domingo, 22 de março de 2009

Globalização, Mídia e Democracia

Globalização, Mídia e Democracia

Um mundo de famintos e miseráveis, uma população desprovida de nenhum recurso básico esse é o mundo pelo o qual estamos cercados, pobreza, miséria, fome, doenças, existe três mundos em um só, o primeiro é o mundo tal como nos fazem ver a globalização como fabula, o segundo é o mundo tal como ele é a globalização como perversidade, e o terceiro o mundo como ele pode ser outra globalização. O século XXI poderia ser o século da superação humana, nunca na história da humanidade, houve condições técnicas e cientificas tão adequadas para construir um mundo da dignidade humana, mas essas condições foram expropriadas por um grupo de pessoas e empresas que optaram em construir um mundo perverso, atendendo seus interesses econômicos.
No inicio do século, os modelos econômicos defendido por grandes corporações, foram colocados em pratica, nos países pobres do planeta reformas foram propostas por lideres dos países desenvolvidos, afirmando que os países subdesenvolvidos deveriam seguir as diretrizes do Consenso de Washington, só assim poderiam voltar a trilha do crescer e do desenvolvimento uma espécie de ‘bula’ foi criada para que estes países a seguissem. Entre os acordos prescritos estavam, elevação de impostos, juros autos para atrair investimentos estrangeiros, privatizações em nome da boa administração do setor privado e da incapacidade dos estados. O consenso de Washington representou para a América latina um fruto envenenado, crises financeiras e revoltas em quase toda a América latina, Bolívia, Equador, Venezuela, Argentina, Brasil, México e etc...Na nossa vizinha Argentina a crise transformou trabalhadores em catadores de papel e mendigos a economia do pais entrou crise, com a desdolarização a classe média viu seu dinheiro desaparecer e se tornaram os novos pobres do país.
A exploração da mão de obra nos países pobres corresponde a um importante sistema de manipulação das leis trabalhistas, com o pagamento de propina para dirigentes corruptos e políticos. Nesse sistema de exploração fica claro que o trabalhador a cada dia esta trabalhando mais e com menos direitos, a divisão do trabalho é injusta, onde a grande parte da população mundial esta excluída do banquete da globalização, mais de 1 bilhão 700 milhões de trabalhadores no mundo recebem menos de um dólar por dia e esse numero não para de crescer.
“A Humanidade se divide em dois grupos, o grupo dos que não comem e o grupo dos que não dormem, com o receio da revolta dos que não comem”. Josué de Castro. Contando com o apoio da mídia, todo o ‘sucesso’ do modelo econômico vigente pode ser vendido ao mundo, onde os seres humanos têm sua necessidade básica o consumo de roupas, telefones celulares, informação, carros, felicidade e acima de tudo dinheiro mais o dinheiro no estado puro é o centro do mundo, graças à geopolítica instaurada, propostas pelos economistas e imposta pela mídia.
Hoje no mundo as seis empresas de comunicação controlam 90% do mercado de mídia. As decisões do mundo são tomadas em outra esfera, as grandes organizações mundiais FMI, OMC, Banco mundial e outros, não exercem nenhum papel democrático. Como podem continuar pregando a democracia? Se quem governa o mundo são essas organizações que atende os interesses das grandes corporações. Hoje é muito comum, encontrarmos empresas que pregam a responsabilidade social em suas propagandas enganosas, estas exploram a mão de obra infantil e ajudam a propagar a miséria pelo mundo.
O mundo esta em crise, segundo os meios de comunicação, de fato a única preocupação é a crise financeira, esquecendo dos grandes problemas que devastam a humanidade comentamos no inicio desse artigo, os governos já gastaram mais de sete trilhões de dólares para acabar com crise, seria possível usar esse dinheiro para acabar com a fome no mundo, mais estamos vendo os especuladores financeiros, banqueiros e grandes corporações usando esses recursos para repor seus prejuízos, este relacionado ao modelo que eles fizeram o mundo adotar e acreditar que é o melhor e único caminho a ser seguido onde o mercado decide tudo, e hoje se vê salvo pelo estado 'mero regulador'.

Nenhum comentário: