeiro Júnior garantem que a intenção  era contratar Souza para descobrir os supostos espiões. Segundo o  delegado, além do monitoramento interno, a dupla queria também uma  investigação contra Serra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O encontro no Fritz acabou por causar uma enorme confusão na  pré-campanha de Dilma e, embora não tenha resultado em nada, deu munição  para a oposição e fez proliferar, na mídia, o mito do “grupo de  inteligência” montado para fabricar dossiês contra Serra. A quebra dos  sigilos tornou-se uma obsessão do programa eleitoral tucano, até que,  ante a falta de dividendos eleitorais, partiu-se para um alvo mais  eficiente: os escândalos de nepotismo a envolver a então ministra da  Casa Civil Erenice Guerra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O tal “grupo de inteligência” que nunca chegou a atuar está na base  de outra disputa fratricida, desta vez no PT. De um lado, Fernando  Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte que indicou a empresa de  Lanzetta, a Lanza Comunicações, para o trabalho no comitê eleitoral  petista. Do outro, o deputado estadual por São Paulo Rui Falcão,  interessado em assumir maior protagonismo na campanha de Dilma Rousseff.  Essa guerra de poder e dinheiro resultou em um escândalo à moda  desejada pelo PSDB.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Em um dos depoimentos à polícia, Ribeiro Júnior acusa Falcão de ter  roubado de seu computador as informações dos sigilos fiscais dos  tucanos. Segundo o jornalista, o deputado teria mandado invadir o quarto  do hotel onde ele esteve hospedado em Brasília. Também atribuiu ao  petista o vazamento de informações a &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt;. O objetivo de Falcão seria afastar Lanzetta da pré-campanha e assumir maiores poderes. À &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt;,  Falcão teria se apresentado como o lúcido que impediu  que vicejasse  uma nova versão dos aloprados, alusão aos petistas presos em 2006 quando  iriam comprar um dossiê contra Serra. Em nota oficial, o parlamentar  rebateu as acusações. Segundo Falcão, Ribeiro Júnior terá de provar o  que diz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;As conclusões do inquérito não satisfizeram a mídia. Na quinta 21, a  tese central passou a ser de que Ribeiro Júnior estava de férias – e não  a serviço do jornal – quando veio a São Paulo buscar a encomenda feita  ao despachante. E que pagou a viagem de Brasília à capital paulista em  dinheiro vivo. Mais: na volta das férias, o jornalista teria pedido  demissão do Estado de Minas sem “maiores explicações”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;É o velho apego a temas acessórios para esconder o essencial. Por  partes: A retirada dos documentos em São Paulo é resultado de uma  apuração, conduzida, vê-se agora, por métodos ilegais, iniciada quase um  ano antes. Não há dúvidas de que o diá­rio mineiro pagou a maioria das  despesas do repórter para o levantamento das informações. Ele não é  filiado ao PT ou trabalhou na campanha ou na pré-campanha de Dilma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ribeiro Júnior pediu demissão, mas não de forma misteriosa como  insinua a imprensa. O pedido ocorreu por causa da morte de seu pai, dono  de uma pizzaria e uma fazenda em Mato Grosso. Sem outros parentes que  ­pudessem cuidar do negócio, o jornalista decidiu trocar a carreira pela  vida de pequeno empresário. Neste ano, decidiu regressar ao jornalismo.  Hoje ele trabalha na &lt;em&gt;TV Record&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Quando o resultado do inquérito veio à tona, a primeira reação do  jornal mineiro foi soltar uma nota anódina que nem desmentia nem  confirmava o teor dos depoimentos de Ribeiro Júnior. “O Estado de Minas é  citado por parte da imprensa no episódio de possível violação de dados  fiscais de pessoas ligadas à atual campanha eleitoral. Entende que isso é  normal e recorrente, principalmente às vésperas da eleição, quando os  debates se tornam acalorados”, diz o texto. “O jornalista Amaury Ribeiro  Júnior trabalhou por três anos no Estado de Minas e publicou diversas  reportagens. Nenhuma, absolutamente nenhuma, se referiu ao fato agora em  questão. O Estado de Minas faz jornalismo.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;No momento em que o assunto tomou outra dimensão, a versão mudou  bastante. Passou a circular a tese de que Ribeiro Júnior agiu por conta  própria, durante suas férias. Procurado por &lt;em&gt;CartaCapital&lt;/em&gt;,  Gimenez ficou muito irritado com perguntas sobre a Operação Caribe. “Não  sei de nada, isso é um absurdo, não estou lhe dando entrevista”, disse,  alterado, ao telefone celular. Sobre a origem da pauta, foi ainda mais  nervoso. “Você tem de perguntar ao Amaury”, arrematou. Antes de  desligar, anunciou que iria divulgar uma nova nota pública, desta vez  para provar que Ribeiro Júnior, funcionário com quem manteve uma relação  de confiança profissional de quase cinco anos, não trabalhava mais nos  Diários Associados quando os sigilos dos tucanos foram quebrados na  Receita.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A nota, ao que parece, nem precisou ser redigida. Antes da declaração de Gimenez a &lt;em&gt;CartaCapital&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;UOL&lt;/em&gt;, portal na internet do Grupo Folha, deu guarida à versão. Em seguida, ela se espalhou pelo noticiário. Convenientemente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O que Gimenez não pode negar é a adesão do &lt;em&gt;Estado de Minas&lt;/em&gt;  ao governador Aécio Neves na luta contra a indicação de Serra. Ela se  tornou explícita em 3 de fevereiro deste ano, quando um editorial do  jornal intitulado Minas a Reboque, Não! soou como um grito de guerra  contra o tucanato paulista. No texto, iniciado com a palavra  “indignação”, o diário partiu para cima da decisão do PSDB de negar as  prévias e impor a candidatura de Serra contra as pretensões de Aécio.  Também pareceu uma resposta às insinuações maldosas de um articulista de  &lt;em&gt;O Estado de S. Paulo&lt;/em&gt; dirigidas ao governador de Minas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Os mineiros repelem a arrogância de lideranças políticas que,  temerosas do fracasso a que foram levados por seus próprios erros de  avaliação, pretendem dispor do sucesso e do reconhecimento nacional  construído pelo governador Aécio Neves”, tascou o editorial. Em seguida,  desfiam-se as piores previsões possíveis para a candidatura de Serra:  “Fazem parecer obrigação do líder mineiro, a quem há pouco negaram  espaço e voz, cumprir papel secundário, apenas para injetar ânimo e  simpatia à chapa que insistem ser liderada pelo governador de São Paulo,  José Serra”. E termina, melancólico: “Perplexos ante mais essa  demonstração de arrogância, que esconde amadorismo e inabilidade, os  mineiros estão, porém, seguros de que o governador ‘político de alta  linhagem de Minas’ vai rejeitar papel subalterno que lhe oferecem. Ele  sabe que, a reboque das composições que a mantiveram fora do poder  central nos últimos 16 anos, Minas desta vez precisa dizer não”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ao longo da semana, Aécio desmentiu mais de uma vez qualquer  envolvimento com o episódio. “Repudio com veemência e indignação a  tentativa de vinculação do meu nome às graves ações envolvendo o PT e o  senhor Amaury Ribeiro Jr., a quem não conheço e com quem jamais mantive  qualquer tipo de relação”, afirmou. O senador recém-eleito disse ainda  que o Brasil sabe quem tem o DNA dos dossiês, em referência ao PT.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Itagiba, derrotado nas últimas eleições, também refutou as acusações  de que teria comandado um grupo de espionagem com o intuito de atingir  Aécio Neves, no meio da briga pela realização de prévias no PSDB. “Não  sou araponga. Quando fui delegado fazia investigação em inquérito  aberto, não espionagem, para pôr na cadeia criminosos do calibre desses  sujeitos que formam essa camarilha inscrustada no PT.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-3476384644536369359?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/3476384644536369359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=3476384644536369359' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/3476384644536369359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/3476384644536369359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/midia-rebola-para-esconder-o-fato.html' title='A mídia rebola para esconder o fato: a quebra do sigilo da turma de Serra é fruto de uma guerra tucana'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-2069584627674652324</id><published>2010-10-24T10:15:00.001-02:00</published><updated>2011-02-02T12:34:08.893-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mídia (PIG)'/><title type='text'>Saúde pública leiloada em São Paulo durante o Governo Serra</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Funcionários públicos, economistas, juristas e  parlamentares avaliam os problemas da privatização da saúde no Estado de São  Paulo via transferência da administração para as Organizações Sociais. A  mercantilização gera prejuízos aos usuários sem comprovar economia aos cofres  públicos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Por &lt;strong&gt;Débora Prado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Unidades  com pintura fresca, recepção, cafezinho e promessa de pouca fila. A  transferência de grande parte da gestão de hospitais, ambulatórios e  laboratórios no Estado de São Paulo para a iniciativa privada foi anunciada pelo  governo como uma solução inovadora para o déficit da saúde pública. Com mais  flexibilidade e eficiência, esses ‘empreendedores filantrópicos’ são experts na  otimização e gerenciamento de recursos, melhorando o atendimento à população com  menor custo, certo? Errado. A mercantilização da área tem gerado prejuízos para  os funcionários e pacientes, já foi alvo de pedido de CPI (Comissão Parlamentar  de Inquérito) na Assembleia Legislativa paulista e despertou a ira do CNS  (Conselho Nacional de Saúde), sem comprovar que haja de fato economia para os  cofres públicos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;As denúncias vêm de diversos lados: trabalhadores da  saúde relatam instabilidade e assédio moral; no atendimento, o sistema de metas  numéricas impostas de cima para baixo prejudica a atenção às necessidades locais  da população; juristas contestam a constitucionalidade da medida, especialistas  duvidam da capacidade do Estado fiscalizar o custo dos serviços nas unidades,  após a transferência da gestão para o setor privado. Com um processo pouco  transparente de terceirização, ainda há suspeitas de favorecimento financeiro e  político sendo apuradas pelo CNS.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A Constituição Federal, com a  implementação do SUS (Sistema Único de Saúde), prevê que a saúde deve ser  totalmente pública e é vetada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;a transferência de propriedade do Estado para o  setor privado. Com isso, a saída encontrada para incluir a área na onda de  privatizações promovidas a partir da década de 1990 no Brasil foi pelos  serviços. Inúmeros hospitais públicos terceirizam desde os serviços menos  complexos, como segurança e limpeza, até serviços como a radiologia e o próprio  atendimento médico. O principal instrumento para promover a privatização da  saúde no País, entretanto, foi a entrega da gestão de hospitais para as  Organizações Sociais de Saúde (OSS) – com destaque para o Estado de São Paulo,  que se tornou o grande flanco desse modelo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“As OSS vieram com uma  promessa de renovar, de melhorar um quadro em que tudo estava muito antigo –  desde a estrutura até os profissionais, que não tinham incentivos pra  atualização. Mas, é difícil dizer que melhorou, esse modelo mercantilizou mais a  questão da saúde e estimulou a competitividade. Você passa a ter uma noção de  que a saúde é número, é meta, porque a meta representa produção e a produção dá  visibilidade. Acho que sumiu a qualidade, aquela ideia da saúde pública com um  sentimento mais integral e transdisciplinar”, avalia uma enfermeira que já  passou por diversas OSS na cidade de&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;São Paulo e prefere não se  identificar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A Lei Complementar número 846/1998 regulamenta a remuneração  que cada OSS receberá e prevê que o montante deve ser proporcional  ao&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;percentual das metas cumpridas. É justamente aí que reside o primeiro  problema, conforme relata a enfermeira. Ela avalia que os investimentos em  insfraestrutura poderiam ter sido feitos sem a transferência da gestão para a  iniciativa privada, pois este sistema de metas penaliza os trabalhadores e os  usuários. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Você tem que atingir a meta, além de fazer o trabalho  administrativo e ainda fazer os  projetos que a OSS quer pra ter mais  visibilidade, como de reciclagem. Tudo isso em um tempo recorde e muito centrado  em patologia. Por exemplo, a população num local pode ter o maior risco para sua  saúde por uso de drogas e isso não vai importar, as metas são focadas em  hipertensão, diabetes, gestantes, crianças e idosos. Os números estão muito  longe da realidade”, conta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;As metas são instituídas no contrato com o  Estado e podem variar de acordo com o programa em que a unidade se insere. A  remuneração&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;varia de acordo com cada unidade e convênio e, legalmente, as  administradoras não podem ter fins lucrativos, apesar de decidirem a destinação  de gordas fatias do orçamento público. O profissional, normalmente, é avaliado  por um número de atendimentos realizados ou visitas domiciliares. No caso da  enfermeira, cuja equipe se enquadra no Programa Saúde da Família, é pedido 192  consultas e 32 visitas mensais, enquanto dos médicos que trabalham com ela são  requeridas 400 consultas/mês e 42 visitas domiciliares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Vira realmente  um mercado, assim como o McDonald’s, tem o funcionário do mês, aquele que  mostrou mais números, mesmo que ele não tenha trabalhado de acordo com as  necessidades da população. E se você questiona, pode ser demitido, tenho vários  amigos que perderam o emprego. O assedio moral é muito grande”. Ela relata casos  de racismo e pressões para que profissionais não tornassem públicos os problemas  dentro da OSS para não haver um marketing negativo para a gestora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Já  para os médicos, as OSS se tornam um localde passagem. “Falta médico no mercado  para trabalhar com pobre, a rotatividade é muito grande. Eles ficam lá até  conseguir algo melhor. Normalmente, o salário é alto, e, ainda assim, em 3 anos  tive 6 médicos diferentes na minha equipe”, conta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Por outro lado, pode  faltar recursos básicos, como curativos e materiais para fazer sutura. Um  funcionário de uma Organização Parceira conta que faltam materiais mínimos na  sua unidade, como um aparelho de medir pressão. Isto porque, se este item não  está previsto no convênio firmado, ele não é comprado pelo administrador  privado, pois não haverá o reembolso do Estado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Este funcionário avalia  que a aparência mais nova das unidades geridas pelas organizações privadas  agrada uma parte da população, mas assegura que o atendimento piorou bastante.  “As metas são indicadores de produção, o problema é que elas aparecem de cima  pra baixo, não são discutidas com a região, não levam em consideração&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;a  conjuntura e as necessidades locais. E o profissional é tão ameaçado e  pressionado, que ele entra numa dinâmica de não dar conta e aí troca de unidade.  Então tem uma rotatividade muito grande de profissionais, principalmente  médicos, e isso prejudica o vínculo de quem está lá com a população local”,  lamenta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Para ele, isto faz muita diferença. “Tem questão, por exemplo,  que é de saúde mental. Uma pessoa pode ir todo dia à unidade relatar um problema  diferente e ele fica passando por procedimentos padrões, faz várias consultas,  por não ter um profissional que se envolva com o local e perceba que o problema  é de outra ordem”, exemplifica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong style="font-family: arial; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-weight: normal; "&gt;&lt;strong style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não é novidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;As  denúncias relatadas hoje já haviam sido alvo de investigação em 2007, numa  sub-relatoria da CPI da Saúde realizada pela Assembleia Legislativa de São  Paulo. O relatório final da Comissão, de autoria do deputado estadual Hamilton  Pereira (PT), afirma:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“A gestão por cumprimento de metas, por processos e  por produtividade utilizados nas Organizações Sociais gera uma situação de  instabilidade para os trabalhadores por elas contratados ocasionando uma  superexploração. (...) Outra questão grave foi o problema de ‘quarteirização’, a  terceirização ou contratação de empresas por parte das OS’s, encontradas em  todos os hospitais (...) Diante do quadro apurado, constata-se que o chamado  ‘melhor desempenho’ dos Hospitais geridos por Organizações Sociais de Saúde  pouco significam na prática. A conclusão a que se chega, na presente questão, é  que o frágil controle do Estado sobre essas entidades e sobre a execução da  assitência à saúde, aliada à grave precarização do trabalho nas OS’s, justifica  a necessidade de um processo de reversão da gestão (...)”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Apesar disso,  o total de hospitais gerenciados pelas organizações subiu de 13, em 2007, para  22, em julho deste ano, de acordo com a apuração do CNS. O relatório do deputado  estadual Raul Marcelo (PSOL), Sub-Relator de Organizações Sociais da CPI,  apontou também para a necessidade de uma CPI específica para investigar as  relações entre as OSs e o governo do PSDB, em São Paulo, mas como o partido tem  maioria na Alesp, a denúncia não foi adiante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“A bancada do PSDB  dificultou ao máximo a criação da sub-relatoria para investigar as OSs, no  entanto, conseguimos aprovar num cochilo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;da base do Governo, quando da  votação do nosso requerimento. Mas, a situação mudou completamente na votação do  nosso relatório e das&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;suas respectivas conclusões e propostas, porque além  das denúncias de falta de transparência, participação e controle social sobre  estes hospitais, também propusemos o retorno dos hospitais entregues às OSs para  a administração direta. Isso é possível do ponto de vista administrativo e  comprovamos em nosso relatório, para alterar o projeto de privatização hoje em  curso no nosso Estado. Mas todas nossas propostas sofreram limitação  total”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Em 2007, o deputado visitou 7 dos 13 hospitais geridos por OSS. O  quadro apurado não mudou: uma OSS, normalmente, gerencia várias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;unidades,  todas terceirizam algum tipo de serviço, contratando empresas sem licitação, e o  sistema de metas para medir a transferência de recursos é, no mínimo,  questionável - situação que se&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;agrava pela ausência de um mecanismo de  fiscalização que contemplasse a participação dos usuários e funcionários. Seu  parecer concluiu: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“A terceirização, dentro das Organizações Sociais,  ocasionam graves&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;prejuízos à qualidade do ambiente de trabalho dos  funcionários, caracterizados por desvio de função, sobrecarga de serviços e  usual assédio moral e alta rotatividade quanto às empresas terceirizadas. As  terceirizações também não estão submetidas a algumas regras da administração  pública como a lei de licitações, fundamental à transparência dos serviços  prestados pelo Estado ou para o Estado. Essa falta de transparência pode  inclusive proporcionar uso indevido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;dos recursos públicos, que foi o teor de  uma série de denúncias recebidas sobre processos de terceirização nos hospitais  da  dministração superfaturamento de contratos, prestação de serviço&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;aquém do  contratado, favorecimento individual, dentre outros.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-2069584627674652324?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/2069584627674652324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=2069584627674652324' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/2069584627674652324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/2069584627674652324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/saude-publica-leiloada-em-sao-paulo.html' title='Saúde pública leiloada em São Paulo durante o Governo Serra'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-4792095645151942773</id><published>2010-10-24T10:05:00.000-02:00</published><updated>2010-10-24T10:08:36.303-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><title type='text'>EUROPA SACUDIDA PELAS GREVES</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;Alex Minoru &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;img alt="" src="http://www.marxismo.org.br/uploads/221102010034200.jpg" width="226" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;As massivas mobilizações no velho continente prosseguem.  Os governos precisam realizar cortes devido aos gastos que tiveram para conter a  crise mundial que eclodiu em 2008, e vão buscar cortar justamente os direitos  conquistados pelos trabalhadores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A classe trabalhadora européia, de tradição de tantas lutas,  reage de forma surpreendente, enchendo as ruas de diversas cidades e realizando  greves gerais com alta adesão, empurrando suas direções a irem mais longe do que  gostariam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 29 de Setembro ocorreram manifestações unificadas em mais  de 37 países, as principais na Bélgica, na Grécia e na Espanha. Os últimos  acontecimentos na França têm deixado a burguesia de cabelo em pé e animado os  trabalhadores de todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Grécia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Grécia – que em  troca de 110 milhões de euros do FMI e da União Européia, foi obrigada a  realizar duros cortes nos gastos públicos, como a redução em até 30% dos  salários dos funcionários públicos e aumento de impostos – há vários meses é  abalada por massivas e constantes mobilizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 29 de Setembro, a  ADEDY (central sindical do setor público) e a GSEE (do setor privado),  realizaram massivas mobilizações dirigindo-se aos escritórios da União Européia  em Atenas e ao Parlamento Grego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 7 de Outubro houve nova greve de  funcionários públicos chamada pela ADEDY, que informou a participação de 67% da  categoria na paralisação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Espanha&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Espanha estremeceu  no dia 29 de Setembro com a greve nacional que os dois principais sindicatos  ibéricos, Comissões Operárias (CCOO) e a União Geral de Trabalhadores (UGT),  realizaram contra as políticas econômicas de Zapatero. Segundo as centrais  sindicais, 70% dos trabalhadores atenderam ao chamado e cruzaram os braços.  Centenas de milhares reuniram-se em protestos em cidades como Madri, Barcelona,  Valência e Andaluzia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Espanha também teve duros cortes nos gastos  públicos, uma reforma trabalhista que facilita e barateia a demissão, redução de  salários, congelamento de pensões e um plano para estender a idade de  aposentadoria aos 67 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Portugal&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dos cortes  previstos na proposta de orçamento para 2011, que incluem 5% de redução de  gastos com servidores públicos e o congelamento das aposentadorias, as duas  principais centrais sindicais, UGT e CGTP convocam greve geral para 24 de  Novembro, a união das duas centrais sindicais em uma greve geral ocorre pela  segunda vez na história, a primeira foi em 1988. A cada dia, novas categorias  anunciam adesão à greve geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Grã-Bretanha&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 4 de  Outubro, os funcionários do metrô de Londres realizaram greve contra um plano  que pretende demitir 800 trabalhadores. A mobilização conseguiu reduzir as  atividades do metrô para 40% de sua capacidade e várias estações foram  fechadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi anunciado em 20 de Outubro um pacote de cortes de gastos e  aumento de impostos – o corte com gastos sociais chega a 7 bilhões de libras  (cerca de R$ 18,7 bilhões). O corte em média de 19% dos orçamentos dos  departamentos do governo, deve provocar o fechamento de 490 mil postos de  trabalho no serviço público até 2015. Podemos esperar novas mobilizações no  Reino Unido por conta desse pacote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Itália&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 16 de  Outubro, 500 mil trabalhadores manifestaram-se pelas ruas de Roma, em ato  convocado pelo sindicato dos metalúrgicos (FIOM) da central sindical CGIL. O  protesto foi contra a crise no setor, a política econômica do Governo de Silvio  Berlusconi e para exigir a renovação do convênio coletivo. A necessidade de uma  greve geral na Itália também foi trazida na  manifestação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;França&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 7 de Setembro uma greve  geral reuniu 2 milhões nas ruas, no dia 23 de Setembro quase 3 milhões, no dia  12 de Outubro 3,5 milhões e em 19 de Outubro, novamente, cerca de 3,5 milhões de  franceses tomaram as ruas das principais cidades!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram mais de 250  manifestações pelo país, os números de participantes são impressionantes, no dia  12 foram: 330 mil em Paris, 230 mil em Marselha, em Toulouse 145 mil, 130 mil em  Bordeaux, 95 mil em Nantes, 75 mil em Rouen, etc. Mais de 400 escolas  secundárias em toda a França entraram em greve, com muitas sendo ocupadas ou com  as entradas bloqueadas pelos estudantes. Os sindicatos do transporte ferroviário  e transporte metropolitano de Paris, das refinarias de petróleo e dos portos se  juntaram ao movimento de greve por tempo indeterminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase 50% do  postos de gasolina do país estão com as bombas secas. No dia 19 o famoso jornal  Le Monde não conseguiu chegar às bancas devido à greve. O governo tem partido  para a repressão, com a tropa de choque forçando a abertura das refinarias  bloqueadas pelos petroleiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo principal dessa onda de  mobilizações na França é o projeto do governo de aumentar a idade mínima de  aposentadoria de 60 para 62 anos, e de 65 para 67 anos para se obter a pensão  completa. O presidente Nicolas Sarkozy não dá sinais de ceder às pressões. O  projeto está para ser votado pelo Senado, mas mesmo se aprovado, as massas  prometem não deixar as ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mobilizações contam com mais de 70% de  aprovação da população, a popularidade do presidente Sarkozy está em queda  acentuada. A onda de manifestações colocará para o movimento a questão da  permanência desse governo, o que pode causar mais abalos importantes na  estrutura de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Avançar nas mobilizações!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As  direções operárias em uma série de países europeus não apontam com clareza o  caminho que deve ser seguido pelos trabalhadores. Essa vacilação pode levar ao  enfraquecimento do movimento. Mas, a classe trabalhadora européia tem  demonstrado toda a sua capacidade e vontade de lutar, empurrando suas direções e  provocando a unidade nas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como temos repetido em análises  anteriores, as greves gerais de um dia, apesar de terem sua validade, exercem  uma pressão limitada sobre os governos. É necessário organizar a greve geral por  tempo indeterminado, questão que já tem sido pautada na França em certas  categorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse formidável levantamento do proletariado europeu só pode  encher de alegria os revolucionários de todo o mundo. Um proletariado que foi  protagonista da luta da classe operária mundial em diversos momentos da  história, certamente saberá utilizar de sua tradição revolucionária para fazer  avançar o movimento e arrancar vitórias contra a burguesia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-4792095645151942773?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/4792095645151942773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=4792095645151942773' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/4792095645151942773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/4792095645151942773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/europa-sacudida-pelas-greves.html' title='EUROPA SACUDIDA PELAS GREVES'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-4655365954265054280</id><published>2010-10-23T16:38:00.001-02:00</published><updated>2010-10-24T10:08:22.980-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>José Serra e política social não combinam</title><content type='html'>&lt;h1 style="text-align: justify;margin-top: 20px; " class="tit-arial padding-bottom"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; font-size: 16px; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Vivemos em uma democracia política e, por se tratar de uma democracia, há  lados nessa história. E qual o lado do PSDB-DEM-PPS e José Serra?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div id="content" class="content-post arial-normal border-bottom padding-top"&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Atualmente de certa forma, não estão totalmente atrelados a burguesia  industrial, em particular, a paulista, mas sim, em grande medida ao  conservadorismo da política e da economia brasileira, ou seja, representam o  projeto neoliberal no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E isso, não é demérito nenhum, não é nenhum xingamento e muito menos um  preconceito; é, sim, uma constatação e um legítimo direto que o candidato e a  coligação tem de exercê-lo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;O que seria o neoliberalismo? O projeto neoliberal está centrado em reformas  que ampliem as ditas forças criativas do mercado. Neste sentido, propõe como  eixos fundamentais a liberalização dos mercados através da desregulamentação e a  privatização de empresas estatais como forma de retomar o crescimento com  aumento da eficiência e melhora na distribuição da renda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Por Paulo  Daniel&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Para tanto, é imprescindível que reformas como ajuste fiscal, liberalização  financeira e abertura comercial sejam realizadas. Nessa esteira, as grandes  corporações globais passaram a adotar padrões de governança agressivamente  competitivos, além do que, subordinaram seu desempenho econômico ao mercado  financeiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Com a intensificação da concorrência global, não somente acelerou o processo  de financeirização, como ampliou a concentração de riqueza e renda. Ampliando  ainda mais a desigualdade entre aqueles que vivem da sua força de trabalho e os  donos dos meios de produção.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;No Brasil essas reformas foram realizadas com grande ênfase e êxito pelo  governo de Fernando Henrique Cardoso, entretanto, seu único resultado concreto,  foi a estabilidade monetária financeira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Os crescimentos medíocres obtidos na era FHC são reflexos das políticas  fiscal e monetária contracionistas, ou seja, baixo gasto social e investimento  público (entenda-se ajuste fiscal), bem como, crédito com altas taxas de juros,  nada mais do que a receita neoliberal aplicada a sua exaustão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Além do baixo crescimento do produto brasileiro, daí também decorre pouca  geração de emprego, aumento da desigualdade social e queda do poder aquisitivo  dos salários, em particular, do salário-mínimo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A concepção política e econômica, a qual Serra celebra, está centrada na  ampliação da concentração de renda e riqueza via o processo de financeirização e  nas reformas liberalizantes, quanto ao Estado; continuará como parceiro  inseparável do capital; pois o único “Deus” ao qual se poderá servir será o  mercado, em especial, o financeiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nas eleições presidenciais deste ano, Serra que representa o neoliberalismo,  fez promessas que deixaram o conservadorismo econômico e político de cabelo em  pé, como por exemplo, aumento do salário-mínimo de R$600, aumento aos  aposentados de 10% e criação do 13º.ao Bolsa-família.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Pela lógica conservadora, afirmaria que não haveria dinheiro para tal feito,  pois implicaria em deficits crescentes nas contas públicas, mesmo que venha a  diminuir os cargos comissionados do governo, algo que dificilmente aconteceria  em seu governo, haja vista, suas nomeações no governo de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Imaginando ainda que Serra insista em executar as promessas, essas seriam tão  somente só para o ano de 2011, conforme o candidato e o seu plano de governo  afirmam. Os anos vindouros seriam de ajuste fiscal, conforme o preceito liberal,  ou seja, a tendência do aumento poder de compra do salário-mínimo, dos  aposentados e do Bolsa-família se desmancharia no ar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Uma outra constatação de que o PSDB e seus aliados representam o  conservadorismo econômico, além de observar as políticas contracionistas de FHC,  é importante constatar o deficit nominal zero muito comemorado pelo então  governador de Minas Gerias, Aécio Neves e a ampliação do programa de  privatização de José Serra em São Paulo, enquanto governador do estado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ao proclamar essas promessas fajutas para apenas seu possível primeiro ano de  governo, Serra presta um desserviço à política econômica e social brasileira,  pois focaliza e não universaliza as políticas públicas, não desenvolve a  valorização continuada do salário-minimo e da renda dos aposentados e,  principalmente, por conta do possível e certo ajuste fiscal nos anos seguintes,  que é intrínseco ao projeto neoliberal, não ampliaria o investimento público,  tendendo assim, a uma redução do produto interno brasileiro, da renda e do  emprego.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Portanto, não existe política social, mas sim ilusionismo monetário, esse  tipo de prática não contribuí para reduzir ou exterminar a miséria e a pobreza  em nosso país e muito menos para se quer discutir um processo de desenvolvimento  econômico e social sustentado e altivo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-4655365954265054280?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/4655365954265054280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=4655365954265054280' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/4655365954265054280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/4655365954265054280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/jose-serra-e-politica-social-nao.html' title='José Serra e política social não combinam'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-1113410684898355685</id><published>2010-10-23T16:27:00.001-02:00</published><updated>2010-10-23T16:27:53.977-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><title type='text'>EUA mataram bem mais civis no Iraque que divulgado</title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ao menos 109 mil pessoas, 63% civis, morreram no Iraque do início da invasão  americana, em março de 2003, até o ano de 2009, segundo documentos dos Estados  Unidos divulgados pela rede de televisão Al Jazeera a partir de informações do  site WikiLeaks.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Comentando os dados vazados, a emissora de televisão  catariana Al Jazeera afirma que "o número de mortos civis é muito maior do que  se estipula oficialmente".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Segundo os relatórios, das 109.032 mortes,  66.081 são civis, 23.984 são os guerrilheiros (rotulados como insurgentes),  15.196 são das forças do governo iraquiano e 3.771 são das forças de  coalização.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Os dados expostos no WikiLeaks apontam ainda que, de acordo  com os documentos, 31 civis morreram diariamente durante os seis anos de  conflito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Comparados aos dados vazados do Afeganistão anteriormente pelo  mesmo site, cobrindo o mesmo período que no Iraque, as mortes chegaram a cerca  de 20 mil pessoas. Ou seja, conforme os dados, a ocupação iraquiana foi cinco  vezes mais letal em termos relativos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A emissora revelou alguns dados  contidos nos documentos sobre a Guerra do Iraque que o site WikiLeaks pretende  divulgar e que indicam a existência de um maior número de vítimas civis e a  ocultação de casos de tortura por parte dos Estados Unidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Esses  relatórios constatam, segundo a emissora árabe, que, após a guerra, iniciada em  março de 2003, se produziram "numerosos casos de tortura, humilhação e  homicídios contra civis por parte das forças iraquianas".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Também se  registram "mais casos de vítimas civis da Blackwater" a antiga empresa de  mercenários contratada pelos Estados Unidos para fazer o serviço "sujo". Hoje, a  empresa mudou o nome para Xe Services.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Além disso, os documentos revelam  que o exército dos EUA "ocultou casos de tortura dentro das prisões iraquianas"  e que há relatórios americanos que envolvem o primeiro-ministro iraquiano  interino, Nouri al-Maliki, em ordenar a formação "de equipes encarregadas de  perpetrar torturas e massacres".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Como esperado, a secretária de Estado  dos Estados Unidos, Hillary Clinton, condenou nesta sexta-feira (22) "nos termos  mais claros possíveis" qualquer vazamento de documentos que "ponha em perigo  vidas americanos ou de seus aliados".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O site convocou a imprensa, por  meio do Twitter, para uma entrevista coletiva em um lugar da Europa,  presumivelmente Londres, para divulgar os documentos, no que seria o maior  vazamento da história dos Estados Unidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O Pentágono destaca que os  documentos, cerca de 400 mil, são relatórios de campo sobre a Guerra do Iraque,  conhecidos como "&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Significant Activities&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;" (Atividades Significativas) - ou  SIGACTs, em jargão militar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O vazamento é muito maior que o de julho  passado, quando foram publicados 92 mil relatórios secretos das Forças Armadas  dos EUA sobre o Afeganistão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-1113410684898355685?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/1113410684898355685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=1113410684898355685' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/1113410684898355685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/1113410684898355685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/eua-mataram-bem-mais-civis-no-iraque.html' title='EUA mataram bem mais civis no Iraque que divulgado'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-4530382060286954489</id><published>2010-10-17T14:32:00.001-02:00</published><updated>2010-10-23T16:28:01.384-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Marina (PV) oficializa neutralidade para segundo turno</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;line-height: 13.5pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 10.5pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;img id="il_fi" src="http://www.redebrasilatual.com.br/temas/ambiente/marina-silva-considera-que-veto-a-artigos-da-mp-458-e-apenas-atenuante/image_preview" width="400" height="266" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;line-height: 13.5pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 10.5pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Por: Jorge Cardoso&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;line-height: 13.5pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 10.5pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A terceira colocada na eleição presidencial, Marina Silva (PV) oficializou há instantes a opção pela neutralidade no segundo turno. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;line-height: 13.5pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 10.5pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"O fato de não ter optado por um alinhamento neste momento não significa neutralidade quanto aos rumos desta campanha", disse, na convenção do PV em São Paulo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;line-height: 13.5pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 10.5pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A candidata do PV, em leitura a carta aberta com críticas ao que chamou de "dualidade destrutiva" entre PT e PSDB. Também criticou o embate do segundo turno levando em consideração os ataques e embate sobre o aborto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;line-height: 13.5pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 10.5pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Segundo Marina, os dois partidos pregam a "mútua aniquilação" na disputa entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;line-height: 13.5pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 10.5pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"A agressividade do seu confronto pelo poder sufoca a construção de uma política de paz", atacou a senadora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;line-height: 13.5pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 10.5pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Prometeu, ainda, defender sua fé --ela é evangélica-- sem, contudo usá-la "como arma eleitoral". Arma que o PSDB esta usando no segundo turno, para atacar a adversária com a ajuda da mídia conservadora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;line-height: 13.5pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 10.5pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Com essa decisão grande parte dos eleitores de Marina está contente, ela demonstrou uma proposta diferente para o País, com certeza se a candidata tivesse optado por um lado, desconstruiria toda sua luta em defesa de um modelo auto-sustentável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;line-height: 13.5pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 10.5pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Durante anos a candidata a presidência da república Marina Silva, lutou contra a injustiça e a ganância das madeireiras no Norte do País, sempre defendeu e caminhou ao lado dos movimentos sociais. Uma possível aliança com o PSDB seria jogar sua bonita história de vida na lata do lixo. Nesse momento a neutralidade foi à melhor decisão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;line-height: 13.5pt; "&gt;&lt;span style="font-size: 10.5pt; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-4530382060286954489?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/4530382060286954489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=4530382060286954489' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/4530382060286954489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/4530382060286954489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/marina-pv-oficializa-neutralidade-para.html' title='Marina (PV) oficializa neutralidade para segundo turno'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-349378853916784213</id><published>2010-10-15T19:59:00.000-03:00</published><updated>2010-10-23T16:28:10.541-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalho'/><title type='text'>Com PSDB em SP, Dia do Professor é lembrado com indignação</title><content type='html'>&lt;div style="WIDTH: 415px" class="imagem-box imagem-box-3"&gt; &lt;address&gt;&lt;/address&gt;&lt;img alt=" Professores educação Serra" src="http://admin.paginaoficial1.tempsite.ws/admin/arquivos/biblioteca/att000121211307.jpg" width="413" /&gt;  &lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Protesto de professores em São Paulo durante a última greve da categoria,  reprimida com violência pelo governo do PSDB&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style"&gt;&lt;div class="atclear"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;script&gt;&lt;/script&gt; &lt;!-- AddThis Button END --&gt; &lt;h1 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Com PSDB em SP, Dia do Professor é lembrado com indignação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt; &lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;No Dia dos Professores, a paixão pela tarefa de ensinar vem acompanhada de  intensa indignação pela desvalorização do Magistério. Afinal, na rede estadual  de ensino de São Paulo, uma das maiores do mundo, quase a metade dos 278 mil  professores ainda é admitida em caráter temporário.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;De janeiro a julho  deste ano, 19.500 foram afastados com depressão e estresse. A progressão  continuada alastrou o analfabetismo funcional na rede, aumentando ainda mais a  frustração dos professores por não conseguirem sucesso em sua tarefa de  ensinar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dois fatos acentuaram a crise no setor em 2010. O Estado de São  Paulo caiu 4 posições no ranking salarial dos docentes, o que significa que os  professores paulistas têm o 14º pior salário do Brasil, atrás inclusive de  estados mais pobres. Em greve, a categoria foi recebida no Palácio dos  Bandeirantes, em março, com Tropa de Choque, bombas de gás, spray de pimenta e  cassetetes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A greve durou quase um mês e o então governador José Serra  não acenou com nenhuma proposta que minimizasse o arrocho salarial. A nova  fórmula de cálculo dos salários, baseada em supostos méritos individuais,  reserva reajuste para apenas 20% dos melhores avaliados em uma  prova.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além dos salários miseráveis, os professores paulistas estão há  dez anos sem receber reajuste do tíquete-refeição, que é de R$ 4,00.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem  carreira, estabilidade ou perspectiva de progresso profissional, o Magistério  paulista enfrenta diariamente outros fantasmas, como a violência escolar, a  falta de estrutura e a ausência de um projeto pedagógico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Livros e  revistas enviados às escolas estaduais durante o governo de José Serra ficaram  famosos pelos erros grotescos, como um mapa com dois Paraguais, e conteúdos  inadequados para a idade dos estudantes.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Dinheiro para a  mídia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Secretaria de Educação de São Paulo transformou a educação em  um rentável negócio editorial. Através da Fundação Para o Desenvolvimento da  Educação, a Secretaria comprou apostilas, livros e revistas sem licitação e,  muitas vezes, sem critério pedagógico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo o Blog NaMaria News,  “desde 2004, o governo tucano gastou cerca de R$ 250 milhões com a compra de  publicações dos Grupos Abril, Folha, Estadão, Globo/Fundação Roberto  Marinho.”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitas das publicações adquiridas têm caráter pedagógico  duvidoso. A Secretaria comprou, por exemplo, revistinhas da Turma da Mônica e do  Cascão para distribuir nas escolas, por quase R$ 27 milhões. Com a Editora  Abril, a Secretaria gastou aproximadamente R$ 18 milhões só com lotes da Revista  Recreio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Bancada do PT na Assembleia Legislativa já apresentou inúmeros  pedidos de informação sobre as compras sem licitação realizadas pela Secretaria  da Educação, que também estão sendo investigadas pelo Ministério Público  Estadual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar dos projetos focados na leitura, como o Ler e Escrever e  o Sala de Leitura, a maioria das 5 mil escolas estaduais não têm bibliotecas e,  mesmo as salas de leitura existentes são despreparadas para incentivar o hábito  da leitura nos estudantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem apresentar soluções para o Magistério,  torna-se impossível atrair os melhores alunos para a carreira e resolver  problemas como a evasão, o déficit de aprendizagem dos estudantes e resgatar o  papel transformador da Educação.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-349378853916784213?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/349378853916784213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=349378853916784213' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/349378853916784213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/349378853916784213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/com-psdb-em-sp-dia-do-professor-e.html' title='Com PSDB em SP, Dia do Professor é lembrado com indignação'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-6122338654639069865</id><published>2010-10-15T19:50:00.001-03:00</published><updated>2010-10-23T16:28:17.655-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>O voto do Nordeste, para além do preconceito</title><content type='html'>&lt;h1 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Tânia Bacelar: O voto do Nordeste, para além do preconceito&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt; &lt;h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A ampla vantagem da candidata Dilma Rousseff no primeiro turno no Nordeste  reacende o preconceito de parte de nossas elites e da grande mídia face às  camadas mais pobres da sociedade brasileira e em especial face ao voto dos  nordestinos. Como se a população mais pobre não fosse capaz de compreender a  vida política e nela atuar em favor de seus interesses e em defesa de seus  direitos. Não “soubesse” votar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Por Tânia Bacelar de  Araujo*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Desta vez, a correlação com os programas de proteção social,  em especial o “Bolsa Família” serviu de lastro para essas análises parciais e  eivadas de preconceito. E como a maior parte da população pobre do país está no  Nordeste, no Norte e nas periferias das grandes cidades (vale lembrar que o  Sudeste abriga 25% das famílias atendidas pelo “Bolsa Família”), os “grotões”-  como nos tratam tais analistas – teriam avermelhado. Mas os beneficiários destes  Programas no Nordeste não são suficientemente numerosos para responder pelos  percentuais elevados obtidos por Dilma no primeiro turno : mais de 2/3 dos votos  no MA, PI e CE, mais de 50% nos demais estados, e cerca de 60% no total ( contra  20% dados a Serra). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A visão simplista e preconceituosa não consegue dar  conta do que se passou nesta região nos anos recentes e que explica a tendência  do voto para Governadores, parlamentares e candidatos a Presidente no Nordeste. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A marca importante do Governo Lula foi a retomada gradual de políticas  nacionais, valendo destacar que elas foram um dos principais focos do desmonte  do Estado nos anos 90. Muitas tiveram como norte o combate às desigualdades  sociais e regionais do Brasil. E isso é bom para o Nordeste. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Por outro  lado, ao invés da opção estratégica pela “inserção competitiva” do Brasil na  globalização - que concentra investimentos nas regiões já mais estruturadas e  dinâmicas e que marcou os dois governos do PSDB -, os Governos de Lula optaram  pela integração nacional ao fundar a estratégia de crescimento na produção e  consumo de massa, o que favoreceu enormemente o Nordeste. Na inserção  competitiva, o Nordeste era visto apenas por alguns “clusters” (turismo,  fruticultura irrigada, agronegócio graneleiro...) enquanto nos anos recentes a  maioria dos seus segmentos produtivos se dinamizaram, fazendo a região ser  revisitada pelos empreendedores nacionais e internacionais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Por seu  turno, a estratégia de atacar pelo lado da demanda, com políticas sociais,  política de reajuste real elevado do salário mínimo e a de ampliação  significativa do crédito, teve impacto muito positivo no Nordeste. A região  liderou - junto com o Norte - as vendas no comercio varejista do país entre 2003  e 2009. E o dinamismo do consumo atraiu investimentos para a região. Redes de  supermercados, grandes magazines, indústrias alimentares e de bebidas, entre  outros, expandiram sua presença no Nordeste ao mesmo tempo em que as pequenas e  medias empresas locais ampliavam sua produção. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Além disso, mudanças nas  políticas da Petrobras influíram muito na dinâmica econômica regional como a  decisão de investir em novas refinarias (uma em construção e mais duas  previstas) e em patrocinar - via suas compras - a retomada da indústria naval  brasileira, o que levou o Nordeste a captar vários estaleiros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Igualmente importante foi a política de ampliação dos investimentos em  infra-estrutura – foco principal do PAC – que beneficiou o Nordeste com recursos  que somados tem peso no total dos investimentos previstos superior a  participação do Nordeste na economia nacional. No seu rastro,a construção civil  “bombou” na região. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A política de ampliação das Universidades Federais e  de expansão da rede de ensino profissional também atingiu favoravelmente o  Nordeste, em especial cidades médias de seu interior. Merece destaque ainda a  ampliação dos investimentos em C&amp;amp;T que trouxe para Universidades do Nordeste  a liderança de Institutos Nacionais – antes fortemente concentrados no Sudeste -  dentre os quais se destaca o Instituto de Fármacos ( na UFPE) e o Instituto de  Neurociências instalado na região metropolitana de Natal sob a liderança do  cientista brasileiro Miguel Nicolelis que organizará uma verdadeira “cidade da  ciência” num dos municípios mais pobres do RN ( Macaíba). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Igualmente  importante foi quebrar o mito de que a agricultura familiar era inviável. O  PRONAF mais que sextuplicou seus investimentos entre 2002 e 2010 e outros  programas e instrumentos de política foram criados ( seguro – safra , Programa  de Compra de Alimentos, estimulo a compras locais pela Merenda Escolar, entre  outros) e o recente Censo Agropecuário mostrou que a agropecuária de base  familiar gera 3 em cada 4 empregos rurais do país e responde por quase 40% do  valor da produção agrícola nacional. E o Nordeste se beneficiou muito desta  política, pois abriga 43% da população economicamente ativa do setor agrícola  brasileiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Resultado: o Nordeste liderou o crescimento do emprego  formal no país com 5,9% de crescimento ao ano entre 2003 e 2009, taxa superior a  de 5,4% registrada para o Brasil como um todo, e aos 5,2% do Sudeste, segundo  dados da RAIS. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Daí a ampla aprovação do Governo Lula em todos os Estados  e nas diversas camadas da sociedade nordestina se refletir na acolhida a Dilma.  Não é o voto da submissão - como antes - da desinformação, ou da ignorância. É o  voto da auto- confiança recuperada, do reconhecimento do correto direcionamento  de políticas estratégicas e da esperança na consolidação de avanços alcançados –  alguns ainda insipientes e outros insuficientes. É o voto na aposta de que o  Nordeste não é só miséria (e, portanto, “Bolsa Família”), mas uma região plena  de potencialidades. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Tânia Bacelar de Araujo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; é especialista em  desenvolvimento regional, economista, socióloga e professora do Departamento de  Economia da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-6122338654639069865?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/6122338654639069865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=6122338654639069865' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/6122338654639069865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/6122338654639069865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/o-voto-do-nordeste-para-alem-do.html' title='O voto do Nordeste, para além do preconceito'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-6018810682483734335</id><published>2010-10-14T19:29:00.001-03:00</published><updated>2010-10-23T16:28:32.713-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mídia (PIG)'/><title type='text'>“Monica Serra já fez um aborto e sou solidária à sua dor”, afirma ex-aluna da mulher de presidenciável</title><content type='html'>&lt;h1 class="singlePageTitle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Monica Serra já fez um aborto e sou solidária à sua  dor”, afirma ex-aluna da mulher de presidenciável&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt; &lt;div style="WIDTH: 209px" id="attachment_185828" class="wp-caption alignleft"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://correiodobrasil.com.br/monica-serra-ja-fez-um-aborto-e-sou-solidaria-a-sua-dor-afirma-ex-aluna-da-mulher-de-presidenciavel/185824/monicaserra/" rel="attachment wp-att-185828"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;img class="size-medium wp-image-185828 " title="Arquivo CdB" alt="Monica Serra" src="http://uploads.correiodobrasil.com.br/wp-content/uploads/2010/10/monicaserra-199x300.jpg" width="199" height="300" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="wp-caption-text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sylvia Monica Serra foi professora de dança na  Unicamp&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O desempenho do presidenciável tucano, José Serra, no debate do último  domingo pela &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;TV Bandeirantes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, foi a gota d’água para uma eleitora  brasileira. O silêncio do candidato diante da reclamação formulada pela  adversária, Dilma Rousseff (PT) – de que fora acusada pela mulher dele, a  ex-bailarina e psicoterapeuta Sylvia Monica Allende Serra, de “matar  criancinhas” –, causou indignação em Sheila Canevacci Ribeiro, a ponto de  levá-la até sua página em uma rede social, onde escreveu um desabafo que tende a  abalar o argumento do postulante ao Palácio do Planalto acerca do tema que  divide o país, no segundo turno das eleições. A coreógrafa Sheila Ribeiro  relata, em um depoimento emocionado, que a ex-professora do Instituto de Artes  da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Monica Serra relatou às alunas da  turma de 1992, em sala de aula, que foi levada a fazer um aborto “no quarto mês  de gravidez”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Em entrevista exclusiva ao &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Correio do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, na noite desta  segunda-feira, Sheila deixa claro que não era partidária de Dilma ou de Serra no  primeiro turno: “Votei no Plínio (de Arruda Sampaio)”, declara. Da mesma forma,  esclarece ser apenas uma eleitora, com cidadania brasileira e canadense, que  repudiou o ambiente de hipocrisia conduzido pelo candidato da aliança de  direita, ao criminalizar um procedimento cirúrgico a que milhões de brasileiras  são levadas a realizar em algum momento da vida. Sheila, durante a entrevista,  lembra que no Canadá este é um serviço prestado em clínicas e hospitais do  Estado, como forma de evitar a morte das mulheres que precisam recorrer à medida  “drástica e contundente”, como fez questão de frisar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;No texto, intitulado “Respeitemos a dor de Mônica Serra”, Sheila Ribeiro  repete a pergunta de Dilma, que ficou sem resposta:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;– Se uma mulher chega em um hospital doente, por ter feito um aborto  clandestino, o Estado vai cuidar de sua saúde ou vai mandar prendê-la?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="TEXT-DECORATION: underline"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Leia o texto, na íntegra:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Respeitemos a dor de Mônica Serra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Meu nome é Sheila Ribeiro e trabalho como artista no Brasil. Sou bailarina e  ex-estudante da Unicamp onde fui aluna de Mônica Serra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Aqui venho deixar a minha indignação no posicionamento escorregadio de José  Serra, que no debate de ontem (domingo), fazia perguntas com o intuito de fazer  sua campanha na réplica, não dialogando em nenhum momento com a candidata Dilma  Roussef.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Achei impressionante que o candidato Serra evita tocar no assunto da  descriminalização do aborto, evitando assim falar de saúde pública e de  respeitar tantas mulheres, começando pela sua própria mulher. Sim, Mônica Serra  já fez um aborto e sou solidária à sua dor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Com todo respeito que devo a essa minha professora, gostaria de revelar  publicamente que muitas de nossas aulas foram regadas a discussões sobre o  aborto, sobre o seu aborto traumático. Mônica Serra fez um aborto. Na época da  ditadura, grávida de quatro meses, Mônica Serra decidiu abortar, pois que seu  marido estava exilado e todos vivíamos uma situação instável. Aqui está a prova  de que o aborto é uma situação terrível, triste, para a mulher e para o casal, e  por isso não deve ser crime, pois tantas são as situações complexas que levam  uma mulher a passar por essa situação difícil. Ninguém gosta de fazer um aborto,  assim como o casal Serra imagino não ter gostado. A educação sobre a  contracepção deve ser máxima para que evitemos essa dor para a mulher e para o  Estado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Assim, repito a pergunta corajosa de minha presidente, Dilma Roussef, que  enfrenta a saúde pública cara a cara com ela: se uma mulher chega em um hospital  doente, por ter feito um aborto clandestino, o Estado vai cuidar de sua saúde ou  vai mandar prendê-la?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Nesse sentido, devemos prender Mônica Serra caso seu marido seja eleito  presidente?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Pelo Brasil solidário e transparente que quero, sem ameaças, sem  desmerecimento da fala do outro, com diálogo e pelo respeito à dor calada de  Mônica Serra,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“VOTO DILMA”, registra, em letras maiúsculas, no texto publicado em sua  página no Facebook, nesta segunda-feira, às 10h24.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Reflexão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Diante da imediata repercussão de suas palavras, Sheila acrescentou em sua  página um comentário no qual afirma ser favorável “à privacidade das  pessoas”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Inclusive da minha. Quando uma pessoa é um personagem público, ela  representa muitas coisas. Escrevi uma reflexão, depois de assistir a um debate  televisivo onde a figura simbólica de Mõnica Serra surgiu. Ali uma  incongruência: a pessoa que lutou na ditadura e que foi vítima de repressão como  mulher (com evento trágico naquele caso, pois que nem sempre o aborto é trágico  quando é legalizado e normalizado) versus a mulher que luta contra a  descriminalização do aborto com as frases clássicas do “estão matando as  criancinhas”. Quem a Mônica Serra estaria escolhendo ser enquanto pessoa  simbólica? Se é que tem escolha – foi minha pergunta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Muitas pessoas públicas servem-se de suas histórias como bandeiras pelos  direitos humanos ou, ainda, ficam quietas quando não querem usá-las. Por isso  escrevi ‘respeitemos a dor’. Para mim é: respeitemos que muita gente já lutou  pra que o voto existisse e que para que cada um pudesse votar, inclusive nulo;  muita monica-serra-pessoa já sofreu no Brasil e em outros países na repressão  para que outras mulheres pudessem escolher o que fazer com seus corpos e muitas  monicas-serras simbólicas já impediram que o aborto fosse descriminalizado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Muitas pessoas já foram lapidadas em praça pública por adultério e muitas  outras lutaram pra que a sexualidade de cada um seja algo de direito. A minha  questão é: uma pessoa que é lapidada em praça pública não faz campanha pela  lapidação, então respeitemos sua dor, algo está errado. Se uma pessoa pública  conta em público que foi lapidada, que foi vítima, que foi torturada, que  sofreu, por motivos de repressão, esse assunto deve ser respeitadíssimo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Vinte por cento da população fazem abortos e esses 20% tem o direito  absoluto de ter sua privacidade, no entanto quando decidem mostrar-se  publicamente não entendo que estes assimilem-se ao repressor”, acrescentou a  ex-aluna de Monica Serra, que teria relatado a experiência, traumática, às  alunas da turma de 1992.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Exílio e ditadura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sheila diz ainda, em seu depoimento, que “muitas pessoas querem ‘explicações”  para o fato de ela declarar, publicamente, o que a ex-professora disse às suas  alunas na Unicamp.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Eu sou apenas uma pessoa, uma mulher, uma cidadã que viu um debate e que se  assustou, se indignou e colocou seu ponto de vista na internet. Ao ver Dilma  dizendo que Mônica falou algo sobre ‘matar criancinhas’, duvidei.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Duvidei porque fui sua aluna e compartilhei do que ela contou, publicamente  (que havia feito um aborto), em sala de aula. Eu me disse que uma pessoa que  divide sua dor sobre o aborto, sobre o exílio e sobre a ditadura, não diria  nunca uma atrocidade dessas, mesmo sendo da oposição. Essa afirmação de  ‘criancinhas assassinadas’ é do nível do ‘comunista come criancinha’. A Mônica  Serra é mais classe do que isso (e, aliás, gosto muito dela, apesar do Serra não  ser meu candidato).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Por isso, deixei claro o meu posicionamento que o aborto não pode ser  considerado um crime – como não é na Itália, na França e em outros países. Nesse  sentido não quero ser usada como uma ‘denunciadora de um ‘delito’. Ao contrário,  estou relembrando na internet, aos meus amigos de FB (Facebook), que o aborto é  uma questão complexa que envolve a todos e que, como nos países decentes, não  pode ser considerado um crime – mas deve ser enfrentado como assunto de  saúde.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“O Brasil tem muitos assuntos a serem tratados, vamos tratá-los com o carinho  e com a delicadeza que merece.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Agora volto ao meu trabalho”, conclui Sheila o seu relato na página da rede  social.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sem resposta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Diante da afirmativa da ex-aluna de Sylvia Monica Serra, o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Correio do  Brasil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; procurou pelo candidato, no Twitter, às 23h57:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“@joseserra_ Sr. candidato Serra. Recebemos a informação de que Dnª Monica  Serra teria feito um aborto. O sr. tem como repercutir isso?”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Da mesma forma, foi encaminhado um e-mail à assessoria de imprensa e,  posteriormente, um contato telefônico com o comitê de Serra, em São Paulo. Até o  fechamento desta matéria, às 1239h desta quarta-feira, porém, não houve qualquer  resposta à pergunta. O candidato, a exemplo do debate com a candidata petista,  novamente optou pelo silêncio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;!--       &lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;strong&gt;URL curta&lt;/strong&gt;: http://correiodobrasil.com.br/?p=185824&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;       --&gt;&lt;!-- início matérias mais populares de hoje --&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-6018810682483734335?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/6018810682483734335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=6018810682483734335' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/6018810682483734335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/6018810682483734335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/monica-serra-ja-fez-um-aborto-e-sou_14.html' title='“Monica Serra já fez um aborto e sou solidária à sua dor”, afirma ex-aluna da mulher de presidenciável'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-5736397268724966177</id><published>2010-10-13T21:50:00.000-03:00</published><updated>2010-10-13T22:33:19.256-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Paulo Preto: novas denúncias revelam mar de lama no governo Serra</title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;div style="WIDTH: 415px" class="imagem-box imagem-box-3"&gt; &lt;address&gt;&lt;/address&gt;&lt;img alt=" Paulo Preto" src="http://admin.paginaoficial1.tempsite.ws/admin/arquivos/biblioteca/bom_de_bico11246.jpg" width="413" /&gt;  &lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Matéria da revista IstoÉ já havia denunciado várias maracutaias do  engenheiro. Agora surgem novas e pesadas denúncias que podem acabar com a falsa  fama de "honesto" de José Serra&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;A bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo concedeu entrevista  coletiva na tarde desta quarta-feira (13) para revelar novas suspeitas de casos  de corrupção envolvendo o chamado "homem-bomba" do PSDB, o engenheiro Paulo  Vieira de Souza, também conhecido como Paulo Preto. Integrande do grupo do agora  senador eleito Aloysio Nunes Ferreira, Preto era homem de confiança dos tucanos  paulistas até que foi acusado de sumir com quatro milhões de reais do "caixa 2"  da campanha de Serra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;As maracutais envolvendo o ex-presidente da  Dersa, Paulo Preto, já eram bastante conhecidas nos bastidores do mundo  político. Matérias da revista &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Veja&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; (&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/homem-bomba-tucano-aloysio-nunes" target="_blank"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;clique aqui para ler&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;) e da revista &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;IstoÉ&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; (&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.istoe.com.br/reportagens/95231_UM+TUCANO+BOM+DE+BICO" target="_blank"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;leia aqui&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;) já tinham trazido à tona graves suspeitas sobre o  engenheiro que ocupou cargos de grande importância no governo paulista na gestão  do então governador José Serra (PSDB). Mas o nome de Paulo Preto foi jogado sob  holofotes mais intensos depois que a candidata do PT à presidência da República,  Dilma Rousseff, durante o debate da Rede Bandeirantes, no último domingo (10),  citou o desvio de R$ 4 milhões do caixa de campanha de José Serra. O dinheiro  teria sido arrecadado por Paulo Preto junto a empreiteiras e depois  sumido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Durante o debate e no dia seguinte, o candidato José Serra disse  que não conhecia Paulo Vieira de Souza, mas depois voltou atrás. Nesta  terça-feira (12), durante evento em Aparecida do Norte, Serra saiu em defesa do  ex-presidente da Dersa e disse que ele é inocente e também que já foi eleito o  Engenheiro do Ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Denúncias sufocadas pelos tucanos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Com o  nome de Paulo Preto ganhando espaço na mídia, a bancada do PT resolveu  reapresentar algumas denúncias envolvendo não só Paulo Vieira de Souza mas  também o ex-governador José Serra e o atual presidente da Dersa, José Max Reis  Alves. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;As denúncias de tráfico de influência, desvio de dinheiro público  e improbidade administrativa endossam a representação que os deputados petistas  devem encaminhar nesta quinta-feira à Procuradoria Geral de Justiça de São  Paulo. São denúncias que já circularam pela Assembléia Legislativa de São Paulo  mas foram sufocadas pela maioria governista aliada aos tucanos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Agora,  com o assunto ocupando a pauta eleitoral, os deputados petistas têm esperança  que as denúncias sejam finalmente investigadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;img hspace="5" alt="" vspace="5" align="left" src="http://admin.paginaoficial1.tempsite.ws/admin/arquivos/biblioteca/aloysio10749.jpg" width="300" height="188" style="text-align: justify;" /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Paulo Preto tem estreitas ligações políticas e pessoais com  Aloysio Nunes Ferreira Filho (foto ao lado), ex-secretário da Casa Civil de São  Paulo e senador eleito pelo PSDB em São Paulo. Vieira de Souza e Aloysio se  conhecem há mais de 20 anos. Quando, no ano passado, o tucano sonhou em ser o  candidato de seu partido ao governo de São Paulo, Vieira de Souza foi  apresentado como seu “interlocutor” junto ao empresariado. A proximidade entre  os dois é tão grande que a família dele contribuiu para que o ex-secretário  comprasse seu apartamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Trajetória repleta de episódios  nebulosos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;“Trata-se de uma trajetória repleta de episódios  nebulosos", disse o líder da Bancada do PT, Antonio Mentor, em referência a  Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Segundo Mentor, antes de sair da  Dersa, no final de 2009, Preto foi ainda acusado de favorecimento na indicação  da própria filha, a advogada Priscila Arana de Souza Zahran, para o Escritório  Edgard Leite Advogados Associados, que defende a Dersa e as mesmas construtoras  que deveriam ser fiscalizadas pela estatal, no Tribunal de Contas da União e  Tribunal de Contas do Estado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Deputado eleito e presidente do PT  Estadual, Edinho Silva, destacou o acesso a informações privilegiadas que a  advogada tinha, ao atuar em um escritório que atendia empreiteiras fiscalizadas  por se próprio pai. "É evidente o conflito de interesses", explicou  Edinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;As empreiteiras atendidas pelo escritório onde trabalha a filha  do ex-presidente da Dersa atuaram nas principais obras viárias do Estado, como o  Rodoanel, a Nova Marginal e a extensão da Avenida Jacu-Pêssego. Paulo Vieira de  Souza era o responsável, por exemplo, por autorizar o pagamento a estas  empreiteiras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;"O contrato mais emblemático refere-se à extensão da  Avenida Jacu-Pêssego. Nós, da Bancada do PT, fomos até a Dersa, por causa das  desapropriações que a obra iria provocar. Paulo Preto foi acintoso, violento e  ameaçador", relatou o deputado Adriano Diogo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Festa de R$ 1 milhão e  ameaça a padre&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O estilo do ‘tocador de obras’ do ex-governador José  Serra também aparece nas festas que ele promove. “A festa de aniversário que ele  realizou em março de 2009, na Casa das Caldeiras, custou R$ 1 milhão, e teve  direito até a camelos e odaliscas”, denunciou o líder da Bancada do PT.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O  deputado Adriano Diogo relatou ainda um episódio que mostra o estilo truculento  do tucano Paulo Preto. Segundo Diogo, durante uma reunião para tratar dos  interesses de centenas de famílias que estavam ameaçadas de despejo por causa  das obras da avenida Jacú Pêssego, Paulo Preto lançou ameaças e grosserias  contra o padre Franco Torresi, que estava na reunião como representante das  comunidades ameaçadas de perder suas casas. "O Paulo Preto nos recebeu a  contra-gosto e foi super grosseiro. Contou que durante o governo FHC ocupou  cargos na área penitenciária e dirigindo-se ao padre Torresi fez um comentário  em tom de ameaça. Disse que se tivesse conhecido o padre na época da ditadura,  teria o colocado no pau (de arara, instrumento de tortura) e o padre não estaria  ali enchendo o saco", relatou Diogo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A fama de arrogante e truculento de  Paulo Preto é confirmada por um ilustre tucano. O atual governador de São Paulo,  Alberto Goldman, chegou a escrever um e-mail a José Serra reclamando do estilo  de Paulo Preto. Na mensagem, Goldman diz que o ex-diretor da Dersa é  incontrolável, "vaidoso" e "arrogante".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Vínculo com o esquema PC  Farias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A representação da Bancada do PT pede a instauração de um  inquérito civil público para apurar os indícios de irregularidades. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A  representação dos deputados petistas também pede à Procuradoria investigação  sobre o atual presidente da estatal, José Max Reis Alves, que já integrava a  diretoria da DERSA na gestão de Paulo Vieira de Souza e foi acusado de  participar do Esquema PC Farias, a máfia que atuou durante o Governo Collor, no  início da década de 90.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Esta é a segunda representação que a Bancada do  PT envia à Justiça sobre o ‘caso Paulo Preto’. O primeiro pedido de  investigação, formulado em maio de 2009, está vinculado à Operação Castelo de  Areia da Polícia Federal. “Estive reunido na semana passada com o Procurador  (Fernando Grella Vieira) e o caso tramita em segredo de Justiça”, explicou o  deputado Antonio Mentor&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-5736397268724966177?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/5736397268724966177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=5736397268724966177' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/5736397268724966177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/5736397268724966177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/paulo-preto-novas-denuncias-revelam-mar.html' title='Paulo Preto: novas denúncias revelam mar de lama no governo Serra'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-2999738791561841288</id><published>2010-10-13T15:48:00.000-03:00</published><updated>2010-10-13T22:33:11.744-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mídia (PIG)'/><title type='text'>Chefão da Veja confessa apoio a Serra</title><content type='html'>&lt;h3 class="post-title entry-title" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-weight: normal; font-size: small; "&gt;Na semana passada, durante o MaxiMídia  – Fórum Internacional de Marketing e Comunicação, em São Paulo, o presidente do  Conselho da Editora Abril, Roberto Civita, defendeu abertamente o ativismo  político dos meios de comunicação e elogiou o Estadão, que manifestou seu apoio  ao demotucano José Serra em editorial. Segundo reportagem do Portal Imprensa, no  painel “Papo de CEO”, o capo da famíglia Civita confessou o que só os ingênuos  não sabiam:&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="post-body entry-content"&gt;&lt;div class="post-body entry-content"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O jornal [Estadão], assim como a maioria da imprensa, tem  seguido durante toda a cobertura das eleições a premissa de que José Serra tem  melhores condições que Dilma para assumir a presidência do Brasil”. O chefão da  Abril, que edita a escrota Veja, afirmou que “considera mais difícil os meios de  comunicação assumirem uma cobertura neutra sobre a política no país. Civita  também defendeu no encontro a liberdade de imprensa e criticou qualquer  autorregulamentaçao por parte dos veículos. ‘Cada empresa deve se regulamentar’,  concluiu”, relata o Portal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O promíscuo “ativismo  político”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A confissão de Roberto Civita deveria servir de puxão  de orelha para muitas pessoas – inclusive “inocentes” jornalistas – que ainda  acreditam numa pretensa neutralidade da mídia. A revista Veja, “assim como a  maioria da imprensa”, tem lado. Defende, aberta ou sutilmente, interesses  políticos e econômicos de classe da elite burguesa. Na disputa presidencial em  curso, ela aposta todas as suas fichas em José Serra, sem qualquer escrúpulo ou  imparcialidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caso da Veja, seu “ativismo político” ocorre inclusive  por motivos comerciais bem sinistros. Os tucanos mantêm uma relação promíscua,  que cheira corrupção, com a famíglia Civita. Uma simples Comissão Parlamentar de  Inquérito (CPI) poderia até levar ao fechamento desta editora, por suas relações  patrimonialistas que sugam os cofres públicos. Se a Dra. Sandra Cureau,  vice-procuradora regional eleitoral, fosse mais séria, as contas da Abril  resultariam num escândalo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O “mensalão” pago pelos  tucanos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Repito, até a exaustão, um levantamento feito pelo blog  NaMariaNews, uma excelente fonte de informação sobre os negócios do atual  governo paulista na área de educação. Numa minuciosa pesquisa aos editais  publicados no Diário Oficial, o blog descobriu o que parece ser um autêntico  “mensalão” pago pelo tucanato ao Grupo Abril. Veja algumas das mamatas:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-  DO [Diário Oficial] de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita. Assinatura  da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual. Prazo: 300 dias.  Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007. No seu despacho, a  diretora de projetos especial da secretaria declara ‘inexigível licitação, pois  se trata de renovação de 18.160 assinaturas da revista Nova Escola’.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- DO  de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de 6.000 assinaturas da revista  Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00. Data da assinatura:  14/03/2008.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de  415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$ 2.437.918,00.  Data da assinatura: 15/04/2008.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- DO de 12 de agosto de 2008. Editora  Abril. Aquisição de 5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias.  Valor: R$ 1.840.335,00. Data da assinatura: 23/07/2008.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- DO de 22 de  outubro de 2008. Editora Abril. Impressão, manuseio e acabamento de 2 edições do  Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 4.363.425,00. Data da assinatura:  08/09/2008.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita.  Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias. Valor:  R$ 3.740.000,00. Data da assinatura: 01/10/2008.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- DO de 11 de fevereiro  de 2009. Editora Abril. Aquisição de 430.000 exemplares do Guia do Estudante.  Prazo: 45 dias. Valor: R$ 2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-  DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de 25.702 assinaturas da  revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$ 12.963.060,72. Data da assinatura:  09/04/2009.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de 5.449  assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80. Data da  assinatura: 18/05/2009.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril.  Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da  publicação Atualidades – Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$  3.143.120,00. Data da assinatura: 10/06/2009.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Negócios de R$ 34,7  milhões&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somente com as aquisições de quatro publicações  “pedagógicas” e mais as assinaturas da Veja, o governo tucano de José Serra  transferiu, dos cofres públicos para as contas do Grupo Civita, R$ 34.704.472,52  (34 milhões, 704 mil, 472 reais e 52 centavos). A maracutaia é tão descarada que  o Ministério Público Estadual já acolheu representação do deputado federal Ivan  Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil número 249 para apurar  irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista e a Editora Abril  na compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta “comprinha”  representa quase 25% da tiragem total da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7  milhões aos cofres do ‘barão da mídia’ Victor Civita. Mas este não é o único  caso de privilégio ao Grupo Abril. O tucano Serra também apresentou proposta  curricular que obriga a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições  encalhadas do ‘Guia do Estudante’, outra publicação do grupo. Como observou o  deputado Ivan Valente, “cada vez mais, a Editora ocupa espaço nas escolas de São  Paulo. Isso totaliza, hoje, cerca de R$ 10 milhões de recursos públicos  destinados a esta instituição privada, considerando apenas o segundo semestre de  2008”.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-2999738791561841288?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/2999738791561841288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=2999738791561841288' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/2999738791561841288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/2999738791561841288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/chefao-da-veja-confessa-apoio-serra.html' title='Chefão da Veja confessa apoio a Serra'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-6560686731507709284</id><published>2010-10-13T15:20:00.001-03:00</published><updated>2010-10-13T22:33:05.478-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Leandro Fortes: de FHC a Serra, o PSDB virou trombeta da Opus Dei</title><content type='html'>&lt;h1 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;Fernando Henrique Cardoso é hoje um velho solitário de Higienópolis, por  onde zanza, esquecido, entre moradores indiferentes. Pelas ruas do nobre bairro  paulistano, FHC nem curiosidade mais desperta nos transeuntes, embora muitos  deles o aceitem como mau professor da aula magna do neoliberalismo ainda  ensaiada, agora em ritmo de Marcha sobre Roma, pelo candidato José Serra,  herdeiro político a quem despreza.&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h2&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Por Leandro Fortes, no blog  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Brasília, eu Vi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Serra escondeu Fernando Henrique ao longo de  toda a campanha eleitoral para só resgatá-lo quando, desfeita qualquer  possibilidade de uma vitória digna, os tucanos embicaram em direção à vala  golpista do moralismo antiaborto, do terrorismo religioso e da malandragem  política que faz de demônios miúdos símbolos sagrados da cristandade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;FHC  é ateu, embora tenha passado seus oito anos de mandato escapulindo das patrulhas  religiosas, diga-se, sem muito esforço, apoiado que era pela mídia e pelas  representações do grande capital. Era, por assim dizer, um santo do pau oco  ostensivamente tolerado por cardeais do PFL que o controlavam, beatos  interessados em dividir o pão das estatais a preço de banana ao mesmo tempo em  que vendiam indulgências políticas aos cristãos-novos do PSDB, estes,  alegremente ungidos pelo papa ACM I, o Herético. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não por outra razão,  céu e inferno se moveram, em conluio, para esconder na Espanha o filho bastardo  de Fernando Henrique com uma repórter da TV Globo enquanto durasse, na Terra, o  reinado do príncipe dos sociólogos. Assim foi feito. Fiat voluntas  tua.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Anjo caído na Praça Vilaboim, FHC não é mais sombra do que era, pelo  contrário, circula entre os mortais a remoer, aqui e ali, a mágoa de ter sido  esquecido pelos que tanto comeram em sua mão. Mesmo agora, que Serra, abençoado  pela Padroeira e batizado nas pias da TFP, encorajou-se a falar das  privatizações, o velho ex-presidente sabe que, para ele, mesmo as semelhanças se  tornaram distantes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Porque se FHC se moveu para a direita pelo viés  econômico, embalado pela onda mundial da globalização made USA, Serra decidiu se  jogar no precipício do fascismo sem máscaras nem rede de segurança, disposto a  arreganhar os dentinhos para defender os fetos que Dilma Rousseff pretende  assassinar, segundo avaliação criteriosa de Mônica Allende Serra, postulante ao  cargo de primeira-dama e, provavelmente, ao de inquisidora-mor do Santo Ofício  tucano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;De alguma maneira, no entanto, nos passos solitários que dá entre  a banca de jornal e a padaria da dourada comunidade onde vive, Fernando Henrique  Cardoso deve ter lá seus momentos de depressão mundana, ainda que, movido pela  vingança, nada faça para conter a insensatez e o ridículo de seus  correligionários e velhos companheiros empenhados, no alvorecer do século 21, a  jogar a política brasileira nas trevas da Idade Média. Faria melhor, na quadra  da vida em que se encontra, se barrasse, com a autoridade que lhe resta, essa  cruzada insana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Fernando Henrique sabe que foi graças a ele, às alianças  e escolhas que fez, que o PSDB, força política nascida como anunciação de novos  tempos de ética e de igualdade social, transformou-se na trombeta do apocalipse  da Opus Dei, seita fundamentalista católica onde se ajoelha e reza o governador  eleito de São Paulo Geraldo Alckmin.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não é possível não lhe vir, lá no  fundo do peito, um quê de amargura ao vislumbrar o quão graúdas e salientes se  tornaram as serpentes que plantou em ovos na democracia brasileira, sobretudo a  mais virulenta delas, em plena e venenosa atividade, entocada no Supremo  Tribunal Federal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Talvez seja a hora de FHC se confessar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-6560686731507709284?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/6560686731507709284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=6560686731507709284' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/6560686731507709284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/6560686731507709284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/leandro-fortes-de-fhc-serra-o-psdb.html' title='Leandro Fortes: de FHC a Serra, o PSDB virou trombeta da Opus Dei'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-196601852458189914</id><published>2010-10-13T01:04:00.004-03:00</published><updated>2010-10-13T22:32:49.416-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>A educação pública em São Paulo é uma vergonha</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Em reportagem até a folha aliada dos tucanos paulistas que já estão no poder em São Paulo a 16anos, comenta os péssimos resultados da educação pública no estado de São Paulo, depois da implantação da progressão continuada( onde o aluno passa de ano sem saber nada) e as péssimas condições de trabalho do professor, sem falar no salário um dos mais baixos do país o estado esta na contra-mão do desenvolvimento do país. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Os resultados do Saresp, prova de português e matemática aplicada pelo governo  paulista, mostram que, na rede estadual, o desempenho dos alunos do 3º ano do  ensino médio não chega ao esperado para a 8ª série. A informação é de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Fábio  Takahashi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Talita Bedinelli&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, em reportagem publicada na &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Folha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;  (&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www1.folha.com.br/fsp/cotidian/ff2702201001.htm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;disponível&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;  para assinantes do jornal e do UOL). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O exame avalia os estudantes da 4ª e da 8ª séries do ensino fundamental e da  3ª série do médio. Em 2009, foi registrada melhora na 4ª série: a média subiu de  180 para 190,4 em português, numa escala que vai até 500. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O avanço foi mais tímido na 8ª série e inexistente no 3º ano do ensino médio,  ambos com desempenho abaixo do que é considerado ideal. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A gestão José Serra alega que, embora a situação não seja satisfatória,  políticas adotadas pelo governo melhoraram os resultados. Especialistas  classificaram como "pífio" ou "tímido" o desempenho dos alunos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Matemática e Português&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Os alunos da 3º série do ensino médio apresentaram redução de rendimento na  disciplina de matemática no ano de 2009 em comparação a 2008 (de 273,8 para  269,4). Ao todo, 58,3% dos estudantes que concluem o ensino médio têm  conhecimento insuficiente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Já a avaliação do desempenho dos estudantes em língua portuguesa teve  melhoria em todas as séries, com destaque para os alunos da 4º série que tiveram  elevação de 10,4 na escala de avaliação da secretaria, subindo de 180 para  190,4. Além disso, a porcentagem de alunos nos níveis suficiente (de 66,8% para  68,8%) e avançado (6,5% para 10,3) apresentaram elevação, enquanto os  insuficientes registraram queda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-196601852458189914?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/196601852458189914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=196601852458189914' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/196601852458189914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/196601852458189914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/educacao-publica-em-sao-paulo-e-uma.html' title='A educação pública em São Paulo é uma vergonha'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-2714773509752699206</id><published>2010-10-13T01:00:00.000-03:00</published><updated>2010-10-13T22:32:40.872-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trabalho'/><title type='text'>Franceses fazem mobilização histórica contra reforma de Sarkozy</title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Embora o governo conservador de Nicolas Sarkozy tenha afirmado que não dará  o braço a torcer, os sindicatos franceses venceram nesta terça-feira (12) uma  arriscada aposta na luta contra a reforma das aposentadorias. Com mobilização  recorde em uma nova jornada de greves e protestos, o movimento anunciou a  presença de 3,5 milhões de pessoas nas 244 manifestações convocadas em todo o  país.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Já se trata de um momento histórico. "Foi a maior jornada de  protestos" desde o começo da mobilização, disse Bernard Thibault,  secretário-geral da CGT, maior sindicato da França. A mobilização supera as  previsões anunciadas três jornadas de luta anteriores convocadas a partir de  setembro – que iam de 2,5 milhões a 3 milhões. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O Ministério do Interior  atribuiu a resposta da população nesta terça-feira à "forte presença de  estudantes secundaristas" nas marchas. Mesmo acuado pelo povo, o governo Sarkozy  diz descartar novas concessões nessa reforma, a principal da gestão, repleta de  pontos mais polêmicos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Uma das medidas inaceitáveis é aumentar de 60  para 62 anos a idade mínima legal para se aposentar e de 65 para 67 anos para a  obtenção de uma aposentadoria completa. A reforma já foi aprovada no Senado por  174 votos contra 159. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O Executivo modificou alguns pontos do projeto  inicial, ao conceder ajustes em favor das mães de três filhos, daqueles que  começaram a trabalhar jovens ou que realizam trabalhos difíceis. Mas o governo  declara que "está decidido a levar até o final" esta reforma supostamente  "razoável, justa e indispensável", conforme o despautério pronunciado nesta  terça-feira pelo primeiro-ministro François Fillon aos  deputados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Trabalhadores ferroviários e funcionários públicos e do setor  privado, assim como jovens professores e até bombeiros engrossavam a  manifestação parisiense desta terça. O protesto partiu às 14 horas locais de  Montparnasse em direção à Praça da Bastilha. Estavam presentes na marcha  milhares de estudantes do ensino secundário – um fator de peso na mobilização  social contra a reforma das aposentadorias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;"Se todo mundo se mobilizar,  algo vai acontecer", afirmou Louise, de 15 anos, estudante no famoso Liceu  Victor Hugo. A alguns metros, Isabelle Reigner, professora de História de mais  de 50 anos, disse acreditar que "esta mobilização mude alguma coisa. Espero a  anulação da lei".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Apoiadas por 69% dos franceses, segundo uma pesquisa do  instituto CSA, as greves desta terça-feira tiveram uma adesão de 17% a 53% no  setor público e foram prolongadas no transporte ferroviário, uma das categorias  mais ativas. Para esta quarta-feira (13) estão previstas mais assembleias  gerais, antes de uma nova jornada de manifestações no sábado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;No  aeroporto Roissy-Charles de Gaulle, 30% dos voos foram cancelados. Em Orly, são  50% cancelamentos, segundo a Direção Geral de Aviação Civil (DGAC). Em outras  áreas estratégicas, 11 das 12 refinarias da França estão em greve, que também  teve adesões importantes nos setores portuário, químico, energético e  metalúrgico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;"Peço ao governo que mostre responsabilidade. Sua teimosia  só leva ao risco de um confronto", disse a primeira secretária do Partido  Socialista, Martine Aubry, que voltou a pedir a retirada do projeto e a  realização de negociações. O governo prevê que a reforma será aprovada  definitivamente pelo Parlamento antes do final de outubro. Seu desenlace pode  ser crucial para eventuais planos de reeleição de Sarkozy em 2012.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-2714773509752699206?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/2714773509752699206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=2714773509752699206' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/2714773509752699206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/2714773509752699206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/franceses-fazem-mobilizacao-historica.html' title='Franceses fazem mobilização histórica contra reforma de Sarkozy'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-1232328605226962945</id><published>2010-10-12T10:25:00.000-03:00</published><updated>2010-10-13T22:32:31.719-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mídia (PIG)'/><title type='text'>Aborto é armadilha da direita</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A mídia evita tratar dos grandes temas para impor uma pauta carregada de  ignorância, preconceitos e dogmas religiosos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Por Altamiro Borges&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nas manchetes dos jornalões e nos monólogos da televisão, a direita tenta  forçar a candidatura Dilma Rousseff a discutir unicamente o tema do aborto. A  mídia evita tratar dos grandes temas nacionais, das diferenças abissais de  projetos entre os dois concorrentes no segundo turno e se esforça para impor uma  pauta carregada de ignorância, preconceitos e dogmas religiosos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A armadilha é visível. Na campanha, Dilma tratou o tema como uma questão de  saúde pública, evitando visões simplistas. Já o demotucano Serra até poderia ser  mais facilmente prejudicado pelos preconceitos. Como ministro da Saúde de FHC,  ele liberou o uso da “pílula do dia seguinte”. Em 1998, ele também foi  demonizado pela cúpula da Igreja Católica por normatizar a realização do aborto  nos casos previstos em lei. Agora, ele simplesmente foi poupado pela direita e  sua mídia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A demonização de Dilma&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Entre as baixarias da campanha da direita, muitos avaliam que este tema foi  um dos responsáveis pelas surpresas nos últimos dias do primeiro turno – queda  de Dilma Rousseff, identificada com as lutas  feministas, e crescimento de  Marina Silva, evangélica e conservadora. Serra, blindado pela mídia, acabou se  beneficiando da polêmica travada entre as duas candidatas mulheres.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O jogo sujo foi pesado. A Regional Sul da Conferência Nacional dos Bispos do  Brasil (CNBB), que contempla São Paulo, divulgou documento nas missas em que  “recomenda encarecidamente” que não se vote em Dilma por ser “contra a vida”.  Pela internet, um culto da Igreja Batista de Curitiba, visto por quase 3 milhões  de pessoas, mostra cenas fortes de fetos mortos e despedaçados, e o pastor  pedindo que não se vote na petista, que “defende o aborto e o casamento  gay”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Campanha fascista de boataria&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O impacto desta boataria foi corrosivo. Marcelo Déda, reeleito em Sergipe,  garante que “a queda de Dilma e o crescimento de Marina no final se deveram ao  recrudescimento do fundamentalismo religioso. É o efeito do púlpito nas  igrejas”. No mesmo rumo, Eduardo Campos, reeleito em Pernambuco, afirma que “nos  últimos quinze dias, especialmente, houve uma campanha fascista de boataria”. O  senador Marcelo Crivella, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, lembra que  “o pastor pode ter dificuldade para conseguir votos dos fiéis. Para tirar voto,  o efeito é inverso”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Apesar de vários alertas – o blogueiro Rodrigo Vianna foi um dos primeiros a  advertir sobre os estragos nas bases católicas e evangélicas –, o comando de  campanha de Dilma, sempre muito hermético, não percebeu o efeito nefasto da onda  de boatos. Agora, finalmente ela reconhece que subestimou o tema. “Foi uma   campanha perversa, com inverdades sobre o que penso, o que digo. Vamos fazer um  movimento no sentido de esclarecer com muita tranquilidade nossas posições... A  gente percebeu tarde, mas percebeu”, explica a candidata.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Da cegueira ao exagero&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O comando de campanha afirma, agora, que a reconquista destes votos passou a  ser prioridade no segundo turno. Ou seja, de um extremo ao outro – da cegueira  ao exagero. De fato, é necessário esclarecer a sociedade, principalmente os  setores religiosos mais conservadores. Mas este não é o principal tema da  campanha, nem sequer para os movimentos feministas mais lúcidos. Deve-se evitar  a armadilha imposta pela direita. O que está em debate, na sucessão, é o futuro  do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-1232328605226962945?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/1232328605226962945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=1232328605226962945' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/1232328605226962945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/1232328605226962945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/aborto-e-armadilha-da-direita.html' title='Aborto é armadilha da direita'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-8020188599883730935</id><published>2010-10-11T11:08:00.000-03:00</published><updated>2010-10-13T22:32:02.589-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>A última “gracinha” econômica das direitas na Europa</title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;"Uma das ideias mais daninhas que as direitas na União Europeia (Merkel,  Sarkozy, Rajoy) estão a propor é incluir uma emenda na Constituição dos seus  países que proíba ao estado ter déficits públicos". Artigo de Vicenç Navarro, no  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Informação Alternativa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, mostra os erros nos quais se baseiam estas  propostas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;"Uma das ideias mais daninhas que as direitas na União  Europeia (Merkel, Sarkozy, Rajoy) estão a propor é incluir uma emenda na  Constituição dos seus países que proíba ao estado ter déficits públicos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Argumenta-se que os estados têm que se comportar como as famílias e que,  portanto, não devem gastar mais dos que recebem. Esta postura, amplamente  estendida em meios conservadores e neoliberais, baseia-se em vários erros. Um  deles é que desconhece o comportamento econômico das famílias. Na realidade, as  famílias endividam-se constantemente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito poucas são as famílias que  quando compram uma casa ou um carro, por exemplo, pagam o seu custo total em  efetivo. A maioria endivida-se. Sem se endividarem, as famílias não poderiam  manter os seus níveis de vida. Pois o mesmo ocorre com o Estado. Daí o déficit e  a dívida pública.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preocupante uma elevada dívida pública? A resposta é  que depende de como se gere. Por exemplo, se uma família se endividou para ir de  férias ao Caribe, o caráter da dívida é diferente do endividamento que a família  tenha adquirido para facilitar os estudos dos filhos ou para comprar um carro  necessário para ir para o trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nestes dois últimos casos, os gastos  são investimentos necessários para aumentar agora ou no futuro o rendimento  familiar. No primeiro caso, a dívida familiar era um consumo e não um  investimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois o mesmo ocorre no caso dos Estados. Os estados podem  endividar-se para pagar os cortes fiscais que beneficiam os ricos (como foi  ocorrendo em grande parte dos países da UE, incluindo Espanha, onde as reformas  fiscais regressivas beneficiaram os rendimentos altos e o mundo financeiro e  empresarial), sendo essa uma das causas do crescimento da dívida pública [1]. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta é uma dívida não produtiva, pois foi gerada para proteger os  rendimentos dos ricos. Mas os estados podem endividar-se para investir em  infra-estruturas físicas e sociais necessárias para aumentar a produtividade, o  crescimento econômico, a criação de emprego e o nível de vida presente e futuro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daí que, no caso de o Estado não se endividar para fazer estes  investimentos, o nível de vida dos filhos seria pior que o dos seus pais, ponto  no qual é preciso insistir, pois os que querem eliminar o déficit e a dívida  sempre sublinham que ter uma dívida elevada é penalizar os filhos, que terão que  a pagar. É ao contrário, sem tais investimentos, não melhorará o país no qual  viverão os nossos filhos e netos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estes pontos elementares, que se  ensinam nos cursos introdutórios nas Políticas Públicas, são ignorados  constantemente por economistas e políticos neoliberais, que assumem que todos os  déficits e todas as dívidas públicas são maus. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E daí o seu errôneo  conselho de que há que eliminá-los. A realidade, no entanto, é diferente do  dogma neoliberal. E, tal como está a economia, a redução do déficit e da dívida  pública fará muito dano, pois a sua diminuição facilitará a recessão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste momento em que a procura de produtos e serviços é muito escassa  (resultado da crise econômica e financeira), é urgente e importante que haja uma  procura pública à base de aumentar a despesa pública, inclusive à custa de  aumentar o déficit e a dívida pública.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas existe outro erro que as  direitas cometem e é que, além de desconhecerem a necessidade de endividar-se  que as famílias têm, ignoram que o estado pode imprimir dinheiro e as famílias  não. Aí há uma diferença maior. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma função dos Bancos Centrais foi  precisamente a de imprimir dinheiro. Esta situação mudou com a introdução da  Espanha na zona euro. A partir de então, é o Banco Central Europeu quem imprime  o dinheiro e o empresta aos bancos, mas não aos estados (situação que mudou  recentemente), sendo o único Banco Central entre os Bancos Centrais das grandes  economias que não tem tal responsabilidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tanto o Banco Central  estadunidense (The Federal Reserve Board) como o Banco Central do Japão, ou o  Banco Central do Reino Unido, imprimem dinheiro que os estados utilizam para  pagar as suas dívidas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daí que o tamanho da dívida pública não seja o  indicador mais importante do endividamento público de um país, pois a única  dívida da qual o estado tem que pagar juros é a que se chama dívida líquida,  isto é, a dívida pública (os títulos do Estado) que gera juros que o Estado deve  pagar aos investidores privados que a possuem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daí se retira que a  informação mais importante não é a dívida bruta (que é a que constantemente se  cita), mas a dívida líquida. O Japão tem uma dívida bruta que representa 225% do  PIB, e em contrapartida tem que pagar juros de apenas 2% (Espanha tem que pagar  juros de 3,6%), e isso como consequência de a dívida líquida ser muito inferior  à bruta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daí o erro de querer baixar a dívida e o déficit, sem entender  que tanto o déficit como a dívida são entidades e conceitos mais complexos do  que as direitas parecem estar conscientes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por muito elevada que pareça a  dívida pública em Espanha (e não o é, pois está abaixo da média da UE-15), este  não é o maior problema que o nosso país tem, pois o tamanho da dívida liquida é  relativamente menor em Espanha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O maior problema da Espanha é o escasso  crescimento econômico e o elevado desemprego. E isso piorará com as medidas de  austeridade de despesa pública (incluindo despesa pública social) e com a  desregulamentação dos mercados de trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-size: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O que se requer é um  crescimento da despesa pública para estimular a economia e criar emprego. Será  tal crescimento que absorverá o déficit, diminuindo-o [2]. Daí que a aprovação  da proposta do PP seria uma medida enormemente negativa que impossibilitaria à  economia espanhola poder responder às recessões que periodicamente ocorrem na  vida econômica de um país&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-8020188599883730935?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/8020188599883730935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=8020188599883730935' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/8020188599883730935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/8020188599883730935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/ultima-gracinha-economica-das-direitas.html' title='A última “gracinha” econômica das direitas na Europa'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-8123964000617102015</id><published>2010-10-10T13:43:00.002-03:00</published><updated>2010-10-13T22:31:43.617-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>O pior analfabeto é o analfabeto político</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px; "&gt;“O pior analfabeto é o analfabeto politico. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, (...) do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo".&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-8123964000617102015?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/8123964000617102015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=8123964000617102015' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/8123964000617102015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/8123964000617102015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/o-pio-analfabeto-e-o-analfabeto.html' title='O pior analfabeto é o analfabeto político'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-1781487577525825314</id><published>2010-10-09T09:59:00.000-03:00</published><updated>2010-10-13T22:30:50.227-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mídia (PIG)'/><title type='text'>Folha pressiona Tribunal Militar: vale tudo para difamar Dilma</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;Com o editorial "Sigiloso tribunal militar", a Folha de S. Paulo  intensifica as pressões para que o STM lhe permita devassar o processo a que a presidenciável Dilma Rousseff respondeu durante a ditadura militar. Segundo o jornal, "mesmo que tais documentos se prestassem a 'uso político', isso seria legítimo numa democracia". Editorialistas antigamente eram demitidos por afirmações menos aberrrantes... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;por Celso Lungaretti*, em seu blog  Náufrago da Utopia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em nenhum momento a Folha toca no ponto que venho levantando desde 2008, quando do episódio algoz e vítima: o que esse processo contém é a versão unilateral de usurpadores do poder e terroristas de estado acerca dos que resistiam à sua tirania.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como a tortura era generalizada e bestial, os militantes presos reservavam suas forças para evitar fornecer informações que levassem à localização de outros companheiros, da rede logística e de planos importantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leia também: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;* Lungaretti: Folha trava batalha para obter munição contra Dilma&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seria insensatez aguentar pau-de-arara, choques e espancamentos para negar que tal ou qual companheiro participara de determinada ação; a regra não escrita era confirmarmos o que os torturadores já sabiam e o que eles acreditavam ser verdade, pois, afinal, nenhum de nós estava preocupado com enquadramentos penais naquele momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabíamos que as farsas encenadas nas auditorias militares serviam apenas para dar aparência de legalidade à fixação das penas que os serviços de Inteligência das Forças Armadas previamente estipulavam. Então, de que nos adiantaria aclarar o quadro?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os sites e correntes de e-mails da extrema-direita, evidentemente municiados por torturadores do passado como Brilhante Ustra, divulgam incessantemente esses sambas do crioulo doido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou apontado como jurado de um tribunal revolucionário que nem sei se ocorreu, como autor de um comunicado fantasioso e outras sandices.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, mesmo sem saber quais os participantes de cada ação (era informação restrita apenas a quem precisava mesmo saber), eu conhecia muito bem a sistemática operacional e posso afirmar categoricamente que, em quase todos os relatos que a extrema-direita difunde sobre sequestros de diplomatas, expropriações de bancos, etc., são apontados muito mais autores do que os nelas efetivamente envolvidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, o que o STM está até agora negando à Folha não são informações fidedignas, mas sim disparatadas ou desconexas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, como o eleitorado brasileiro ignora tais detalhes, tenderia a tomar como verdadeiras as acusações que os serviçais da ditadura fizeram a Dilma Rousseff, sejam lá quais forem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É uma pena que os petistas nos altos escalões governamentais não tenham se preocupado com isto em tempos mais amenos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cheguei a interpelar o secretário especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, exatamente sobre tal assunto, recebendo a resposta de que as prioridades imediatas eram outras e isto poderia esperar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou seja, não havia pressa em impedir que os fascistas continuassem nos caluniando impunemente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, o que se vê agora é o resultado de um grave erro daqueles que tinham o dever de zelar para que heróis e mártires deste país não fossem vilmente denegridos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto à repulsiva tendenciosidade da mídia golpista, nada mais é do que aquilo que dela já esperávamos. Não surpreende nem um pouco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;* Jornalista, escritor e ex-preso político&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-1781487577525825314?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/1781487577525825314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=1781487577525825314' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/1781487577525825314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/1781487577525825314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/folha-pressiona-tribunal-militar-vale.html' title='Folha pressiona Tribunal Militar: vale tudo para difamar Dilma'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-7628509195539360908</id><published>2010-10-07T20:04:00.000-03:00</published><updated>2010-10-13T22:30:50.228-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mídia (PIG)'/><title type='text'>A Midia comercial em guerra contra Lula e Dilma</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:1.0cm;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Sou profundamente a favor da liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso”pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:1.0cm;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Esta história de vida me avaliza fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a mídia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:1.0cm;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “família” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e xulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discussão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:1.0cm;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:1.0cm;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:1.0cm;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, anti progressista, antinacional e não contemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que continua achando que lhe pertence (p.16)”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:1.0cm;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascendente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidente de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:1.0cm;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coronéis e de “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa mídia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da mídia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:1.0cm;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:1.0cm;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão social e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituídas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:1.0cm;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção. O que está em jogo neste enfrentamento entre a mídia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:1.0cm;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da mídia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construído com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:1.0cm;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;*teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:1.0cm;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Por: &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Leonardo Boff*&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:-35.45pt;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:1.0cm;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-7628509195539360908?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/7628509195539360908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=7628509195539360908' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/7628509195539360908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/7628509195539360908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/midia-comercial-em-guerra-contra-lula-e.html' title='A Midia comercial em guerra contra Lula e Dilma'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-18823447385382363</id><published>2010-10-06T13:13:00.000-03:00</published><updated>2010-10-13T22:31:31.416-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Campanha Dilma vai explorar privatizações do governo FHC-Serra</title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Diante de cobranças feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por  governadores e senadores eleitos no último domingo (3), a campanha presidencial  de Dilma Rousseff, da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, terá ajustes.  Dilma deve usar os programas de TV para comparar seus projetos de governo à  plataforma do rival no segundo turno, José Serra (PSDB).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;A nova  estratégia inclui a retomada do tema das privatizações, numa reedição do que foi  feito em 2006. Na terça-feira (5), Dilma lembrou que o governo Lula também  atendeu à classe média e frisou que a campanha vai explorar as comparações na  área social e o viés privatizante do PSDB. "Nosso objetivo principal é deixar  cada vez mais claro que se trata do confronto entre dois projetos. Um projeto é  necessariamente uma volta ao passado", afirmou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Sem dúvida, a gente tem  que comparar a questão das privatizações. E o tratamento que eles deram à  Petrobras — quando tiraram até o que é mais brasileiros, que é o 'bras', e  tentaram colocar o 'brax'", disse, referindo-se à proposta subalterna do governo  FHC-Serra de trocar, em 2000, o nome da empresa para PetroBrax.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra  orientação foi tirar a agenda religiosa imediatamente do foco da campanha.  Durante reunião com governadores eleitos, também na terça-feira (5), no Palácio  da Alvorada, Lula disse que a campanha de Dilma tem de enfrentar a polêmica do  aborto — mas não pode deixar que o tema domine o segundo turno, fazendo o jogo  que interessa a José Serra. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao comentar o tema com a imprensa, Dilma  declarou que defende a vida. “Passei por uma experiência espiritual muito forte,  que foi o nascimento do meu neto." A imprensa, por sinal, receberá novo  tratamento, assim com as pessoas nas ruas. A palavra-de-ordem é aproximação, e o  objetivo é passar para as TVs imagem menos formal. Na primeira entrevista após a  reunião de terça, Dilma já inaugurou a prática de falar em meio à aglomeração  dos repórteres. &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-18823447385382363?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/18823447385382363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=18823447385382363' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/18823447385382363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/18823447385382363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/campanha-dilma-vai-explorar.html' title='Campanha Dilma vai explorar privatizações do governo FHC-Serra'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-4940312234359007905</id><published>2010-10-06T13:10:00.000-03:00</published><updated>2010-10-13T22:30:50.229-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mídia (PIG)'/><title type='text'>A democracia autoritária</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Um fenômeno em particular chama a atenção nestas eleições: a cobertura engajada  da grande mídia no processo eleitoral&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Francisco Fonseca&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Um fenômeno em particular chama a atenção  nestas eleições de 2010: a cobertura engajada da grande mídia no processo  eleitoral, e particularmente sua extrema partidarização. Embora não seja  propriamente um fenômeno novo, muito pelo contrário, há elementos específicos  nesta eleição, tais como: a tentativa de derrotar a figura de Lula como líder  nacional e internacional, mesmo num quadro ideológico em que o capital não tem o  que temer; o intento de reverter a orientação da política exterior brasileira na  perspectiva de um realinhamento com o ainda chamado G-7; e o objetivo de  restaurar o Estado excludente, elitista e voltado às “reformas orientadas para o  mercado”, em termos de políticas sociais – mesmo considerando-se as contradições  do governo Lula, que estabeleceu um grande arco de alianças de classe que vai da  esquerda à direita (e dos miseráveis aos ricos), com todas as conseqüências que  uma tal coalizão produz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Diferentemente da surrada e autoalegada  cantilena sobre a “independência” e o “apartidarismo” da mídia, o que se observa  nestas eleições é a tentativa desesperada de jornais e revistas da chamada  grande mídia em simultaneamente desqualificar os avanços do governo Lula e  blindar a principal candidatura de oposição. Parafraseando o importante livro de  João Almino, Os Democratas Autoritários (Editora Brasiliense, 1980), sobre as  contradições discursivas e ideológicas dos partidos na Constituinte de 1946, em  que se diziam democratas mas pensavam e atuavam de forma autoritária, o mesmo  parecer vigorar nestas eleições quando o tema é a mídia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Na verdade,  suas crenças são impossíveis de se concretizar, pois os órgãos da mídia estão  aprisionados estruturalmente a três grandes características: como empresa  privada capitalista que objetiva o lucro; como “aparelho privado de hegemonia”  (Gramsci), cujo objetivo é conquistar “corações e mentes” para as causas e  interesses que representam; e como “intelectual orgânico”, que se assemelha a um  partido organizador de classes e estratos sociais. Tudo isso lhes impede de ser  o que dizem ser e sobretudo de fazer o que proferem. De fato, não se pode  esperar da grande mídia, notadamente no atual marco (des)regulatório dos meios  de comunicação no Brasil, nada mais do que uma posição partidária – não no  sentido propriamente de um partido político, mas de classes sociais – com vistas  a “orientar” tais classes a não seguir na coalizão proposta pelo governo Lula.  Independentemente da análise que se possa fazer acerca desta grande coalizão, o  fato é que ela existe e é rejeitada pela grande mídia e determinados setores  sócio/econômicos que, mesmo beneficiários do crescimento econômico, postam-se  como oposição cerrada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A amplificação permanente de denúncias de corrupção, a tentativa de  estigmatizar o governo Lula como perdulário, incompetente e aventureiro  (sobretudo em política externa), entre outros impropérios, relegando os avanços  sociais e institucionais, expressa simplesmente partidarização (no sentido de  classe e de partido político) desesperada. Não que um sem-número de problemas, o  que inclui corrupção, não exista em inúmeros governos; mas, entre essa  constatação e a tentativa de estigmatizar o governo Lula como “República  sindical” (no pior estilo golpista dos anos 1960), e com críticas ideológicas e  moralistas (no pior estilo udenista), há uma enorme diferença. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O impacto  da cobertura da grande mídia aparentemente é cada vez menor, pois a grande massa  de brasileiros pobres que, por mecanismos diversos promovidos pelo governo Lula,  ascenderam socialmente ou melhoraram sua condição de vida, simplesmente ignora a  militância da grande mídia impressa. As redes de TV perceberam isso rapidamente  – até porque dependem de financiamento do BNDES, entre outros agentes  governamentais – e, embora algumas delas sejam do mesmo grupo empresarial  proprietário de jornais e revistas, atuam de forma mais cautelosa. O mundo  digital, embora pequeno proporcionalmente no país, tem também uma parcela de  responsabilidade nesta diminuição do poder da mídia impressa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Os  democratas autoritários da mídia e seus representados – em sentido lato – estão  sendo derrotados simultaneamente pelo Brasil profundo e urbano! Urge, até por  essa derrota, uma reforma das leis (e de incentivos econômicos) aos meios de  comunicação, tal como a Argentina vem realizando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não haverá a mais  remota democracia com uma mídia golpista, hegemônica e autoritária!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Francisco Fonseca é cientista político e historiador, professor de  ciência política da FGV/SP e autor, entre outros artigos e capítulos em livro,  de O Consenso Forjado – A grande imprensa e a formação da agenda ultraliberal no  Brasil, São Paulo, Hucitec, 2005.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-4940312234359007905?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/4940312234359007905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=4940312234359007905' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/4940312234359007905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/4940312234359007905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/10/democracia-autoritaria.html' title='A democracia autoritária'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-7651293946913597271</id><published>2010-09-24T20:22:00.000-03:00</published><updated>2010-10-13T22:30:50.230-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mídia (PIG)'/><title type='text'>Rede Brasil Atual: Veja e Globo incitam militares contra Dilma</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Um debate entre colunistas de veículos da imprensa convencional promovido na  quinta-feira (23) pelo Clube Militar no Rio de Janeiro serviu como reunião de  “preparação” dos setores mais conservadores da sociedade brasileira, informa  Maurício Thuswohl, da &lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Rede Brasil Atual&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;Eles pediram “vigilância” aos militares sobre um eventual governo de Dilma  Rousseff (PT), em virtude do que consideram ser ameaças à democracia e à  liberdade de expressão. Na opinião dos mensageiros da grande mídia, esses  supostos riscos se tornariam mais concretos em caso de vitória da candidata à  Presidência Dilma Rousseff, da coligação nas próximas  eleições.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Organizado com o apoio do Instituto Millenium sob o tema “A  Democracia Ameaçada — Restrições à Liberdade de Expressão”, o debate com os  representantes da grande mídia atraiu muito mais público do que a palestra do  candidato do PSDB à Presidência, José Serra, realizada no começo do mês no Clube  da Aeronáutica. Participaram do debate os jornalistas Merval Pereira, da Rede  Globo, Reinaldo Azevedo, blogueiro e colunista da revista &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Veja&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, e Rodolfo  Machado Moura, diretor de Assuntos Legais da Associação Brasileira de Emissoras  de Rádio e Televisão (Abert).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Composta em sua maioria por militares da  reserva, a plateia ouviu dos debatedores conselhos de prudência e vigilância em  relação a um eventual terceiro governo consecutivo de esquerda no Brasil. Entre  as “ameaças” citadas, o destaque foi para o terceiro Plano Nacional de Direitos  Humanos (III PNDH), para as mudanças na produção cultural e para as conferências  setoriais realizadas pelo governo Lula.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Segundo Moura, a Abert monitora  atualmente cerca de 400 propostas legislativas para o setor de comunicação — e  380 dessas iniciativas são contrárias aos interesses da entidade. O dirigente  citou uma série de medidas do governo Lula que “preocuparam a Abert” nos últimos  oito anos, como as propostas de criação do Conselho Nacional de Jornalismo e da  Agência do Cinema e Áudio Visual (Ancinav), além do PNDH e da realização das  conferências setoriais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Merval Pereira — que disse ter escrito mais de 2  mil colunas nesses oito anos, quase todas contra o PT ou o governo Lula —  anunciou o lançamento de um livro com uma coletânea de cerca de 200 artigos seus  “sobre o aparelhamento do Estado”, entre outros temas. Porta-voz privilegiado da  TV Globo, Merval foi direto ao ponto e decretou o que pensa a emissora da  família Marinho: “O Lula e o grupo que o cerca sabem que existe limite para  eles. A sociedade já havia dado os limites do PT, e o PT não pode ultrapassar  esses limites”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A mídia como partido de oposição&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Fiel ao  seu estilo ultradireitista, Reinaldo Azevedo mostrou-se mais duro e até raivoso  nas críticas ao ato contra o “golpismo midiático”, realizado na quinta-feira  (23) em São Paulo pelos movimentos sociais. Mas, sobre a manifestação no Clube  Militar no Rio de Janeiro, foi só elogios. “Quem diria, um sindicato defendendo  a censura e o Clube Militar defendendo a democracia. Os senhores — que no  passado fizeram a ditadura e deram o golpe — agora querem democracia.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Na  parte mais razoável de seu discurso, Azevedo admitiu que a grande mídia  substituiu a oposição mo Brasil. “O Lula, quando diz que a imprensa é o  verdadeiro partido de oposição no Brasil, tem razão à sua maneira”, reconhece o  blogueiro da Veja. “A oposição nesse tempo foi tão mixuruca, tão despolitizada e  tão vagabunda que sobrou para a imprensa não fazer oposição — mas defender o  Artigo 5º da Constituição. Não é que exista uma imprensa de direita para um  governo de esquerda.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O Instituto Millenium foi o organizador, em 1º de  março deste ano, do 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão — um encontro  para debater temas semelhantes em São Paulo. Na ocasião, diferentes expoentes da  mídia conservadora apresentaram acusações contra o governo Lula, o PT e outros  atores sociais. O encontro, na visão de analistas, serviu para organizar a mídia  para a cobertura das eleições.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-7651293946913597271?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/7651293946913597271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=7651293946913597271' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/7651293946913597271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/7651293946913597271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/09/rede-brasil-atual-veja-e-globo-incitam.html' title='Rede Brasil Atual: Veja e Globo incitam militares contra Dilma'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-7403543754777070422</id><published>2010-09-24T20:16:00.002-03:00</published><updated>2010-10-13T22:30:50.232-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mídia (PIG)'/><title type='text'>Sem panfleto, ato contra golpismo e baixaria do PiG vira onda</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;h1&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O auditório Vladmir Herzog, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, ficou  pequeno para as mais de 500 pessoas que participaram, na quinta (23), do ato  "contra o golpismo e a baixaria midiática e pela liberdade de expressão",  promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé. Em meio  à muvuca, repórteres da &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Folha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Estadão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; e do SBT, entre outros,  acompanharam, sem nenhum tipo de restrição, o ato – que estes mesmos veículos  haviam acusado de ser “contra a imprensa”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=137759&amp;amp;id_secao=6" target="_blank"&gt;- Leia também: Ato em São Paulo contra-ataca a velha mídia  golpista&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Altamiro Borges (Miro), o presidente da Barão, leu o  documento “Pela ampla liberdade de expressão” e convidados de movimentos sociais  e partidos de esquerda deram o seu recado na atividade. O movimento, que começou  na internet e não contou com panfletos de mobilização, se tornou uma onda que  não para de crescer na rede.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre os golpes midiáticos já promovidos em  campanhas eleitorais está o de 2006. Lula disputava a reeleição com folga e tudo  indicava que ganharia a disputa já no primeiro turno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Três dias antes da  eleição, em 29 de setembro, o Jornal Nacional então decide omitir a queda do  avião da Gol, ocorrida às três e meia da tarde por conta de uma colisão com o  jato Legacy, para informar mais um de seus factoides fabricados, especialmente,  para as eleições: imagens de uma montanha de dinheiro apreendido das mãos de  “aloprados” petistas que pretendiam comprar um suposto dossiê anti-tucanos.  Claro que até hoje absolutamente nada foi provado sobre esse factoide muito útil  para levar a disputa de 2006 para o segundo turno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ato desta quinta  alerta para esse tipo de movimentação golpista e baixa, ações já bem conhecidas  da mídia, especialmente, em retas finais de eleições em que seu candidato não  tem mais chances de vencer.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-7403543754777070422?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/7403543754777070422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=7403543754777070422' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/7403543754777070422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/7403543754777070422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/09/sem-panfleto-ato-contra-golpismo-e.html' title='Sem panfleto, ato contra golpismo e baixaria do PiG vira onda'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-1101234063724736179</id><published>2010-09-24T08:58:00.000-03:00</published><updated>2010-10-13T22:32:22.747-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Em entrevista, Lula não foge da raia e peita os golpistas</title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Quem achava que o presidente Lula iria ficar intimidado com os  constantes ataques --vindos até de aliados-- que o acusam de autoritário  por criticar os abusos da imprensa, devem ficar surpresos com o tom  aguerrido que o presidente adotou em entrevista ao portal &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Terra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.  Lula não fugiu da raia, voltou a apontar os ímpetos golpistas da  imprensa a da elite direitista que tentaram derrubá-lo em 2005 e agora  voltam a se movimentar para impedir a eleição de Dilma no primeiro  turno.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;                               &lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Na entrevista exclusiva dada ao  Terra e publicada desde a manhã desta quinta-feira (23), o presidente  Luis Inácio Lula da Silva aborda um tema delicado. Ao recordar o ano de  2005 e o chamado "Mensalão", o presidente da República deixa claro que,  no seu entender, adversários pensaram em derrubá-lo do poder. À pergunta  sobre se teria sido uma "tentativa de golpe", Lula esquiva-se de  repetir as expressões "golpe" e "derrubar", mas diz com todas as  palavras: "Eles não sabiam da força que eu tinha na rua. Eu reuni o  governo aqui e eu disse: "olhe, vocês fiquem aqui porque essa gente vai  me enfrentar é na rua (bate na mesa)". Eu não sei se a intenção era  essa... não quero tratar isso de forma, eu diria, pequena. Eu acho que  eles não foram mais adiante de medo de não saber o que iria acontecer. E  acho que não foram mais adiante porque (achavam que) já tinham me  desgastado demais".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Se alguma dúvida restar sobre o que quer dizer Lula, e a percepção, ou  informações que guardou daqueles dias, leia-se um pouco mais do que  disse o presidente na conversa com o Terra: "Eu acho que nós tivemos  muita, mas muita, muita dificuldade em 2005. Foi um momento em que os  setores conservadores deste País tentaram repetir Getúlio Vargas,  tentaram repetir João Goulart, tentaram repetir Juscelino (Kubitschek).  Porque mostra-se a parte boa de Juscelino, mas não mostra que diziam:  "Juscelino não pode ser presidente", "se for, não pode ganhar, não pode  tomar posse" e "se tomar posse, a gente derruba". Era assim que eles  falavam!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;  &lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Para Lula, imprensa tem candidato e partido&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Na conversa exclusiva de uma hora com o Terra no Palácio do Planalto,  Lula, provocado, esmiúça o que pensa da mídia e sobre a mídia. Diz que,  de alguma forma, o país tem, terá que discutir e legislar - no  Congresso, ele ressalva - sobre o assunto. Para definir como percebe o  olhar da chamada grande mídia, Lula resume: "Eles têm preconceito, até  ódio..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A ênfase, a contundência no julgamento e comentários quando o tema é  este, mídia, são permeadas por gestos e palavras que mostram um  presidente da República disposto e pronto para o próximo comício.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Para Lula, críticas à falta de liberdade na área de comunicação, mais do  que injustas, não têm sentido. Ele diz duvidar que outros países tenham  mais liberdade de informação do que o Brasil: "Nesse momento do Brasil,  falar em falta de liberdade de comunicação? Eu duvido. Eu quero até que  vocês coloquem em negrito isso aqui. Eu duvido que exista um país na  face da Terra com mais liberdade de comunicação do que neste País, da  parte do governo".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O presidente se mostra disposto a um duro embate com setores da mídia:  "A verdade é que nós temos nove ou dez famílias que dominam toda a  comunicação desse País. A verdade é que você viaja pelo Brasil e você  tem duas ou três famílias que são donas dos canais de televisão. E os  mesmos são donos das rádios e os mesmos são donos dos jornais".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;"No Brasil - foi o Cláudio Lembo que disse isso para o Portal Terra -, a  imprensa brasileira deveria assumir categoricamente que ela tem um  candidato e tem um partido. Seria mais simples, seria mais fácil. O que  não dá é para as pessoas ficarem vendendo uma neutralidade disfarçada",  cobra Lula.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;       &lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Caso Erenice&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O chamado "Caso Erenice" irrompeu na cena da sucessão presidencial há  duas semanas e, há uma semana, levou à queda a Chefe da Casa Civil da  presidência da República, Erenice Guerra. Pela primeira vez desde então o  presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz claramente o que pensa acerca  do episódio e dos seus desdobramentos. Nesta segunda parte da entrevista  exclusiva ao Terra, Lula avança: "(...)Se alguém acha que pode chegar  aqui e se servir, sabe, cai do cavalo. Porque a pessoa pode me enganar  um dia, pode me enganar, sabe, mas a pessoa não engana todo mundo todo  tempo. E quando acontece, a pessoa perde".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ainda a respeito do rumoroso assunto, disse Lula: "O que aconteceu com a  Erenice é que ela jogou fora uma chance extraordinária de ser uma  grande funcionária pública deste País".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O presidente faz ressalvas, no entanto, quanto à extensão das  responsabilidades de Erenice Guerra no episódio. Vale-se, para tanto, de  metáfora gastronômica. Lembra que "uma feijoada trem trezentas coisas",  e que é preciso saber o que é feijão, o que caldo, o que é carne  seca... e por ai afora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O presidente também aponta a revolução que a internet vem provocando na  maneira como as pessoas se informam. E anuncia: "...pode ficar certo de  que eu serei um internauta vigoroso a partir de 1° de janeiro".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sobre José Serra, o adversário de sua candidata na eleição presidencial,  o presidente comenta: "está hoje na situação em que eu estive nas duas  eleições que perdi". E admite que foi muito difícil ser um candidato  contra o Plano Real, em 1994.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;O que acontece muitas vezes é que uma crítica que você recebe é  tida como democrática e uma crítica que você faz é tida como  antidemocrática. Ou seja, como se determinados setores da imprensa  estivessem acima de Deus e ninguém pudesse ser criticado. Escreveu está  dito, acabou e é sagrado, como se fosse a Bíblia sagrada. Não é verdade.  A posição de um presidente é tomada como ser humano, jornalista escreve  como ser humano, juiz julga como ser humano. Ou seja, temos um padrão  de comportamento e julgamento e, portanto, todos nós estamos à mercê da  crítica. No Brasil - , e foi o Cláudio Lembo que disse para o Portal  Terra -, a imprensa brasileira deveria assumir categoricamente que ela  tem um candidato e tem um partido, que falasse. Seria mais simples,  seria mais fácil. O que não dá é para as pessoas ficarem vendendo uma  neutralidade disfarçada. Muitas vezes fica explícita no comportamento  que eles têm candidato e gostariam que o candidato fosse outro. Tiveram  assim em outros momentos. Acho que seria mais lógico, mais explícito.  Mas, eles preferem fingir que não têm lado e fazem críticas a todas as  pessoas que criticam determinados comportamentos e determinadas  matérias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento do Brasil, falar em falta de liberdade de comunicação....?  Nesse momento do Brasil! Eu duvido, duvido. Eu quero até que vocês  coloquem em negrito isso aqui: Eu duvido que exista um país na face da  Terra com mais liberdade de comunicação do que neste País, da parte do  governo. Agora, a verdade é que nós temos nove ou dez famílias que  dominam toda a comunicação desse País. A verdade é essa. A verdade é que  você viaja pelo Brasil e você tem duas ou três famílias que são donas  dos canais de televisão. E os mesmos são donos das rádios e os mesmos  são donos dos jornais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sobre valores democráticos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que, sinceramente, as pessoas deveriam olhar para o Brasil e  olhar para os outros países. E todo o mundo deveria agradecer a Deus o  Brasil ser do jeito que ele é, o Brasil ter o governo que ele tem e ter o  povo que tem. Eu lembro que o João Roberto Marinho, quando voltou da  eleição do México passada, numa conversa que teve comigo falou: "Ô  presidente, eu estava no México e foi de lá que eu aprendi a valorizar a  democracia no Brasil. Porque, aqui no Brasil, todo mundo acata o  resultado. Lá no México, eu vi um milhão de pessoas na rua contra o  resultado eleitoral". Ou seja, aqui no Brasil nós não corremos esse  risco. Porque esse País tem um outro jeito de exercitar a democracia. E a  democracia ela só será exercitada - vocês estão lembrados que eu dizia  quando era líder sindical ainda -, democracia não é o povo ter o direito  de gritar que está com fome, democracia é o povo ter direito de comer.  Nós estamos chegando lá, estamos chegando lá, então as pessoas, sabe,  que talvez tenham problemas ideológicos, problemas de preconceito, ou  seja, que não admite que...meus queridos, vejam o que vai acontecer  amanhã, sexta-feira; a Bovespa, que tinha ódio de mim, e quando tinha  medo de mim ela tinha apenas 11 mil pontos, hoje já chegou a 72 (mil  pontos), já chegou a 68 (mil pontos). Ou seja, acima dos 60 mil pontos. E  vai exatamente um presidente da República, que tanta gente tinha medo,  fazer a maior capitalização da história da humanidade. Ouso dizer: nunca  antes na história do planeta Terra houve uma capitalização da magnitude  do que vai acontecer na sexta-feira, sabe, com a minha presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sobre a oposição&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles (a oposição) confundem populismo com popular. Eles não sabem o que é  popular porque eles nunca tiveram perto do povo. Essa gente, essa gente  que não gosta de mim, na época das eleições até sorri pros pobres, até  fazem promessa pros pobres, mas depois das eleições... o pobre passa  perto deles um quilômetro. Então, sabe, isso é uma confusão maluca entre  o populismo e o popular. O que é o populismo? É um cara, sabe, que não  tem nada a ver com ninguém e aparece fazendo promessas, aparece fazendo  política demagógica. Não é o nosso caso. Todas as políticas minhas são  decididas, Bob... Já foram 72 conferências nacionais, conferências que  começam lá no município, vai para o Estado e vem pra cá. Algumas  conferências participaram 300 mil pessoas até chegar na conferência  nacional. E aí nos decidimos as políticas públicas. Então  eles...obviamente eu acho que tem muita gente incomodada e eu não tenho  culpa, eu não tenho culpa. Sabe, tirar deles incomodou muita gente no  Brasil. A Coroa Portuguesa durante muito tempo ficou incomodada por  conta daqueles que diziam que era preciso mudar. Ficaram incomodados até  com Dom Pedro quando ele quis mudar. Por que não ficar comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sobre a reforma política&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reforma política não é uma coisa do presidente da República. A reforma  política é uma coisa dos partidos políticos. E do jeito que os partidos  se comportam parece que a gente tem um monte de partidos , todos  criticando, sabe, a legislação que regulamenta a política no Brasil.  Todo mundo quer uma reforma política, mas ninguém mexe. Porque desagrada  a muita gente. Então, veja, eu mandei duas propostas de reforma, de  coisas que precisariam mudar para poder melhorar a política brasileira e  que não foi votado. Nós mandamos, por exemplo, a regulamentação do  financiamento de campanha, para acabar com o financiamento privado e  ficar com financiamento público, que na minha opinião é a forma mais  honesta de se fazer campanha neste País, a fidelidade partidária...  porque o que é o ideal? É você ter partido forte para você negociar com  partido. Isso faz parte da democracia. Quando você faz coalizão com  partido político você estabelece regras nesta coalizão, você partilha um  poder com essa coalizão. Agora, do jeito que está é quase que  impossível, porque a direção dos partidos não representa mais os  partidos. O líder da bancada não representa mais a bancada, ou seja se  criou grupos de deputados, grupos por região, grupos...ou seja, e está  muito difícil para eles próprios...então, o que eu acho? Quando eu  deixar a presidência, eu quero, primeiro dentro do PT, convencer o PT da  necessidade de fazer uma reforma política, convencer os partidos da  base aliada do governo da necessidade de se fazer uma reforma política  neste País pra que a gente não fique com legenda de aluguel, como nós  temos agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sobre a eleição de 2010&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer o sucessor é uma das prioridades de qualquer governo para dar  continuidade a um programa que você acredita que vai acontecer. Imagina  se entra no Brasil para governar alguém que resolve querer voltar e  privatizar a Petrobrás? (pausa) Onde vai o pré-sal? Ou alguém que  resolva não mudar a lei e permitir que a lei do petróleo continue a  mesma? A gente sabendo...o contrato de risco é quando a gente corre  riscos. Mas quando a gente sabe onde tá bichinho do ouro preto, por que a  gente vai fazer contrato de risco? Então, nós temos que se apoderar  desta riqueza a bem do povo brasileiro, é um patrimônio do povo, não é  um patrimônio da Petrobrás. Então, nós temos medo de que este País sofra  um retrocesso. Por isso que eu tenho candidato. Seria inexplicável para  a sociedade se eu entrasse numa redoma de vidro e falasse: olha,  aconteça o que acontecer nas eleições, o presidente da República não  pode dar palpite. Mas nem para escolher o Papa acontece isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O que eu acho extremamente importante é que nesse processo eleitoral,  a gente precisa primeiro ter muita cautela. Esse é o momento de um time  que está ganhando de dois a zero. O adversário está dando botinada,  está chutando no peito, está chutando na canela, o juiz não está  apitando falta e nós não podemos perder a cabeça, porque o que eles  querem é expulsar alguém do nosso time, para a gente ficar em minoria.  Então, agora é muita cautela, vamos fazer troca de passes entre nós,  vamos fazer a bola correr. Como dizia o Parreira, quando estava  dirigindo o Corinthians, nós vamos ficar dominando a bola, ou seja, o  tempo que a gente estiver com a bola é o tempo que a gente não toma  gol...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sobre Erenice Guerra&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre admito de que muitas vezes tem coisas que você tem que  investigar. Agora, porque eu comecei falando da feijoada? Porque a  feijoada tem ingredientes, você quando vai na panela de feijoada, você  tem o feijão e tem lá trezentas coisas para escolher. O que eu acho é  que toda notícia de denúncia ela vem como se fosse uma feijoada. Depois  que você faz um processo de investigação, escolhe o que você quer ali,  você vai perceber que a quantidade de coisas, você vai perceber o que é  cada um. Tem coisa que tem dimensão séria, tem coisa que é boato,  especulação, tem coisa que não tem profundidade. Então, qual é o papel  de um presidente da República? Ou seja, na hora que você sabe de uma  situação dessa, a primeira coisa que você faz é criar uma sindicância  interna, ou seja, a CGU, a Casa Civil começa a investigar e a Polícia  Federal abre inquérito. A partir desse momento, o presidente da  República fecha a boca, certo? Porque, a partir daí, não pode ter mais  nenhuma influência do governo no processo de investigação. Quando tiver  resultado de todas as pessoas darem depoimento, aí você então comunica a  sociedade o que aconteceu de fato e de direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sobre a importância da internet&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo tem acesso à informação que ele não tinha antes. Hoje, eu acho  que a internet joga um papel extraordinário. Eu digo pelos meus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Serei um internauta vigoroso a partir do dia 1º de janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Acho que o Twitter é uma escravização. Tem gente que acorda duas  horas da manhã para ficar tuitando. Tem gente que levanta para falar:  ai, acordei, perdi o sono. O que eu tenho a ver com isso? Vai dormir,  pô!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Acho que as pessoas não estão entendendo ainda o que aconteceu na  comunicação nesse País. Lá em casa, ninguém compra mais jornal. Em casa,  a molecada toda lê o que tiver que ler na internet, em tempo real, sem  ter que esperar: "ah, vamos ver o que vai acontecer amanhã ou depois de  amanhã". São 68 milhões de brasileiros que acessam a internet. Um quarto  das residências brasileiras que já tem computador. A tendência natural é  isso crescendo de uma forma tão rápida, que daqui a pouco serão 150  milhões brasileiros... é por isso que o governo se interessou tanto na  questão da banda larga. Porque você sabe que no Brasil é assim... todo  mundo fala que vai resolver o problema, mas todo mundo só quer cuidar  daquilo que tem rentabilidade. Então vamos fazer as coisas no Rio de  Janeiro, vamos fazer em São Paulo, nas capitais, cidades grandes, mas  quando vai se afastando e não tem rentabilidade, as pessoas não querem.  Por exemplo, veja se não fosse o programa Luz Para Todos... ele está  custando ao governo federal talvez o investimento de quase R$ 14  bilhões. Que governo doido iria fazer um programa Luz Para Todos se não  fosse o meu? Quem das pessoas que governaram esse País estavam  preocupadas em levar luz para uma aldeia indígena? Então, nós fizemos um  investimento, que é o seguinte: nós já colocamos mais de 1,1 milhão km  de fio neste País. Já colocamos 6 milhões de postes neste País. Já  colocamos mais de um milhão de transformadores. Às vezes uma ligação  custa R$ 10 mil, mesmo assim... muita gente diria: "Lula, você é louco.  Gastar R$ 10 mil para atender um cara que está lá não sei onde!". Esse  "cara" é tão brasileiro quanto quem mora em Copacabana ou mora na  avenida Paulista. Ele tem direitos. E se a iniciativa privada não faz  porque não é rentável, o governo tem de fazer. Então, esse "cara" vai  ter internet. Daqui a pouco a gente vai ter numa tribo indígena de  qualquer lugar deste País um cidadão (bate na mesa simulando um teclado  de computador) navegando. Sabe? Vendo o portal Terra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sobre o Bolsa Família&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho normal, não fico com raiva quando o cidadão de classe média,  seja no Rio de Janeiro, seja em São Paulo ou em Belo Horizonte, tomando  seu uísque com os amigos critica o Bolsa Família de assistencialista. Eu  acho normal. Ele dá de gorjeta o Bolsa Família. Agora para uma pessoa  que está com fome, R$ 100, meu filho... Quando a gente determina que 30%  da alimentação escolar tem de ser comprada no local, o que acontece  naquele município? Uma revolução!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sobre José Serra&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, para ser muito sincero, poderia dizer para vocês que o Serra está  hoje na situação que eu estive nas duas eleições que perdi. O Serra foi  candidato contra mim em 2002 quando o povo queria mudança e eu era  mudança e ele, situação. Agora, ele quer mudança quando o povo quer  continuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sobre a América Latina&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1990, eu tinha perdido as eleições para o (Fernando) Collor, mas eu  tinha me convencido que nós tínhamos criado uma força política  importante no Brasil. E resolvi propor a convocação de uma reunião de  toda a esquerda na América Latina. Tinha regiões em que se discutia  muito que a única saída era pela via armada, tinha lugares que começavam  a discutir mais fortemente a democracia... O dado concreto é que nós  fizemos uma reunião em junho de 1990, no Hotel Danúbio, em São Paulo, eu  lembro que era Copa do Mundo, era um sucesso, lembro que a única coisa  que unia os argentinos era o Maradona. E lembro de países pequenos que  tinham 18 organizações de esquerda, que foram para a reunião. Treze,  doze, quatorze. E essas pessoas não conversavam entre si. Ali nós  começamos a estabelecer um debate sobre a necessidade das pessoas  acreditarem que pela via democrática era possível chegar ao poder. Eu  era a prova de que era possível chegar ao poder pelas eleições diretas.  Nós criamos o Foro de São Paulo. De lá para cá, todos os países da  América Latina e América Central, com exceção de Cuba que já tinha seu  regime anterior, chegaram ao poder pela via eleitoral. Todos. O mais  recente foi El Salvador, que o Mauricio Funes chegou ao poder. O Evo  Morales... você quer bem maior para a Bolívia do que um índio ser  presidente da República? Antes era eleita gente que nem sequer falava a  língua deles! Eram loiros de olhos azuis. De repente, você elege um  companheiro como o Evo Morales, que crescem as reservas, cresce o PIB,  cresce a distribuição de renda... Por quê? Porque ele tem vínculo com  aquele povo e sabe que tem que cuidar da parte mais pobre. Então, eu  acho que houve um avanço excepcional na América Latina. Também acho que a  rotatividade no poder é importante. Defendo isso porque acho importante  a prática democrática. Se vai ser dois mandatos, três mandatos, quatro  mandatos, cinco mandatos... Nenhum americano hoje se queixa do  (Franklin) Roosevelt ter sido presidente quatro vezes. Ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...O maior parceiro comercial do Brasil hoje não é a Europa, não é os  Estados Unidos, é a América Latina como um todo. Então o que acontece,  nós fizemos um trabalho de diversificar as relações e a América do Sul  está se fortalecendo. Quanto tempo você acha que a França conseguiu  chegar ao que é, que a Alemanha chegou ao que é? Nós demos passos  importantes. A economia chilena cresce, a Argentina cresce, o Uruguai  cresce, o Paraguai cresce... Todo mundo está crescendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sobre a crise de 2005&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que nós tivemos muita, mas muita, muita dificuldade em 2005. Foi  um momento em que os setores conservadores deste País tentaram repetir  Getúlio Vargas, tentaram repetir João Goulart, tentaram repetir  Juscelino (Kubitschek). Porque mostra-se a parte boa de Juscelino, mas  não mostra que diziam: "Juscelino não pode ser presidente", "se for, não  pode ganhar, não pode tomar posse" e "se tomar posse, a gente derruba".  Era assim que eles falavam!&lt;br /&gt;Terra - O senhor compreende hoje, então, que em 2005 havia uma tentativa de golpe?....&lt;br /&gt;Tinha uma diferença... tinha uma diferença... Eles não sabiam da força  que eu tinha na rua. Eu reuni o governo aqui e eu disse: "olhe, vocês  fiquem aqui porque essa gente vai me enfrentar é na rua (bate na mesa)".  Eu não sei se a intenção era essa... não quero tratar isso de forma ,  eu diria, pequena. Eu acho que eles não foram mais adiante de medo de  não saber o que iria acontecer. E acho que não foram mais adiante porque  já tinham me desgastado demais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;     &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8830309402353897240-1101234063724736179?l=jorgeecardoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/feeds/1101234063724736179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8830309402353897240&amp;postID=1101234063724736179' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/1101234063724736179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8830309402353897240/posts/default/1101234063724736179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgeecardoso.blogspot.com/2010/09/em-entrevista-lula-nao-foge-da-raia-e.html' title='Em entrevista, Lula não foge da raia e peita os golpistas'/><author><name>Jorge E.Cardoso Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02167390539949764452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_sO6_OskiaYo/Sya47uAHQcI/AAAAAAAAAPo/Q3POZbq1NLc/S220/enf_-185.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8830309402353897240.post-8789257754505505131</id><published>2010-09-20T18:11:00.001-03:00</published><updated>2010-10-13T22:31:17.759-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Para FHC as massas colocam a democracia em risco</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 24px; font-weight: bold; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Em entrevista a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O Estado de S. Paulo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, o ex-presidente tucano expõe  o temor que a participação popular na política causa em líderes da oposição  conservadora, como ele.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;Por José Carlos Ruy&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-weight: normal; font-size: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O  debate político vai deixando cada vez mais claro o udenismo do PSDB, com ênfase  no núcleo paulista do tucanato. Um aspecto dele ficou claro na entrevista que o  ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deu a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O Estado de S. Paulo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;no  domingo (19), onde expõe com clareza seu desprezo contra a massa e,  simultaneamente, o temor de uma democratização mais profunda que assegure seu  maior protagonismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre 1945 e 1965 a UDN (União Democrática Nacional)  foi o partido do grande capital, dos banqueiros, dos aliados do imperialismo  norte-americano e de amplos setores conservadores da classe média. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu  programa tinha a mesma 
