quarta-feira, 31 de março de 2010

O golpe de 64 e a política de alianças com a burguesia

A política de alianças com a ``burguesia progressista``, defendida pelo PCB, contribuiu com a tragédia do golpe militar. Quarenta anos depois, o pt repete as alianças como farsa.

No dia 31 de março de 1964, tropas do Exército comandadas pelo general Olímpio Mourão Filho chegaram às ruas do Rio de Janeiro desfechando um golpe que instaurou um truculento regime militar no país por 21 anos. O golpe, que derrubou o governo João Goulart, sepultaria as ilusões do principal partido de esquerda brasileira daquele período, o Partido Comunista Brasileiro, PCB.

Cerca de 40 anos depois, o Partido dos Trabalhadores, herdeiro de boa parte das experiências críticas que se desenvolveram ao PCB, entre os anos 60 e 80, encabeçou uma ampla frente de partidos que elegeu o primeiro presidente de um partido de esquerda no país: um dos símbolos da resistência à ditadura militar e ex-operário nascido no berço das gloriosas jornadas de 1978/79.

Com efeito, é curioso que o governo Lula esteja concretizando a famosa sentença de Karl Marx no Dezoito Brumário, que diz que todos os grandes fatos e personagens da história estão condenados a se repetir por duas vezes, a primeira como tragédia, a segunda como farsa.

De fato, há uma similaridade bizarra entre o governo do PT e a atuação do PCB nos idos dos 60. Apesar do patamar de organização da classe trabalhadora, muito superior ao de 40 anos atrás, é importante relembrar e reconhecer que, para que os erros do passado não voltem a se repetir, é necessário aprender com a experiência.

Em 1964, vigorava entre os comunistas a linha política traçada na Declaração de Março de 1958. Por este documento, reconhecia-se, pela primeira vez, que o capitalismo se desenvolvia no Brasil - o PCB enxergava o Brasil como um país semifeudal. Pelo texto, considerava-se que o desenvolvimento das forças capitalistas de produção era entravado pelo imperialismo norte-americano e, neste contexto, “O proletariado e a burguesia se aliam em torno do objetivo comum de lutar por um desenvolvimento independente e progressista contra o imperialismo norte-americano”, dizia o documento.

O texto da Declaração de Março tinha como um dos aspectos centrais a teoria stalinista dos “campos”, que definia contradições principais e secundárias no curso de cada época histórica. Sendo assim, a contradição principal naquele período não era entre o capital e o trabalho, a burguesia e o proletariado, mas entre a Nação e o imperialismo. Por isso, o chamado à “burguesia progressista” para que formassem uma “frente única” (sic) antiimperialista. Consoante com essa caracterização, a profissão de fé no caminho pacífico da revolução brasileira.

PCB: passividade diante do golpe
O desfecho daquela política foi apatia e passividade ante o golpe militar. O PCB pagou um preço caro pelos seus erros de avaliação. O resultado foi o seu esfacelamento em diversas dissidências e organizações que criticaram o “pacifismo” e “reboquismo” do “Partidão” e partiram para a construção da luta armada.

O PCB foi o primeiro partido a ser atingido pela dura repressão que se abateu sobre os trabalhadores e suas principais lideranças, ao mesmo tempo em que a experiência da luta armada também se revelou trágica, com centenas de líderes presos, torturados e mortos ou “desaparecidos”.

Finalmente em fins dos anos 70, o surgimento de um movimento pela construção de um Partido dos Trabalhadores retomou a reorganização da classe trabalhadora que refletia sobre a sua própria trajetória, seus erros e acertos. O resultado desse processo culminou nas famosas teses de Santo André - Lins, documento embrionário do Partido dos Trabalhadores, na qual se dizia: “Enquanto vivermos sob o capitalismo, este sistema terá como fim último o lucro, e para atingi-lo utiliza todos os meios: da exploração desumana de homens, mulheres e crianças até a implantação de ditaduras sangrentas para manter a exploração. Enquanto estiver sob qualquer tipo de governo de patrões, a luta por melhores salários, por condições dignas de vida e de trabalho, justas a quem constrói todas as riquezas que existem neste País, estará colocada na ordem do dia a luta política e a necessidade da conquista do poder político”.

E mais adiante: “que este partido seja de todos os trabalhadores da cidade e do campo, sem patrões, um partido que seja regido por uma democracia interna, respeite a democracia operária, pois só com um amplo debate sobre todas as questões, com todos os militantes, é que se chegará a conclusão do que fazer e como fazer. Não um partido eleitoreiro, que simplesmente eleja representantes na Assembléia, Câmara e Senado”.

A capitulação do PT
É curioso que os princípios estabelecidos nas teses estejam muito mais distantes do PT de hoje do que as formulações que possibilitaram a derrota da classe trabalhadora há 40 anos. Senão, como entender que o governo Lula tenha capitulado (coisa que o PCB não chegou a fazer) a um programa meramente burguês? Como acreditar que a experiência que desembocou no PT esteja a serviço da preservação de uma ordem que só beneficia os interesses do capital? Como apostar que há um plano “B”, “C” ou coisa que o valha, quando a classe trabalhadora já deu mostras de que pode retomar as lutas, a partir da construção de novas organizações de classe e socialistas?

A trajetória do PT revelou as insuficiências e limitações de sua própria estrutura interna. Daí o aumento da importância da institucionalidade, da atividade parlamentar e do cupulismo autoritário, ante as lutas sociais, a ação direta e a democracia operária. Por isso, entre o PT de hoje e o PCB de 40 anos, há não apenas a repetição dos erros que levaram a derrota de 1964, mas a possibilidade de um salto dialético que impeça que a farsa não se transforme em tragédia.

À classe trabalhadora caberá, mais uma vez, o protagonismo na construção das alternativas.

Texto escrito em 2004, mas que contina atual (Nota de Adriano Espíndola)

FONTE: SITE DO PSTU

SP: Funcionalismo público faz um "bota-fora" para Serra nesta 4ª

"Almoço de gala" com tíquete-refeição de R$ 4 e malhação do Judas estão entre as formas de protesto para esta quarta-feira (31/3), dia em que o goverandor de São Paulo deixa o cargo. O Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde-SP) e o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) realizam assembleias no mesmo dia.

Diferentes categorias do funcionalismo público de São Paulo realizam, nesta quarta-feira (31/3), uma série de atividades de "despedida" do governador José Serra (PSDB). Pré-candidato à Presidência da República, ele tem até o dia 3 de abril para deixar o cargo no governo do estado. O "bota-fora" inclui protestos articulados de 42 entidades sindicais.

No período da manhã, os servidores da saúde realizaram assembleia em frente à Secretaria Estadual da Saúde. Em passeata, os trabalhadores seguiram até o vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista para um "almoço de gala". Ironizando a precariedade das condições de trabalho, a refeição foi custeada com o valor de um vale-refeição diário dos funcionários públicos, R$ 4.

"Começamos os atos mostrando o que é possível fazer com R$ 4 de tíquete para a refeição principal do dia de um trabalhador", explica Carlos Ramiro, coordenador do Conselho de Políticas de Administração e Remuneração de Pessoal do Funcionalismo do Estado de São Paulo.

Um caminhão que conduziria o altofalante da Apeosp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo), estacionado desde 5h30 atrás do Masp, foi apreendido pela PM às 10h e escoltado de volta para a garagem da empresa que o alugou. Os policiais listaram 16 irregularidades, todas rebatidas pelos sindicalistas; de acordo com a PM, o carro não foi apreendido, apenas recolhido porque estava estacionado em zona "alta-restrição".

Vale-coxinha e truculência

Além do "almoço de gala" que os funcionários da saúde planejaram fazer com o que apelidam de "vale-coxinha", ocorre também assembleia dos professores, marcada para as 14h no vão do MASP, para decidir sobre a continuidade da greve, que já dura 23 dias. Confirmando a relação de truculência que o governo Serra mantém com os movimentos sociais, às 13h30, o contingente policial foi era de, mais ou menos, 200 agentes.

Encerrada a assembleia, o funcionalismo público realiza uma passeata conjunta do vão do Masp até a praça Ramos de Azevedo, no Centro Velho da capital. "Vamos fazer um ato para dar adeus a um governo marcado pelo desrespeito com o servidor público estadual e pela falta de diálogo", aponta Ramiro.

A ação dos sindicatos gerou críticas da administração estadual. Nesta terça-feira, 30, dirigentes do PSDB prometeram ingressar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Apeoesp e sua presidente por considerar que ato tem "interesse eleitoral". As atividades do "bota-fora" são organizadas pelo Sistema de Negociação Permanente (Sinp), entidade que reúne 42 sindicatos do funcionalismo público estadual e pela Apeoesp.

Pauta dos servidores da saúde

* 40% de aumento salarial
* Envio do projeto de reestruturação da carreira da saúde
* Aumento do vale-refeição de R$ 4 para R$ 14
* Jornada de 30 horas para todos os trabalhadores da saúde
* Implantação das COMSATs – Comissões de Saúde do Trabalhador
* Implementação das diretrizes do SUS no estado
* Fim das Organizações Sociais de Saúde (OSS) e retorno das unidades e serviços terceirizados para a administração direta no estado


Reivindicações dos docentes

* reajuste imediato de 34,3%;
* incorporação de todas as gratificações e extensão aos aposentados, sem parcelamento;
* contra o provão dos ACTs;
* contra a avaliação de mérito;
* pela revogação das leis 1093, 1094, 1097;
* por um plano de carreira justo;
* concurso público de caráter classificatório.

terça-feira, 30 de março de 2010

Veja quer sucatear educação e publica, ataca os professores de Filosofia e Sociologia

Mais uma vez...a revista semanal Veja (melhor dizendo não veja) ataca os professores, a alguns anos atrás os responsáveis segundo a Veja pelo mal desempenho da educação brasileira eram os professores de História e Geografia...mas agora em mais uma matéria mentirosa, tendenciosa e de opinião conservadora o que já era de se esperar da revista, usando-se de sua tendenciosa prerrogativa o autor da matéria Marcelo Bortoloti, ataca de forma indiscriminada os professores de Sociologia e Filosofia, levantando idéias absurdas baseadas na ideologia da revista de alienar os seus leitores. Link para a reportagem http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/3/29/sob-o-dominio-da-ideologia tire suas próprias conclusões.

Zé Alagão ataca novamente: professores são agredidos em inauguração na grande São Paulo

Nosso Putin é um gênio ! Fotos: Robson  Martins

Nosso Putin é um gênio ! Fotos: Robson Martins

Mais uma vez, professores foram agredidos por policiais e impedidos de realizarem manifestação pública. Um grupo de aproximadamente 200 professores compareceu à inauguração de uma alça de acesso da Estrada Mário Covas aos municípios de Itaquaquecetuba, Suzano e Poá. A inauguração com a presença do governador José Serra ocorreu por volta das 15 horas desta segunda-feira (29/03), no Bairro Varella.

Depois de enfrentar uma barreira policial, a maioria dos professores foi impedida de chegar perto do palco por uma funcionária que identificava-se como sendo da Casa Civil e já avisava: “Professor não entra!”.

Quem conseguiu driblar o bloqueio, ainda foi agredido por policiais.

“Vou registrar um boletim de ocorrência porque restringiram o meu direito de trânsito. O deputado da minha região, José Cândido (presente à inauguração), me reconheceu e pediu que me deixassem entrar. Mas, como fui identificado como professor, barraram o meu acesso. Não somos criminosos”, protesta o professor Douglas Martins Izzo, morador de Itaquaquecetuba.

quarta-feira, 24 de março de 2010

A EDUCAÇÃO PEDE SOCORRO!


Professores denunciam: a educação pede socorro!

Edson Calheiros



Professores do Estado de São Paulo tomam as ruas para dar um basta na política de sucateamento na educação.

Na tarde de 12 de março, sexta-feira, reuniram-se na cidade de São Paulo cerca de 40 mil professores, que ocuparam o vão livre do MASP e as pistas da Avenida Paulista em ambos os sentidos, além da calçada do parque Trianon.

A concentração de educadores mostrou que bem mais de 1% dos docentes está mobilizado para a greve, contrariando as declarações do Governador do Estado de São Paulo, José Serra, que tentou em vão desacreditar publicamente o movimento reivindicatório dos professores. No momento da assembléia, foi confirmado que cerca de 80% dos professores do estado paralisaram suas atividades.

A adesão maciça à paralisação demonstrou o evidente descontentamento em relação não só às políticas salariais, mas a todas as condições concretas (ou a ausência delas) para a realização do trabalho docente.

Temos visto ao longo dos anos um processo gradual de precarização da atividade docente em São Paulo, que implica num sucateamento dos serviços públicos de educação.

Com a dobradinha “progressão continuada” e “bônus docente”, o governo do estado demonstra sua avidez por resultados numéricos e estatísticos, ao passo que a qualidade de ensino cai vertiginosamente.

A progressão continuada, mecanismo que o governo estadual encontrou para “empurrar” à frente os alunos com dificuldades de aprendizagem e assim maquiar as mazelas do sistema educacional, acabou por criar entre os alunos uma cultura completamente avessa ao estudo.

Isto possibilita ao governo mostrar resultados numéricos, sobretudo em relação à evasão escolar, frente a instituições como o Banco Internacional de Desenvolvimento, que financia ações do governo.

Contudo, isto acaba por criar uma bomba relógio nas escolas: os alunos progridem em séries escolares, mas preservam várias deficiências que não poderão ser sanadas nas séries subsequentes, até o momento em que serão lançados ao mercado de trabalho sem uma formação básica e sólida. Vemos assim, como resultado de uma política educacional omissa o surgimento da figura do analfabeto funcional.

Num futuro próximo, isto representa para o aluno recém-saído do Ensino médio dificuldades de inserção profissional e a impossibilidade de progredir com seus estudos, mesmo em instituições privadas de ensino.

Voltando aos professores: ao invés de reajustar salários, o governo tem se limitado a “dar” gratificações aos docentes, complementando o valor do salário. O problema é que estas gratificações podem ser retiradas a qualquer momento, sem maiores explicações.

Por outro lado, a implantação do bônus docente indica uma intenção muito clara de rebaixar os educadores à condição de vendedores de diploma, sobretudo em sua última aplicação, em que os resultados alcançados no ano de 2008 seriam utilizados para o cálculo do bônus de 2009. Partindo dos mesmos resultados, foram estipuladas metas numéricas a serem alcançadas no ano de 2009, sob pena de não recebimento do bônus quando do não cumprimento das metas.

Através desta ação, o governo minimiza sua responsabilidade sobre os problemas da educação, ao passo que joga sobre as costas dos professores a tarefa de dar cabo do processo de ensino e aprendizagem em condições absurdas, tendo como motivação uma espécie de comissão anual por cumprimento de metas. Esta “premiação” de resultados beira o assédio e efetivamente não contribui para uma melhor educação.

É dentro desta perspectiva que os professores tentam realizar seu ofício: na ausência de condições materiais mínimas para desempenhar um trabalho complexo e essencial para a construção de uma sociedade mais digna. O próprio professor torna-se uma bomba relógio, prestes a colapsar no desempenho de sua função.

Desta maneira, só a organização da categoria, com suas reivindicações por melhores salários e condições de trabalho pode alterar o curso deste processo.

São reivindicações da categoria:

  • Reajuste salarial imediato de 34,3%;
  • incorporação de todas as gratificações, extensiva aos aposentados;
  • por um plano de carreira justo; pela garantia de emprego;
  • contra as avaliações excludentes (provão dos ACTs/avaliação de mérito);
  • pela revogação das leis 1093,1041,1097;
  • concurso público de caráter classificatório;
  • contra as reformas do Ensino Médio;
  • contra a municipalização do ensino;
  • pela luta contra o PLC 1614 (avaliação nacional dos professores)

    Diante da crise internacional, os governos optam por entregar quantias descabidas aos capitalistas para salvá-los, ao passo que para “compensar” esta ajuda precariza e sucateia os serviços públicos. As greves ocorridas nos últimos dias na Grécia, Portugal e Reino Unido foram exemplos de que a classe trabalhadora não deve aceitar pagar as contas de um sistema em crise que não tem outra finalidade que não explorar o trabalhador ilimitadamente.

    É a nossa mobilização que vai garantir que essa conta não seja despejada em nossos ombros e que conquistas sejam arrancadas.

    A greve continua...

  • Contas rejeitadas do Alckimin.

    TSE rejeitas as contas da campanha de Alckmin. Kassab também está no bico do corvo

    Um dia a casa cai

    Um dia a casa cai

    O Conversa Afiada reproduz post do Novo Jornal:


    MINISTRO DO TSE REJEITA CONTAS DO PSDB E DE ALCKMIN

    Como punição, ele sugeriu o bloqueio, por seis meses, dos repasses de verbas do Fundo Partidário para o PSDB

    Novojornal online – 24/03/2010

    O ministro Felix Fischer, do TSE, considerou “irregular” a contabilidade da campanha presidencial tucana de 2006.

    Relator das prestações de contas do comitê eleitoral do PSDB e do então candidato Geraldo Alckmin, Fischer rejeitou ambas.

    Como punição, sugeriu ao tribunal o bloqueio, por seis meses, dos repasses de verbas do Fundo Partidário para o PSDB.

    Submetido na noite passada ao plenário do TSE, integrado por sete ministros, o voto de Fischer foi acompanhado pelo colega Fernando Gonçalves.

    O julgamento foi suspenso porque o ministro Marcelo Ribeiro, terceiro a votar, pediu vista dos dois processos.

    Felix Fischer escorou o seu voto em relatórios de um órgão técnico da Justiça Eleitoral, a Coepa.

    Trata-se da Coordenadoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias. Apontou várias irregularidades nas contas do tucanato e de Alckmin.

    A principal delas refere-se à dívida exposta na contabilidade da campanha. O PSDB informou ao TSE que arrecadou cerca de R$ 59 milhões.

    Os gastos da campanha escalaram a casa dos R$ 79 milhões. Restou um passivo de R$ 19,9 milhões.

    Pela lei, o partido teria dois caminhos: ou liquidava a dívida antes da prestação de contas ou transferia o débito do comitê eleitoral para a legenda.

    Na segunda hipótese, o partido teria de obter de cada credor uma anuência escrita da renovação do débito.

    Na sua prestação de contas, o PSDB assumiu as dívidas. Mas não anexou ao processo o aceite dos credores. Daí a rejeição das contas.

    Clique aqui para ler sobre a condenação do poste do Serra.

    terça-feira, 23 de março de 2010

    Apeoesp quer 100 mil professores diante do Palácio dos Bandeirantes

    Depois de protesto, professores de SP prometem 100 mil diante do Palácio dos Bandeirantes

    Sindicato diz que reuniu 60 mil em caminhada da Paulista à praça da República, na capital. Por reajuste e revisão no plano de carreira da categoria, docentes mantêm greve na rede estadual

    Por Suzana Vier, Rede Brasil Atual

    Publicado em 19/03/2010, 15:30

    Professores da rede de escolas estaduais fizeram, na tarde desta sexta-feira (19), uma assembleia e uma caminhada da avenida Paulista até a sede da Secretaria de Educação de São Paulo, na praça da República. Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), 60 mil manifestantes participaram - 8 mil, segundo a Polícia Militar -, ocuparam todas as faixas nos dois sentidos da avenida Paulista para a realização de assembleia.

    Os trabalhadores decidiram pela continuidade da greve e marcaram nova assembleia para a próxima sexta-feira (26), desta vez em frente ao Palácio dos Bandeirantes - sede do governo paulista, no bairro do Morumbi. Para a ocasião, a expectativa dos sindicalistas é de reunir 100 mil pessoas para pressionar o governo a negociar.

    A passeata até a praça da República, onde fica a secretaria, ocorre pela pista no sentido centro. O objetivo dos manifestantes seria ter uma comissão de trabalhadores e sindicalistas recebida pelo secretário Paulo Renato. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, os manifestantes não podem ser recebidos por Paulo Renato, que despacha fora da Secretaria.

    A categoria reivindica 34,3% de reajuste salarial, calculado a partir do acumulado de anos sem aumento. Eles demandam a suspensão da avaliação de mérito e das provas dos professores temporários (ACTs), concurso público, carreira justa e uma política de educação para o estado.

    Concentração

    Inicialmente, 300 homens e 100 viaturas da Polícia Militar fizeram um cordão de isolamento tentando restringir a manifestação à calçada de um dos lados da via, mas os professores passaram a ocupar as faixas dos dois sentidos da via. Não houve conflito entre manifestantes e policiais.

    Segundo a Apeoesp, algumas diretoras de escolas teriam ameaçado os docentes participantes com retaliações e outras formas de pressão. Na quinta-feira (18), o governador José Serra (PSDB) desqualificou a paralisação, chamando-a de "trololó", por ter fins políticos.

    Na assembleia, a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, a Bebel, admitiu que a greve é política. "Mas se há um partido a defender, é o 'partido do magistério paulista'", afirma. Ela contestou ainda declarações do secretário Paulo Renato, que alega não ter recebido demandas de negociação.

    Segundo Bebel, diversos ofícios têm sido protocolados nos últimos anos, mas os representantes da categoria não foram atendidos. Além disso, o fato de a categoria ter ido à sede da secretaria reforça a busca dos professores por negociação.

    Para João Felício, secretário de Relações Internacionais da Central Única dos Trabalhos (CUT), não adianta o governo dizer, na imprensa, que os professores não negociam, porque a Apeoesp tem uma história de diálogo. "Mas desde que o PSDB entrou no poder, não foi mais possível negociar, o governo só entende a linguagem da greve", disparou.

    "Bico"

    "Serra cobra tanto em cima do professor, mas o professor não pode exigir um bom desempenho dos alunos, que têm progressão automática", critica uma professora contratada como temporária (ACT), em uma escola na zona Sul da capital. "Por isso, a educação se transformou no caos que está hoje", prossegue a docente que não quis ser identificada, alegando sentir-se perseguida pela direção.

    Diversos professores criticam a criação da categoria O, à qual foram inseridos os profissionais admitidos, por contrato temporário, neste ano. Ao lecionar em 2010, eles devem receber durante o período de aulas - 10 meses no total -, mas serão impedidos de receber atribuição de aulas em 2011. "O que o governo conseguiu fazer foi transformar a profissão de professor em 'bico'", criticou Danila Régio, docente que participa da manifestação.

    Sem proibição

    Desde a manhã desta sexta, havia rumores a respeito de uma liminar judicial que proibiria a manifestação dos professores na avenida Paulista. Segundo os advogados da Apeoesp, a entidade não teve conhecimento de qualquer ação legal nesse sentido e sustenta que o protesto é um direito dos trabalhadores.

    Trabalhadores em educação de Minas reivindicam aplicação do Piso Salarial

    Trabalhadores em educação de Minas reivindicam aplicação do Piso Salarial


    Apesar de não ter sido oficialmente convidado para a solenidade de inauguração da nova sede administrativa do Estado no dia 04 de março de 2010, o povo se fez presente através dos movimentos sociais que organizaram a primeira manifestação reivindicando melhores salários e condições de trabalho.

    Os trabalhadores em educação do estado de Minas Gerais se reuniram no dia 16 de março para uma assembléia seguida de ato na nova sede do executivo mineiro. A paulatina precarização das condições de trabalho dos servidores assim como o recebimento de salários com piso abaixo do mínimo levou os educadores a dar uma resposta ao governador Aécio Neves e sua política de déficit zero. Nos últimos oito anos, o chamado “Choque de Gestão” não fez nada mais do que reduzir investimentos em saúde, segurança e educação em prol de uma política de austeridade de gastos. Esse modelo neoliberal se pauta na diminuição do estado e a liberdade de atuação dos setores privados. Há que se lembrar que nunca as empresas e os bancos privados em Minas Gerais lucraram tanto. Essa lógica se manifesta também nos chamados prêmios por produtividade, onde os trabalhadores recebem bônus de acordo com critérios estabelecidos pelo governo. Essa prática, além de não possibilitar ganho real, empurra a culpa do descaso do governo com a educação nas costas dos professores, que além de tudo, são colocados uns contra os outros a fim de desmobilizar a categoria.

    Ainda que a propaganda oficial afirme o sucesso do “Choque de Gestão”, o que os educadores encontraram na nova sede, foi uma obra faraônica em que estimativas levantam gastos na ordem de 2 bilhões de reais. A opulência dos edifícios não mascara as reais intenções com as construções. Levar o administrativo do executivo para uma região que fica praticamente fora dos contornos da cidade visa desmobilizar qualquer organização social que intente contra o governador uma vez que não acontece dialogo direto com a população e a mídia dá o tom que lhe aprouver. Outra situação que chamou a atenção dos professores foi o grande aparato policial que acompanhou a manifestação. Cerca de 800 policiais, dentre eles policia montada e a tropa de choque devidamente preparados para um conflito, guardavam o entorno dos prédios da sede.

    Mesmo com toda essa situação contrária, os mais de 3000 trabalhadores não se intimidaram e realizarão uma assembléia que estabeleceu a data limite de 08 de abril: se até lá, o governador não negociasse a implantação do Piso Salarial nacional de R$ 1312,82, os trabalhadores entrariam em greve por tempo indeterminado. Seguiu-se uma manifestação que circulou a Cidade Administrativa junto aos trabalhadores da Saúde, polícia civil e servidores públicos e para dialogar minimamente com a população, fechou-se uma pista da Rodovia por cerca de 30 minutos.

    A causa é justa e é chegada a hora dos donos do poder aprenderem uma lição: são os professores e demais profissionais da educação que estão na linha de frente na batalha da construção da cidadania. Os trabalhadores em educação exigem respeito e valorização! A luta é de todos nós! A vitória não tardará!

    Serra inaugura maquete do júri dos Nardoni


    E ele ainda diz que não tempo para inaugurar tanta obra. É um  gênio

    E ele ainda diz que não tempo para inaugurar tanta obra. É um gênio

    O Mundo em Movimento reproduz o site Cloaca News:


    segunda-feira, 22 de março de 2010
    CASO NARDONI: SERRA DEVE INAUGURAR MAQUETE DO JULGAMENTO

    Depois de inaugurar a maquete da ponte que ligará Santos ao Guarujá – obra que sequer teve a licitação iniciada, o governador Zé Chirico deverá comparecer hoje ao Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, para lançar, oficialmente, a réplica em miniatura do edifício London e do apartamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, em cerimônia que antecederá o início do julgamento do casal.
    Diante da pouca repercussão de sua agenda de ontem, 21, quando inaugurou o Outono, o tucano exigiu de sua assessoria a presença de José Luís Datena, seu chegado da Rede Bandalha.

    domingo, 21 de março de 2010

    Servidores da saúde de SP convocam greve de 48 horas

    Os trabalhadores da saúde do Estado de São Paulo anunciaram uma paralização de 48 horas na próxima segunda-feira (22). Durante a semana, devem ser realizados atos nos hospitais e unidades de saúde para avaliar uma possível greve por tempo indeterminado.

    A decisão foi tomada em assembleia com a participação de 700 servidores, na quadra do Sindicato dos Bancários, na região da Sé. A principal reivindicação da categoria diz respeito ao projeto de lei que regulamentava o aumento da categoria deveria ter sido encaminhado à Assembleia Legislativa, porém permanece parado na Comissão de Política Salarial do governo.

    Na prática, isso significa que o reajuste não será votado neste ano, segundo Helcio Aparecido, secretário-geral do SindSaúde. "O processo de negociação é monossilábico. O governo não mostra o orçamento, só fala que não há verba suficiente para o aumento. Somente o sindicato negocia e propõe", desabafa Aparecido.

    Para o dia 31 de março está programado um protesto bem humorado chamado de "almoço de gala". A proposta é tentar pagar uma refeição com R$ 4, o valor que os servidores recebem de vale-refeição desde 2000.

    Desde o dia 5 de março, os trabalhadores estão em estado de greve e reivindicam aumento salarial, reestruturação dos planos de carreira, aumento do vale-refeição para R$ 14. Eles ainda opõem-se à terceirização do setor, por meio da transferência da gestão de unidades para organizações sociais.

    A Próxima assembleia será realizada no dia 31 de março em frente à Secretaria Estadual da Saúde, na região do Hospital das Clínicas (bairro Cerqueira César).

    sábado, 20 de março de 2010

    Assembleia reúne 60 mil professores, cobra Serra e mantém greve

    19 de Março de 2010 - 18h38
    GREVE

    Manifestação tomou conta da Avenida Paulista nesta 6ª feira

    Assembleia reúne 60 mil professores, cobra Serra e mantém greve

    Em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira (19), na Avenida Paulista, os professores da rede estadual de São Paulo aprovaram a manutenção da greve por tempo indeterminado. A categoria paralisou as atividades no último dia 8, reivindicando reajuste salarial de 34,3%, entre outros pontos. A adesão é de cerca de 90%, segundo a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo).

    A realização do ato chegou a ser ameaçada pelo Ministério Público do Estado, que entrou nesta quinta-feira (18) na Justiça para proibir a manifestação. A alegação foi de que os professores causariam transtornos à circulação de pessoas na região. O pedido, absurdo, foi devidamente negado pelo juiz da 20ª Vara Cível, Flávio Abramovici — e a manifestação foi mais uma demonstração de combatividade da categoria.

    Segundo a Apeoesp, cerca de 60 mil pessoas participaram da assembleia, que cobrou diálogo do governador José Serra e de seu secretário da Educação, Paulo Renato. Em vez de abrir canais de negociação com a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), o governo tucano preferiu ir à imprensa, ao longo da semana, para provocar a categoria. Enquanto Paulo Renato classificou a paralisação como “eminentemente eleitoral”, Serra tachou a greve de “trololó”.

    O repúdio a essas declarações dominou os discursos e as palavras-de-ordem da manifestação. No carro de som, lideranças da categoria faziam perguntas tais como: "Que notas damos ao Serra? E ao Paulo Renato?" Os manifestantes respondiam: "Zero". "E aos professores?" "Dez". Houve uma performance de docentes maquiados de palhaço, que, segurando um caixão, simbolizavam o sepultamento da "paz financeira" dos professores.

    Da assembleia — realizada em frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo) —, os manifestantes seguiram para frente da Secretaria da Educação, na Praça da República, centro da capital paulista. Os professores querem ser recebidos pela pasta. Caso não haja diálogo, os professores prometem voltar ao órgão na próxima terça-feira (23).

    A próxima assembleia será feita no dia 26 de março, diante do Palácio do Governo, na região do Morumbi, na zona sul da cidade. A intenção da categoria é pressionar o governo Serras a atender aos pedidos do movimento. O governo do PSDB afirmou ter cortado os salários dos servidores em greve e tem minimizado as manifestações.

    “Até o momento, não há abertura de negociações com o estado”, diz Maria Izabel Noronha, presidente da Apeopesp. De acordo com a entidade, o movimento “busca reforçar a luta da categoria pelo atendimento das reivindicações na defesa da dignidade profissional”.

    Já o presidente do CPP (Centro do Professorado Paulista), José Maria Cancelliero, afirma que as entidades estão dispostas a negociar com o governo o fim da greve — desde que as reivindicações sejam atendidas. “É o governo que não quer negociar. No ano passado, cinco pedidos de reunião, relativos ao reajuste salarial, foram protocolados na Secretaria de Estado da Educação. Nenhum foi atendido. Esse ano, outros pedidos foram protocolados”.

    Além de reajuste salarial, as principais bandeiras dos professores são: incorporação de todas as gratificações, extensiva aos aposentados; plano de carreira; garantia de emprego; fim de avaliações para temporários; e realização de concursos públicos para a efetivação dos docentes.

    A rede de São Paulo conta com mais de 220 mil professores e 5 milhões de alunos. Segundo a Apeoesp, os professores que compõem o comando de greve estão visitando as escolas para conversar com pais, alunos e professores, explicando o porquê da paralisação.

    sábado, 13 de março de 2010

    O PIG mente, esconde a passeata dos Professores da Rede Pública de ensino de São Paulo

    Ontem dia 12/03/2010 estive em São Paulo para a assembléia dos professores da rede pública do Estado de São Paulo, que estão em greve exigindo do governador do estado, dentre várias reivindicações aumento salarial e melhores condições de trabalho. A passeada de ontem foi muito proveitosa e numerosa. Segundo calculos da Apeoesp e algumas agencias de noticias estiveram presentes na passeata entre 30 e 40 mil pessoas, fechando a Avenida Paulista do Masp, a Consolação chegando até a praça da República. Pelo trajeto foi visível o apoio da população dos prédios próximos, tanto residenciais como comerciais, dando destaque para a Corregedoria da Polícia Civil do Estado de São Paulo, onde diversos trabalhadores públicos se solidarizaram com o movimento dos professores, afinal, como funcionários públicos também sentem todo o abandono promovido pelo governo do famigerado José Serra.
    Durante todo o percurso da passeata, e até mesmo antes dela começar fomos observado por grande contigente da Polícia Militar que por vários momentos ameaçou barrar a passeada dos trabalhadores / professores, usando inclusive da tropa de choque e o helicóptero Águia que permaneceu o tempo todo vigiando os manifestantes, que pela própria postura de educadores, nem sequer deixou papéis ou garrafas de água pelo chão. Esteve presente durante todo o percurso também, as aeronaves da TV Globo, da Bandeirantes e Record, e por incrível que pareça muito pouco, ou nada apresentou em seus noticiários a grandiosidade do movimento, pelo contrário, ignorou totalmente a passeata que parou a principal avenida de São Paulo. Enquanto acontecia o movimento, alguns jornais como o Brasil Urgente da Bandeirantes mostrava assaltos, sequestros e coisas de menor interesse social ao invés de mostrar ao país inteiro as mazelas da educação provocada pelos longo período de tucanagem no governo Paulista. Aos gritos de palavras de ordem, a manifestação seguiu firme rumo a praça da República contanto com a participação de diversos grupos sociais e representações sindicais.

    Não é possível depois de tamanha manifestação que o governo Tucano de José Serra ignore e venha pronunciar que a greve dos professores é um fracasso, e muito menos que não tem adesão dessa classe trabalhadora importante para o progresso de qualquer nação,e que está indignada, revoltada entre outras coisas com o projeto educacional voltado a alienação do aluno e sua subjunção a ordem economica tucana que só privelegia seus aliados e comparsas. A grande manifestação ontem na Paulista,me proporcionou uma certeza maior da cumplicidade da mídia interesseira, que em troca dos benefícios financeiros fornecidos pelas gigantes propagandas do governo do estado em rede nacional como as atuais propagandas / mentiras da educação, saúde entre outras vendem e entregam o suor do povo trabalhador desse país noticiando apenas o que não contraria os interesses de seus anunciantes, no caso, o governo do estado. Parte da grande mídia, não tem carater nem a dignidade que se espera de um meio de comunicação imparcial. O meu protesto, minha única indignação, é que a mídia simplesmente ignorou 40 mil pessoas "travando" a avenida Paulista e Consolação. Isso não é matéria jornalística de peso?? Então a não vinculação só pode estar relacionados a situações de bastidores escusos.

    Professores a greve está forte. O momento é esse. Precisamos lutar e demonstrar a esse governo tirano que os professores, a sociedade Paulista não quer mais o descaso que esse governo dá a educação de São Paulo. Quem estiver lendo esse e-mail e tiver filho na escola pública sabe do que falo, sabe que a propaganda do governo vinculada nos meios de comunicação não é a verdade que seu filho enfrenta na escola. Vamos endurecer a greve. Vamos lutar pela melhoria da educação. Não é apenas por nós. Devemos isso aos nossos filhos e netos, devemos isso ao Brasil.

    Fora Serra!!!
    Serra, a culpa é sua, a greve continua!!
    Serra, a culpa é sua, a greve continua!!

    Partido Sobra Ditadura Brasileira

    quinta-feira, 11 de março de 2010

    PELA DIGNIDADE DO MAGISTÉRIO E PELA QUALIDADE DA EDUCAÇÃO

    Professores aprovam greve por tempo indeterminado

    Reunidos em assembleia na Praça da República na sexta-feira, 5, mais de 10 mil professores aprovaram greve por tempo indeterminado, a partir de segunda-feira, 8.

    As principais reivindicações da categoria são: reajuste salarial imediato de 34,3%; incorporação de todas as gratificações, extensiva aos aposentados; plano de carreira justo; garantia de emprego; contra as avaliações excludentes (provão dos ACTs/avaliação de mérito); revogação das leis 1093, 1097, 1041 (lei das faltas); concurso público de caráter classificatório; contra a municipalização do ensino, contra qualquer reforma que prejudique a educação, em todos os níveis. Da assembleia também participaram representantes dos diretores de escola e supervisores de ensino, que decidiram, em suas instâncias, entrar em greve em conjunto com os professores.

    O Magistério paulista, com esta decisão, deu um BASTA aos desmandos do governo
    Serra.
    Os professores aprovaram ainda o calendário de mobilizações (leia quadro), com a realização de uma nova assembleia na sexta-feira, 12, no vão livre do Masp, na avenida Paulista. As subsedes devem realizar, na quinta, 11, assembleias regionais.

    Governo afronta categoria Praticamente às vésperas da assembleia, o governo do Estado anunciou, com estardalhaço, a incorporação da Gratificação por Atividade de Magistério (GAM) em três parcelas, a serem pagas em 2010, 2011 e 2012. A proposta é uma afronta e um desrespeito.

    Para se ter uma ideia, , até 2012 o salário-base do PEB II em jornada de 24 horas, terá um acréscimo salarial de apenas R$ 6,47. Não queremos esmolas!

    Queremos reajuste salarial e a real valorização do Magistério. Sem contar que inúmeros professores aposentados já ganharam na Justiça, em ação movida pela APEOESP, o direito de incorporação total da GAM.

    Este governo gasta milhões em propagandas no rádio e na TV para apresentar mentiras à população. Onde estão as escolas com dois professores? Onde estão os laboratórios de
    informática abertos nos finais de semana com monitores? Temos de dar uma resposta à altura, chamando os pais dos alunos para conhecer nossas escolas, para que possam comparar com a “escola de mentirinha” que Serra mostra na televisão.

    Matéria paga

    As entidades do Magistério veicularão matéria paga na Rede Bandeirantes, no intervalo do “Brasil Urgente” – entre 17h30 e 18h50 – na próxima quarta-feira, 10. Em anexo, segue carta à comunidade escolar – pais e alunos – explicando o porquê de nossa greve.

    A carta deve ser reproduzida pelas subsedes. É importante também que as subsedes circulem com carros de som, denunciando os desmandos do governo e explicando as razões da greve da categoria.

    Calendário de mobilização

    Dia 8 de março: conversa com a comunidade escolar
    Dias 9 e 10: visita às escolas
    Dia 11: assembleias regionais
    Dia 12: assembléia estadual no vão livre doMasp, na avenida Paulista, às 15 horas

    ESTAMOS EM GREVE!

    terça-feira, 9 de março de 2010

    O Chile nas mãos de Piñera


    O que significa Sebastián Piñera para o Chile? Neoliberalismo na economia, gerencialismo na administração pública, tentativa de esvaziamento da"Concertación", diplomacia orientada para o dólar e o euro e polarização de posições ideológicas. Um presidente que pode ser aclamado pelo clube dos adeptos do Sr. Scrooge (o personagem de Dickens), que hoje em dia é assombrado pelo espírito de Milton Friedman. A análise é de Antonio Lassance.

    segunda-feira, 8 de março de 2010

    O 8 de Março e a mídia “devassa”

    A convocatória do protesto paulista do Dia Internacional da Mulher deu ênfase ao papel deletério dos meios privados de comunicação. Num dos trechos, o texto critica o “oligopólio da mídia, que colabora na criminalização dos movimentos sociais... Os grandes jornais e os programas de TV omitem as ações dos que lutam para melhorar as condições de vida da população pobre, omitem a participação das mulheres, jovens e negros, as suas formas de ver a vida e a política, ao mesmo tempo em que fazem a propaganda dos valores capitalistas e dos políticos que os defendem”.

    NA LUTA COMEMORAMOS OS 100 ANOS DO 8 DE MARÇO

    Há 100 anos, Clara Zetkin, dirigente do Partido Social Democrata Alemão, viu aprovada sua proposta de instaurar o 8 de março como Dia Internacional das Mulheres. Essa referência histórica, por si só, já seria suficiente para demarcar a data com seu sentido principal: a luta. Foi nesse caminho que as mulheres foram para as ruas em todas as partes do mundo, inúmeras vezes: pelo direito ao voto, a salários iguais, para denunciar a violência cotidiana a que são submetidas, desde a humilhação doméstica à mais brutal violência física.

    Em um país com uma das piores desigualdades sociais do mundo, com concentração de terra, renda e poder não mãos de uma elite, marcado profundamente pelo latifúndio e pela exploração imperialista, os impactos recaem fortemente sobre as mulheres. De acordo com uma pesquisa da UFRJ, 80% do total de pessoas sem acesso à renda no Brasil são mulheres. E são elas majoritariamente que são submetidas a jornadas duplas ou triplas de trabalho, encarado muitas vezes como “ajuda” e sem remuneração.

    No campo, essa realidade fica ainda mais marcante. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), somente 1% das propriedades rurais do mundo estão em nome de mulheres. E na Reforma Agrária também o índice é baixo: menos de 15% das terras são registradas em nome de mulheres. Cerca de 6,5 milhões de agricultoras são analfabetas. O modelo de produção priorizado pelo Estado brasileiro – revelado com detalhes pelo último Censo Agropecuário – faz com que existam 15 milhões de sem-terra no país. Destes, no mínimo, 50% são mulheres. Por trás do grande número de pessoas sem acesso à terra, um dado do Censo expressa a contradição: apenas 1% dos proprietários de terras no Brasil detém 46% do território agricultável.

    O agronegócio – que recebe a maior parte dos investimentos públicos para a produção – acumula mais um vergonhoso título para o Brasil. Depois de ser o principal consumidor de agrotóxicos, é agora o segundo país do mundo em área cultivada de transgênicos. Enquanto os países desenvolvidos seguem o caminho inverso, preocupando-se com a qualidade da alimentação, nossa população precisa se envenenar para garantir os lucros das transnacionais. Isso porque tentaram convencer o mundo que os transgênicos acabariam com a necessidade de pesticidas. Então como entender essa imensa quantidade de venenos para manter a produção transgênica? O Censo demonstrou que quase 80% dos proprietários rurais usam agrotóxico, muito mais do que o necessário. O imenso volume de herbicidas aplicados no Brasil contamina os solos, os mananciais e até mesmo o aqüífero Guarani. A contaminação chega até nós pela água que bebemos e pelos produtos agrícolas irrigados com a água contaminada.

    Não faltam dados que comprovam os malefícios sobre a saúde humana dos agrotóxicos e dos transgênicos, muitas vezes sobre a mulher, como a contaminação do leite materno e impactos na fertilidade. Mas nada disso é motivo para o perverso modelo do agronegócio deixar de seguir seu rumo.

    E por isso as mulheres camponesas se mobilizam, enfrentam a opressão e a exploração. Não aceitamos o silêncio. Todos os anos, assumimos a responsabilidade histórica legada pelas socialistas. Neste ano, nos organizamos na Jornada de Luta contra o Agronegócio e contra a Violência: por Reforma Agrária e Soberania Alimentar. Vamos para as ruas em todo o país colocar para a sociedade nosso projeto, nossa alternativa pela saúde, pela autonomia, pela igualdade, pelo fim da exploração. Nos somamos com as mulheres das cidades, que também travam há décadas lutas fundamentais para toda a sociedade brasileira. Sabemos que é este o único caminho possível para conquistar nossos direitos.

    quinta-feira, 4 de março de 2010

    Cana-de-açúcar: trabalho escravo, danos ambientais e violência contra indígenas

    A ONG Repórter Brasil divulgou um relatório sobre a produção de cana de açúcar no Brasil em 2009. De acordo com o relatório, a situação é preocupante. Os casos de trabalho escravo, violações de direitos trabalhistas, agressões ao meio ambiente e invasão de territórios indígenas são inúmeros. A produção de cana alcançou 612,2 milhões de toneladas em 2009, uma alta de 7,1% em relação ao ano anterior. Somente o Estado de São Paulo concentra 57,8% dessa produção. Em Goiás, o aumento da produção foi de 50% em relação ao ano anterior. De toda essa produção, 20% já é controlada pelo capital internacional.

    A maior empresa sucroalcooleira em atividade no Brasil, a Cosan, foi inserida na lista negra do Ministério do Trabalho sobre trabalho escravo. Entretanto, a empresa entrou com uma liminar para retirar o nome da lista, e o caso ainda vai ser julgado pela Justiça. Muitas usinas foram flagradas com trabalho escravo em suas plantações. A Usina Santa Cruz, do Grupo José Pessoa, foi flagrada três vezes no ano de 2009. Em 15 de maio, foram encontrados/as 150 trabalhadores/as escravizados/as; em 6 de junho, 324; e em 11 de novembro, 122. Essa e outras empresas são signatárias de um Compromisso pela erradicação do trabalho escravo. Entretanto, mesmo sendo flagradas nessa situação, continuam signatárias do Compromisso e utilizam isso como marketing empresarial. Isso mostra como as ações contra o trabalho escravo ainda são muito reduzidas e ineficientes. O setor que mais utiliza mão-de-obra escrava é o setor canavieiro. Em 2009, foram libertados/as em canaviais 1911 trabalhadores/as em 16 casos denunciados, 45% do total de 4234 em todo o ano. Existem cerca de um milhão de trabalhadores/as no setor canavieiro, que sofrem outras inúmeras violações de direitos humanos e trabalhistas, especialmente no que diz respeito ao excesso de jornada de trabalho e à segurança e saúde do/a trabalhador/a.

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    Pressão sobre Serra faz efeito e tucano assume candidatura

    Não é propriamente uma novidade. Todo o mundo político já sabia que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), seria o candidato da oposição de direita à sucessão presidencial. Mas a verbalização desta intenção pelo próprio governador era um gesto esperado há muito tempo pela oposição e Serra vinha relutando em fazê-lo. Mas as últimas pesquisas eleitorais, que mostram um grave declínio das intenções de voto no tucano, geraram pressões graves e aceleraram a tomada de decisão.

    Serra convidou Aécio Neves para vice, que recusou. "Não adianta empurrar, empurrado eu não vou”, disse o governador mineiro a aliados.

    Segundo o jornal Folha de S.Paulo, Serra afirmou nesta quarta-feira (3) sua disposição em ser candidato do PSDB à Presidência da República perante a executiva do partido e sugeriu que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, seja seu vice na chapa. Mas os integrantes da legenda ainda se preocupam com a falta de confirmação oficial por parte de Serra, o que deixa alguma margem de desistência por parte do governador.

    Segundo a Folha, aliados de Serra admitem que o espaço para um eventual recuo é pequeno, mas ressalvam que ele pode reavaliar a candidatura caso não consiga ter Aécio na vice ou se Dilma Rousseff (PT) ultrapassá-lo em pesquisas antes do prazo de desincompatibilização.

    Caso confirme sua candidatura oficialmente, Serra deve deixar o governo de São Paulo no dia 3 de abril, passando o posto para o vice-governador Alberto Goldman. Esta transição, até mesmo do ponto de vista burocrático, não é tão simples e, portanto, nos bastidores já deve estar acontecendo.

    À imprensa, a declaração de Serra sobre sua eventual candidatura foi menos enfática. O tucano disse apenas que nunca afastou a possibilidade de vir a ser candidato. “Isso continua. Existe sim. Em relação a Aécio, não é o que está sendo debatido, apesar de toda a cobertura da imprensa”, disse Serra ao inaugurar a ala de um hospital de Sapopemba, na zona leste da capital paulista. O governador não esclareceu o que quis dizer com a frase sobre Aécio.

    Aécio rejeita aliança “café com leite”

    Convencer o governador mineiro a ser seu vice na chapa presidencial é agora o grande desafio de José Serra. Aécio tem deixado bastante claro que não aceitará esta missão.

    Ontem, em encontro com Aécio num hotel de Brasília, Serra formalizou o convite para que o governador mineiro seja seu vice numa chapa tucana "puro-sangue". Diante do convite explícito para um governo "café com leite" – numa nova aliança de Minas Gerais com São Paulo para eleger um presidente –, Aécio foi categórico ao afirmar que dispensa o convite.

    Diplomaticamente, Aécio diz que ajudará mais ao projeto eleitoral dos tucanos sendo candidato ao Senado, mas é certo que o fato de ter sido preterido na disputa sucessória presidencial deixou feridas abertas na relação entre os dois governadores.

    Segundo a reportagem do Estadão, depois do convite de Serra, Aécio pediu que se encerrasse ali a conversa sobre essa questão. O mineiro argumentou que esse debate é ruim porque afeta o próprio Serra.

    Preocupados com os resultados das últimas pesquisas eleitorais, apontando o crescimento da candidatura da ministra Dilma Rousseff (PT) e Serra em baixa contínua, tucanos de todo o País torciam por um fato novo que pudesse reverter a tendência de queda. Segundo a matéria do jornal paulista, a avaliação geral era de que só o anúncio de Aécio como vice poderia dar força política para segurar os eleitores Brasil afora. Agora, terão que esperar por algum outro fato novo para poder renovar as esperanças de vitória nas eleições de outubro.

    Bandeira social seqüestrada

    Enquanto esperam, os oposicionistas ensaiam alguns discursos e testam alguns temas para se armar para a campanha, que promete ser pesada. O próprio Serra lançou algumas pistas sobre a argumentação que irá usar para se contrapor aos evidentes avanços sociais do governo Lula.

    Em seu pronunciamento na sessão de homenagem ao centenário de Tancredo Neves, ontem, em Brasília, ele criticou o rótulo de "herança maldita" usado pela esquerda para rechaçar um possível retorno tucano ao Palácio do Planalto e sugeriu que o partido de Lula foi um dos principais beneficiários das mudanças implementadas no País na era FHC.

    Numa evidente inversão de sinais, que mostra como seu discurso pré-campanha ainda é contraditório e deslocado da realidade, Serra reivindicou o “legado” de FHC como um resgate das bandeiras sociais. Sem citar o nome de Fernando Henrique, disse que o País conseguiu grandes avanços nos últimos anos e ressaltou a derrubada da superinflação e o "problema persistente da dívida externa herdada". Destacou também o começo de uma "retomada promissora do crescimento econômico", além da "expansão do acesso das camadas de rendimentos modestos ao crédito e ao consumo, inclusive de bens duráveis".