quinta-feira, 9 de abril de 2009

Cerca de Nove mil trabalhadores protestam com paralisações no interior de SP

Cerca de 9.000 funcionários de montadoras de automóveis e fabricantes de eletroeletrônicos da região de Campinas (SP) suspenderam ou reduziram a jornada de trabalho nesta quarta-feira, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região.
As paralisações fazem parte da Semana Internacional de Lutas e vieram acompanhadas de protestos. Entre as reivindicações está a manutenção de empregos e de direitos trabalhistas durante a crise global.
No complexo industrial da Honda, em Sumaré (120 km de São Paulo), cerca 5.200 funcionários da linha de montagem e da LSL, empresa de logística da companhia, deixaram de trabalhar, segundo o sindicato.
De acordo com a assessoria de imprensa da Honda, o número de funcionários que não trabalharam foi menor --4.700-- e cerca de 600 carros deixaram de ser produzidos.
Na montadora da Toyota instalada em Indaiatuba (102 km de São Paulo), aproximadamente 1.500 funcionários --o sindicato diz que foram 2.000-- pararam durante três horas de cada turno, segundo a empresa.
No complexo da Samsung, que engloba três empresas fabricantes de telefones celulares e televisores de LCD, em torno de 1.800 funcionários não trabalharam, segundo o sindicato.
Sobre o acordo realizado entre governo e montadoras, que vincula as reduções de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) à manutenção do nível de emprego no setor, o sindicato dos metalúrgicos se diz insatisfeito.
Para o presidente da entidade, Jair dos Santos, o governo deveria exigir a estabilidade dos funcionários, e não apenas a manutenção do nível de emprego. "Do jeito que foi acertado, se um montadora contrata mil, outra pode demitir mil, e isso não nos dá segurança."

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