sábado, 21 de novembro de 2009

Israel: motim de soldados contra demolição de colônias ilegais

Um grupo de soldados israelenses desobedeceu, na segunda-feira (16), a ordens para demolir vários imóveis que colonos judeus construíram sem autorização na Cisjordânia ocupada.

Uma porta-voz do Exército declarou que dois dos soldados foram punidos com 30 dias de prisão e serão permanentemente afastados de posições de comando e de combate. Os restantes ainda estão sob investigação.

No mês passado, um motim semelhante gerou temor em Israel quanto à possibilidade de uma rebelião de soldados que, por razões religiosas e políticas, se oponham à uma eventual desmantelamento do colônias ilegais num futuro acordo de paz com os palestinos.

"Deve-se enfatizar que as ações dos soldados foram fundamentalmente erradas e contraditórias com os valores centrais (dos militares)", afirmava um comunicado do Exército de ocupação de Israel.

Um fotógrafo da Reuters contou que duas casas de madeira acabaram sendo demolidas pela polícia no local do incidente, um posto avançado dos colonos erguido ilegalmente nos arredores da cidade de Hebron, na Cisjordânia.

A área era controlada por um batalhão de infantaria, e alguns soldados desse batalhão "não seguiram as ordens recebidas", disse a porta-voz militar, sem citar números exactos. O site YNet disse que seis soldados foram afastados.

No mês passado, um grupo de recrutas perturbou a sua cerimônia de juramento no Muro das Lamentações, exigindo a manutenção da ocupação judaica da Cisjordânia. Naquela ocasião, os militares declararam que dois dos soldados tinham sido condenados a 20 anos de prisão e removidos permanentemente da sua unidade.

No domingo passado, o jornal Haaretz, num artigo assinado por Anshel Pfeffer, contava que o rabi-chefe das forças de ocupação do país, general Avichai Rontzki, falando na semana passada para recrutas que são religiosos, exortou-os a que "não tivessem misericórdia" para com os seus inimigos, sob pena de serem amaldiçoados.

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