terça-feira, 20 de abril de 2010

Correa adverte que Equador reagiria a novo ataque ao território

O presidente equatoriano, Rafael Correa, advertiu de que não descarta a possibilidade de utilizar a força militar caso ocorra um novo ataque do Exército colombiano a seu território, como aconteceu em Angostura. Sua declaração foi destaque na imprensa equatoriana nesta terça-feira.

A afirmação de Correa, em Caracas, na Venezuela, foi uma enérgica rejeição às declarações do candidato presidencial colombiano, Juan Manuel Santos, ex-ministro de Defesa durante o bombardeio à zona fronteiriça de Angostura, no dia 1 de março de 2008.

Em um debate televisivo com outros aspirantes à presidência da Colômbia, Santos afirmou que se sentia orgulhoso de ter tomado essa decisão e deixou aberta a possibilidade de um novo ataque extraterritorial.

Correa expressou "uma profunda pena daqueles que jogam como imperadores e querem converter a América Latina em um novo Oriente Médio, mas da próxima vez encontrarão o Equador muito melhor preparado e saberemos nos defender".

Em declarações à TeleSUR e ao Diário do Orinoco, Correa recordou que "quando nos atacaram fortemente, o Exército equatoriano tinha deficiências logísticas, nossos radares não funcionavam, nossa aviação praticamente não existia e não tínhamos comunicações."

Essas debilidades, precisou, foram melhorando e "ainda que a política do Equador seja não agredir jamais, no entanto, chegado o momento, se privilegiará a defesa digna do solo pátrio. Da próxima vez, se formos bombardeados teremos que responder."

Lamentou que, apesar das desculpas do presidente Álvaro Uribe, agora "vêm seus sucessores dizerem esta barbaridade" e advertiu que, com "essa classe de gente no governo e sete bases estadunidenses na Colômbia, é possível imaginar o perigo para a região."

Correa reiterou a necessidade de ter informação clara sobre "o mais grave bombardeio da América Latina, sem precedentes, com bombas inteligentes, sem nenhuma declaração de guerra por um povo que considera como irmão e um governo que considerava amigo."

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