segunda-feira, 3 de maio de 2010

O sistema insensível da elite

O processo de urbanização é mais uma força contra o povo que não pertence a parte social que detêm o grande poder econômico, a elite, composta de pessoas que tem o poder a seu favor. Já o povo de baixa renda e que moram em lugares afastados nas grandes cidades, favelas, periferias, cortiços e conjuntos habitacionais precários não possuem opção de lazer, onde a maioria dessa classe baixa tem como lazer, apenas a televisão (considerada por uma pequena parcela uma grande fonte de alienação), quer na pratica distorce as imagens e fatos a favor da elite.

Um caso muito recente aconteceu no Rio de Janeiro, onde aconteceu um grande deslizamento de terra que contabiliza 262 mortos até o momento. Diante de tal catástrofe, li em uma matéria que o governador do estado do Rio de Janeiro colocou a culpa nos próprios moradores que construíram suas casas em áreas invadidas e terras irregulares. Sempre me pergunto, onde iria morar essas pessoas das favelas e áreas de risco já o governo não providencia obras de moradias para colocar essas pessoas? Como nunca há investimentos aos pobres, o governador chegou a simples conclusão de construir um muro nas favelas para impedir que elas aumente de tamanho. Isso, no meu pensar só faz aumentar o ódio já existente na favela contra as elites.

As elites só precisam dos moradores da favela para o mercado de trabalho, pois em nosso país, o cidadão tem um valor X de salário que só permite que ele sobreviva para voltar ao trabalho no outro dia, não dando condições para ascensão econômica e social.

Uma vez escutei alguém dizer que o governo, a elite, só precisa do pobre para mão de obra barata. Para o político, sem o sofrimento do pobre não há o que prometer, o sofrimento do pobre é a razão da existência do político ruim, senão hover o pobre, o miserável, para quem e o que ele vai prometer?

Particularmente não sei. Quando eu morava em favela, na cidade de Santo André -SP, nunca vi o governador nos perguntar se precisávamos de melhores escola, mais professores e melhor estrutura para estudarmos. Construíram uma creche na favela onde morei, mas hoje, já está abandonada funcionou só seis meses e fechou as portas, até hoje, não deram uma satisfação dos motivos do fechamento. Não dá para colocar as culpas dos males das cidades nas favelas e nas periferias principalmente em seus moradores, pois eles são batalhadores do dia a dia, construindo a riqueza desse país e recebendo as migalhas por isso. Temos que analisar tudo com muita clareza.

Estamos no meio de uma guerra invisível aos olhares tradicionais. Temos que prestar atenção em tudo e ter clareza da situação que acontece e não somente do que vemos e ouvimos na imprensa. Há muitas questões a ser relacionadas que não cabem nessa folha e daria para fazer um livro.

Por: Gilmar Orlando de Oliveira

Aluno do 3°ano do ensino médio turma EEscola Estadual Dr. João Marciano de Almeida em Franca-SP

O texto abaixo foi produzido por um aluno do 3°ano do ensino médio turma E durante uma aula de Geografia (PD) ministrada pelo Professor Geliane Gonzaga na Escola Estadual Dr. João Marciano de Almeida em Franca-SP, onde o assunto era urbanização. Resultado como esse “recarrega a bateria” do professor e minimiza a vontade de largar o magistério tão sofrido e pouco reconhecido pela Tucanagem paulista. Mesmo com todos os ataques a educação promovida pelos últimos governos deste estado, o pulso dos professores e alunos da escola pública de São Paulo ainda pulsa. Esse texto vem provar isso.

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