quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

"CHE GUEVARA FOI TRAÍDO POR FIDEL, POR ORDEM DA UNIÃO SOVIÉTICA"

Massimo Nava - Corriere Della Sera
Fala um dos três sobreviventes do comando na Bolívia
PARIS — Ele é o último que viu o Che na selva da Bolívia. É a derradeira testemunha de uma execução ainda hoje obscura. Dariel Alarcón Ramírez, vulgo "Benigno", ex-guerrilheiro da revolução cubana, vive desde 1996 em Paris, depois de ser condenado à morte, acusado de trair o regime pelo qual combateu com honra. Che Guevara foi o chefe seguido até o fim, um irmão que o ensinou "a ler e a escrever" e a "respeitar inimigos e prisioneiros". Benigno fica ainda com os olhos úmidos, quando narra a "armadilha mortal" em que caiu o mito revolucionário de gerações inteiras.
E desabafa raiva e desilusão com a "maquinação pela qual foram responsáveis Fidel Castro e a União Soviética". "Queríamos exportar a revolução. Fomos abandonados na selva. Che foi ao encontro da morte, sabendo que era traído. Em 7 de outubro de 1967, estávamos a poucos metros da escola onde o exército boliviano o mantinha prisioneiro. O nosso comando estava disperso. Não fosse assim e teríamos tentado libertá-lo mesmo com risco de morrer."
Em 1956, Benigno era um camponês de 17 anos, quando os soldados do ditador [Fulgêncio] Batista incendiaram sua fazenda nas montanhas da Serra Maestra, e mataram sua mulher Noemi, de quinze anos, grávida de oito meses. Benigno entrou no grupo de Cienfuegos, um dos comandantes revolucionários. "Engajei-me na revolução para vingar os meus queridos. Era o mais valente com a metralhadora. Matei muitos soldados [de Batista]. Nem sabia o que fosse o socialismo. O Che me ensinou tudo. Não era fácil conquistar sua confiança. Mas era um homem bom e honesto. Era o único, entre os líderes, que pagava de seu próprio bolso o carro de serviço", revela ao Corriere.
Hoje Benigno tem quase setenta anos. Após a revolução cubana, tornou-se chefe de polícia e responsável pela segurança, depois dirigente dos campos de treinamento dos guerrilheiros a serem enviados pelo mundo para sustentar os movimentos revolucionários. Naqueles anos intuiu que o socialismo cubano não correspondia aos ideais. "Cienfuegos e Guevara faziam sombra a Fidel. Havia divergências no grupo dirigente. Depois Cienfuegos morreu, num misterioso acidente. Eu estava com Guevara no Congo, quando Fidel tornou pública uma carta na qual Guevara declarava renunciar a qualquer cargo e à nacionalidade cubana. O Che chutou o rádio e berrou: Aí está aonde chega o culto da personalidade! O comandante [Che] havia escrito a carta depois do discurso de Argel, no qual havia posto de sobreaviso os países africanos em relação ao imperialismo soviético. Creio que aquele discurso foi sua sentença de morte. Quando retornamos a Havana, Fidel lhe propôs ir combater na América do Sul".
"O líder máximo — recorda Benigno — participou dos preparativos. Vinha ao campo de treinamento, nos garantia o apoio do partido comunista boliviano, a cobertura dos agentes secretos, a formação de novas colunas. Deveríamos desembarcar ao norte da Bolívia, em territorio favorável à guerrilha. Até aprendemos o dialeto local. Quando Fidel estava presente, o Che se afastava. Entendemos mais tarde o motivo."
Em outubro de 1967 foi desencadeada a operação. O comando de revolucionários cubanos penetrou numa floresta infestada de insetos e agentes secretos, isolada, onde se falava um outro dialeto. «Descobrimos que o partido comunista boliviano não nos apoiava, provavelmente por instruções de Moscou. O Che não era mais ele. Parecia desesperado e depressivo. Deixou-nos livres para continuar ou desistir. Ficamos, mas por fim estávamos reduzidos a dezessete, cercados por três mil soldados. Dividimo-nos em três grupos e uma manhã começou a batalha final. O Che foi aprisionado. Mataram-no no dia seguinte".
Três guerrilheiros conseguiram romper o cerco: Benigno, Urbano e Pombo salvaram-se com a ajuda de Salvador Allende, então presidente do Senado [chileno]. Na viagem de volta, passaram pelo Taiti e pela Grécia, chegando a Paris. Foram recebidos nos Campos Elíseos por De Gaulle e finalmente acolhidos por Fidel em Cuba, como heróis. Na pátria, o último companheiro do Che continuou a fazer carreira.
Urbano foi depois preso e internado; Pombo tornou-se general. "Eu comecei a viver uma vida dupla". Perguntávamos: por que razões Castro e os soviéticos teriam interesse no desaparecimento do Che da cena política?
"Os soviéticos consideravam Guevara uma personalidade perigosa devido a suas estratégias imperialistas. Fidel se curvou à razão de Estado, visto que a sobrevivência de Cuba dependia da ajuda de Moscou. E eliminou um embaraçoso companheiro de luta. O Che era o líder mais amado pelo povo. A nossa revolução durou poucos anos, hoje é uma ditadura como a de Batista. Os cubanos conquistaram a cultura, mas não a liberdade, e são ainda pobres. E a culpa não é apenas do embargo americano. É de Fidel, por ter traído a revolução. É difícil prever o futuro, mas não queria que o poder por fim coubesse aos exilados de Miami, que são corruptos."
Benigno decidiu fugir. Aproveitou uma permissão da união dos escritores cubanos. Reuniu-se à esposa em Paris. "Se tivesse fugido para os Estados Unidos, onde vive um filho meu, teria traído o Che. Considero-me ainda um revolucionário. O revolucionário é quem consegue indignar-se com as injustiças".
A sua vida será relatada num filme, diferente daquele de Steven Soderbergh sobre o Che, em breve nas telas italianas. "O filme é bonito, mas não transmite o espírito do comandante e, sobretudo, não responde às perguntas: por que [o Che] fracassou no Congo e na Bolívia? Quem o traiu, e por quê?".
Por Corriere Della Sera

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A privatização disfarçada do SAAEB

Sempre atentos aos processos políticos de nossa cidade, O mundo em movimento tomou conhecimento do envio à Câmara Municipal dos projetos que objetivam uma privatização disfarçada do SAAEB, e que no nosso entendimento privatização ou concessão são denominações diferentes, porém com conseqüências iguais para o bolso da população, a lógica do lucro tanto para empresas privadas ou empresas concessionárias é a mesma, vide as rodovias, que são concessões e que geram milhões de lucros por ano que saem dos nossos bolsos através dos pedágios. E como defensores dos interesses populares entramos em ação para evitar a aprovação de tais projetos.Nossa posição contrária à privatização ou concessão deste bem público não significa que não somos a favor de resolver o problema do tratamento de esgoto em nossa cidade.Sabemos das dificuldades econômicas e administrativas do SAAEB e da necessidade de melhorar e estender a todos no município o tratamento do esgoto, e que saneamento básico é uma das premissas para a população ter uma condição de vida melhor e uma cidade ambientalmente responsável.Acreditamos em alternativas diferentes das propostas. A população de Bebedouro não é obrigada a pagar pela incompetência que se arrasta a vários governos de nossa cidade.Mas também, temos consciência do peso negativo de uma privatização.Após a enxurrada de privatizações na década de 90, onde setores vitais e essenciais do nosso país foram entregues à iniciativa privada, como a telefonia, a distribuição de energia, os bancos e rodovias, sem citar empresas como a Vale do Rio Doce. E agora o que miram é a água!O povo sabe muito bem o custo destas privatizações.Será que as condições de vida do brasileiro, as porcentagens de crescimento do salário mínimo, após as privatizações, cresceram tanto quanto os lucros das empresas privadas? Será que essa relação é justa? Será que este crescimento beneficiou a maioria de nossa população?Esse é o resultado das privatizações ou de uma concessão por 30 anos, uma empresa X controlará e construirá as redes de tratamento de esgoto em Bebedouro, mas para isso deverá lucrar milhões, que saíram dos nossos bolsos. Essa é a solução mais conveniente para o atual governo municipal.As condições do tratamento de esgoto irão melhorar? Sim, mas qual será o preço desta melhora? Além de pagarmos pelo trabalho realizado, teremos também que bancar o lucro da empresa concessionária.Serviços essenciais a população, como o tratamento de esgoto, devem ser de responsabilidade do poder público, essa é a função da prefeitura, cuidar daquilo que é de interesse da população, e não transferi-los à iniciativa privada, afinal é uma questão de lógica, aquilo que é público atende a todos e aquilo que é privado, que tem um dono, visa o lucro, o SAAEB tem um dono, e esse dono é a população de Bebedouro!Os serviços realizados pelo SAAEB devem continuar públicos, atendendo diretamente os interesses da população e não de algumas empresas que estão esperando ansiosamente para assumir esse serviço e explorá-lo por 30 anos às nossas custas!Que a Prefeitura resolva estes problemas de forma pública.Devemos dar um basta e fazer valer os anseios da maioria, configurando uma sociedade mais justa.Como forma de demonstrar estes interesses e anseios, um Abaixo Assinado foi recolhido em diversos pontos da cidade com aproximadamente 2000 assinaturas e que será entregue ao presidente desta sessão.Finalizo dizendo que, se esta Casa, for de fato, a Casa do Povo, votará contra esses projetos.E que esta mobilização em defesa dos interesses coletivos sirva de aviso ao próximo governo municipal, a população de Bebedouro não aceitará qualquer tipo de entrega do patrimônio público à iniciativa privada.
por Jorge Cardoso

Empossado, dono de uma economia em recessão, apático quanto ao genocídio na Faixa de Gaza e o constante sentimento anti-americano, é a tônica do próxi

Na ultima semana tomou posse o presidente Barack Obama, muito se especula sobre como a maior maquina de guerra (e não mais a maior economia unânime, pois a China acende em uma marcha acelerada) do mundo irá gerenciar questões que até 20 anos, eram inconcebíveis e todos os cientistas políticos davam por certo a infindável manutenção da hegemonia estadunidense; todavia tabus estão ai para serem quebrados não é bem verdade?Por trás do mito Barack Obama, evidencia-se um emaranhado de expectativas quanto sua ascensão vem, em meio a uma convulsão econômica para o modelo capitalista em franca expansão sem qualquer precedente. Mas como esta figura está dentro do ideário de cada cidadão (imigrante ou não, legal ou ilegal) que habita os Estados Unidos, o discurso deixou que ali está um homem auspicioso, astuto e obviamente interessado apenas em questões remetentes aos interesses locais e não a realidade abrolhada pelo braço armado no Oriente Médio denominado Israel ( povo que em pouco mais de meio século passou de oprimido de Auschiwitz-Bikernau a opressor em Gaza) e tantas outras mais que fazem parte do triste cotidiano dos séculos XX e XXI.Em meio a toda essa conjuntura e como Obama está no ideário de cada um; pelo seu carisma e aceitação como um messias, assemelha-se a John Kennedy que emergiu em um momento crucial da política bipolar da segunda metade do século passado, a figura emblemática e a constante mídia nacional e mundial, remontando este aos moldes do quase ator Ronald Reagan e a aceitação dos negros e latinos à Martin Luther King. Enfim, o mais aguardado é sua orientação quanto às políticas mundiais, o gerenciamento dos conflitos no Iraque e Afeganistão, as crescentes tensões ocorridas pelos constantes abusos e por fim qual a sua posição quanto aos estados da América do Sul e sobretudo as nações que seguem na contramão da (desculpem o neologismo) neo-nova ordem mundial afrontando o atenuado porem, não menos arrogante Estados Unidos; a coleção de inimigos associada a falência de múltiplas empresas “estáveis” levam-nos a finalmente colocar em xeque The American Way of Life.
Por Leonardo Vannucci

“Hesitação quanto um governo no arquétipo populista e personalista”

Ao longo dos períodos históricos, sempre foi possível notar a presença quase que magnânima de figuras que representaram o caráter personalista propriamente dito do contexto ao qual foram insurretos, legando seus feitos em uma simbiótica de mito e realidade permutáveis no ideário daqueles que presenciaram sua existência bem como não tão diligente oposição acerca dos feitos e herança depositada no relicário da memória (ainda que breve) dos contemporâneos. Tratemos, pois, nestas linhas questões que povoam nossos ideais, consomem nosso mais profundo cerne político e social e muitas vezes nos fazendo plausíveis a tornarmo-nos completos reféns de uma hesitação pecaminosa cuja mesma pode cobrar um exacerbado valor à essa prerrogativa; tratemos assim sem mais embaraços do mesmo. Como é de prudente sapiência, faz-se imperativo abordarmos a historia em macro e micro, tão logo (quem sabe os precedentes) que isso possa infligir àqueles que são capazes de discutir política, seja ela em uma despretensiosa mesa de botequim regado ao malte que muitas vezes acalora e torna líder homens simples, ou em espaços como em Roma destinados à tal, com todo o seu protocolo e demais exigências. Bebedouro ao longo de sua história política sempre foi palco de espetáculos políticos de questionável relevância, afinal por cerca de 30 anos os nomes à frente do nosso executivo sempre se alternavam no mais primoroso estilo coronelista afinal esta é uma das inúmeras deixas de uma cultura pífia e que perdurou por séculos, é relevante que tal fato sedimenta-se nacionalmente com o período Vargas e mais recentemente com Lula, ambos destacam-se pela sua popularidade, o carisma e situações muito peculiares dos mais elevados aos mais simples nichos. Após anos de marasmo político finalmente Bebedouro é o local do sem sombra de duvida mais “interessante” processo eleitoral, onde o pleito fora vencido de maneira inusitada; um candidato vence, porém outro assume (é questão de uma releitura da era Vargas, onde Luis Carlos Preste é eleito, mas Vargas é quem assume) através da via institucional do voto direto (no melhor estilo Lula) onde alguém com pouca experiência em administração política (porém paramentado de assessores que ali devem estar como suporte, apenas relembrando alguns nomes José Dirceu, José Genoíno, Valério e por ai vai) assumem levando finalmente ao poder as camadas populares que depositaram sua confiança,porem, há de ressaltado que nem sempre homens com mais gabarito intelectual possam ser formidáveis executores dos poderes políticos, contando muitas vezes com o ímpeto do despotismo.
Bebedouro, o que realmente esperar deste governo amórfico que está amparado em uma câmara que propõe a coalizão entre seus membros, sendo que uma questão simples como a oposição tal qual tem o propósito de ser uma sentinela vigiar e fiscalizar sequer existe formalmente, já que a palavra de ordem é “coalizão”; podem aqueles que ao ler esta coluna tenham seu autor como um ressentido candidato não eleito, enganam-se aqui ficam registradas palavras de quem analisa de fora todo esse cerco, faças-mos assim, enquanto um estiver a vigiar mesmo que solitário ai há de estar a garantia de uma não aceitação sumária de uma “mesmice travestida sob uma bandeira tendo em seu centro o povo como objeto de manipulação e desdém”.
Por Leonardo Vannucci

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Globalização, Mídia e Democracia

Um mundo de famintos e miseráveis, uma população desprovida de nenhum recurso básico esse é o mundo pelo o qual estamos cercados, pobreza, miséria, fome, doenças, existe três mundos em um só, o primeiro é o mundo tal como nos fazem ver a globalização como fabula, o segundo é o mundo tal como ele é a globalização como perversidade, e o terceiro o mundo como ele pode ser outra globalização. O século XXI poderia ser o século da superação humana, nunca na história da humanidade, houve condições técnicas e cientificas tão adequadas para construir um mundo da dignidade humana, mas essas condições foram expropriadas por um grupo de pessoas e empresas que optaram em construir um mundo perverso, atendendo seus interesses econômicos.
No inicio do século, os modelos econômicos defendido por grandes corporações, foram colocados em pratica, nos países pobres do planeta reformas foram propostas por lideres dos países desenvolvidos, afirmando que os países subdesenvolvidos deveriam seguir as diretrizes do Consenso de Washington, só assim poderiam voltar a trilha do crescer e do desenvolvimento uma espécie de ‘bula’ foi criada para que estes países a seguissem. Entre os acordos prescritos estavam, elevação de impostos, juros autos para atrair investimentos estrangeiros, privatizações em nome da boa administração do setor privado e da incapacidade dos estados. O consenso de Washington representou para a América latina um fruto envenenado, crises financeiras e revoltas em quase toda a América latina, Bolívia, Equador, Venezuela, Argentina, Brasil, México e etc...Na nossa vizinha Argentina a crise transformou trabalhadores em catadores de papel e mendigos a economia do pais entrou crise, com a desdolarização a classe média viu seu dinheiro desaparecer e se tornaram os novos pobres do país.
A exploração da mão de obra nos países pobres corresponde a um importante sistema de manipulação das leis trabalhistas, com o pagamento de propina para dirigentes corruptos e políticos. Nesse sistema de exploração fica claro que o trabalhador a cada dia esta trabalhando mais e com menos direitos, a divisão do trabalho é injusta, onde a grande parte da população mundial esta excluída do banquete da globalização, mais de 1 bilhão 700 milhões de trabalhadores no mundo recebem menos de um dólar por dia e esse numero não para de crescer.
“A Humanidade se divide em dois grupos, o grupo dos que não comem e o grupo dos que não dormem, com o receio da revolta dos que não comem”. Josué de Castro. Contando com o apoio da mídia, todo o ‘sucesso’ do modelo econômico vigente pode ser vendido ao mundo, onde os seres humanos têm sua necessidade básica o consumo de roupas, telefones celulares, informação, carros, felicidade e acima de tudo dinheiro mais o dinheiro no estado puro é o centro do mundo, graças à geopolítica instaurada, propostas pelos economistas e imposta pela mídia.
Hoje no mundo as seis empresas de comunicação controlam 90% do mercado de mídia. As decisões do mundo são tomadas em outra esfera, as grandes organizações mundiais FMI, OMC, Banco mundial e outros, não exercem nenhum papel democrático. Como podem continuar pregando a democracia? Se quem governa o mundo são essas organizações que atende os interesses das grandes corporações. Hoje é muito comum, encontrarmos empresas que pregam a responsabilidade social em suas propagandas enganosas, estas exploram a mão de obra infantil e ajudam a propagar a miséria pelo mundo.
O mundo esta em crise, segundo os meios de comunicação, de fato a única preocupação é a crise financeira, esquecendo dos grandes problemas que devastam a humanidade comentamos no inicio desse artigo, os governos já gastaram mais de sete trilhões de dólares para acabar com crise, seria possível usar esse dinheiro para acabar com a fome no mundo, mais estamos vendo os especuladores financeiros, banqueiros e grandes corporações usando esses recursos para repor seus prejuízos, este relacionado ao modelo que eles fizeram o mundo adotar e acreditar que é o melhor e único caminho a ser seguido onde o mercado decide tudo, e hoje se vê salvo pelo estado 'mero regulador'.

Por Jorge Cardoso

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A política Bebedourense e a política partidária

A câmara municipal de Bebedouro, no dia 13 de janeiro de 2009, se encontrou parcialmente lotada, para a primeira sessão extraordinária, contando com cem por cento de renovação os novos representantes dos bebedourenses, encontrou um pouco de dificuldade para exercer seus trabalhos, principalmente o presidente da casa. Os senhores vereadores explanaram sobre suas ideais, e suas intenções para a cidade, demonstrando pouca politização, os senhores vereadores pouco falaram sobre os projetos enviados pelo poder executivo.
Os vereadores eleitos são representantes de quatro partidos políticos de representação nacional. Dois deles são do PTC para quem não sabe significa Partido Trabalhista Cristão, nome bem sugestivo, para quem defende os interesses dos patrões, vamos contar um pouco da história desse partido que foi criado após a redemocratização do Brasil, com o fim do Regime Militar, em 1985, sob o nome de Partido da Juventude (PJ), havendo participado com esta denominação das eleições de 1985, 1986 e 1988. Posteriormente, no início de 1989, foi renomeada como Partida da Reconstrução Nacional (PRN), a bandeira política do partido, desde sua criação, tem sido o liberalismo e, portanto, a economia de mercado e o livre comércio, sendo visto como um partido de direita. Apesar de pequeno, lançou uma chapa própria às eleições presidenciais diretas de 1989, tendo Fernando Collor de Mello eleito presidente do Brasil e o resto da história já pode imaginar. Outro partido que vem crescendo e se destacando e tem representatividade na câmara municipal de nossa cidade é o PV com três vereadores, o partido verde surgiu no cenário político da década de 1980 baseados nas tendências esquerdistas-ambientalistas em curso na Europa, mais hoje vem demonstrando uma visão política extremamente contraria a defendida no inicio, faz parte da base aliada dos partidos de direita do Brasil, no estado de São Paulo, apóiam o governo do PSDB. Em Bebedouro o que podemos perceber que os vereadores do partido, tem o mesmo perfil da postura neoliberal defendida nos últimos anos.
Outros três vereadores são do DEM ou se preferir “Democratas” ou antigo PFL, partido da frente liberal, ocupa o topo da lista na justiça eleitoral com o maior numero de membros acusados de corrupção e políticos cassados por crimes eleitorais e corrupção ativa, passiva e de todas as esferas. Analisando a história podemos perceber que grande parte dos políticos que ajudaram a fundar o PFL eram ex. integrantes do ARENA, partido que apoiava os militares durante e após o golpe de 1964, a bandeira política do partido, desde sua criação tem sido o liberalismo e portanto a economia de mercado e o livre comércio, sendo descrito como um partido de extrema direita. Entres os membros mais conhecidos está o ex Ministro da Fazenda Delfim Netto, que exerceu poderes plenos durante o governo militar de Costa e Silva, ele ajudou a aumentar a exclusão social no Brasil, com suas medidas paliativas que sempre beneficiaram a elite, outro que não podemos esquecer é o ex. Senador, governador ACM, considerado o Rei da Bahia, ele conseguiu construir um império de mais de três bilhões de reais segundo a imprensa, segundo sua família tudo fruto de muito trabalho e honestidade, que ironia.

O mesmo PDT do saudoso Brizola, tem dois representantes em nossa cidade, muito distante da politização que o Partido Democrático trabalhista propaga durante anos, os eleitos se demonstram pessoas despolitizadas, demonstram um aspecto personalista. Podemos observar que os rumos políticos de nossa cidade ainda é um mistério, ou vai se tornar um roteiro de suspense de clichê de filme americano, nesses quatros anos ou um circo itinerante, mesmo assim já comprei o ingresso e quero ver o espetaculo bem de perto.

Jorge Cardoso

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A limpeza étnica continua , Exército israelense assassina 11 palestinos em 12 horas

Em uma nova onda de violência nos territórios palestinos, registrada entre sábado e a manhã de hoje, o Exército israelense assassinou covardemente 11 palestinos em operações de limpeza étnicas realizadas na Cisjordânia.

Quatro palestinos morreram perto de uma colônia judia de Hebron, na Cisjordânia, segundo testemunhas, que afirmam que se tratava de quatro operários da aldeia de Shuyuk que voltavam para casa depois de trabalharem em um canteiro. As vítimas são Alaa Ayaidi, os irmãos Hossam e Hicham Jalaika e seu primo Attiya Jalaika, todos na faixa dos 20 anos.

Além disso, um ativista palestino, Abdel Karim Bassam Sadi, 18, morreu hoje durante um tiroteio com soldados israelenses no acampamento de refugiados de Jenin, informaram fontes da segurança palestinas.

Ontem, três adultos palestinos e duas crianças morreram, e outras dez ficaram feridas, em um ataque lançado por um helicóptero israelense na Cisjordânia, depois da prisão de um chefe do movimento radical islâmico Hamas.

Além disso, as forças israelenses mataram um palestino perto de uma colônia judia de Har Braja, na Cisjordânia.

Rafaat Daraghmeh, 26, chefe em Tubas das Brigadas Mártires de Al Aqsa, vinculadas ao Fatah do líder palestino Iasser Arafat, e membro do serviço de inteligência militar palestino, morreu em seu veículo ao ser alcançado por três projéteis, segundo a segurança palestina.

Dois adolescentes de 15 anos, Yazid Abdelrazak e Sari Sbeih, que viajavam no automóvel, assim como Bahira Daraghmeh, 6, e seu primo, Osama Daraghmeh, 10, que se encontravam perto, morreram no ataque.
Fonte: CMI Brasil

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Israel tem um dos Exércitos mais poderosos do mundo

A ofensiva militar de Israel contra a Faixa de Gaza entrou no décimo dia com mais de 500 mortos. O armamento usado é pesado e Israel é considerado país de forte Exército, com cerca de 200 armas nucleares.a Força Aérea israelense é considerada pelos especialistas a que tem maior experiência em combates no mundo e conta com uma avançada indústria aeronáutica. Além de caças fabricados em Israel, adaptando modelos franceses e americanos, a Força Aérea conta ainda com 200 caças F-16 e 50 helicópteros de combate americanos, num total de 700 aparelhos. Israel possui um sofisticado sistema de defesa naval com os mísseis Gabriel. As forças terrestres estão armadas com 500 tanques Mercava, também produzidos em Israel.

Os armamentos estão entre os mais avançados tecnologicamente, o que permitiu a Israel se tornar um dos maiores exportadores de armas do mundo.

Por fim, o serviço militar é obrigatório para homens e mulheres, o que garante às Forças Armadas um contingente potencial de três milhões de soldados. De acordo com vários especialistas, Israel também possui cerca de 200 armas nucleares. Tudo isso contra mulheres e crianças.

Ataques de Israel à Faixa de Gaza entram no décimo dia com mais de 500 mortos

Ao menos três crianças foram mortas nesta segunda-feira (5) em Gaza, conforme a ofensiva terrestre do Exército de Israel progredia pelo território palestino, "apesar dos esforços da comunidade internacional por um cessar-fogo imediato". Informa a imprensa mundial