domingo, 15 de março de 2009

Banco mundial admite fracasso de privatizações

O economista chefe do Banco Mundial para América Latina e Caribe, Augusto de La Torre, reconheceu o fracasso da onda de privatizações da década de 90, em declarações à imprensa, durante a apresentação, em Buenos Aires, de um informe sobre mudanças climáticas. "Nos anos 90, havia uma expectativa no sentido de que o privado poderia substituir o Estado em todos os aspectos de infraestrutura, mas isso não aconteceu", afirmou De La Torre, ao ser perguntado sobre as privatizações na América Latina. "Esse mantra de que tudo devia ser privatizado foi apenas um fenômenos dos anos 90, hoje já não o vejo em nenhuma parte. Nem no Banco, nem fora do Banco", completou o economista. A respeito declarou que "agora, a visão do Banco Mundial não é branco e preto. O que interessa ao banco é que o projeto seja eficiente e tenha a maior quantidade de benefícios sociais". O Banco Mundial, junto ao Fundo Monetário Internacional impuseram receitas no continente que conduziram a programas de ajustes estruturais e ondas privatizadoras, que, no caso argentino, levaram a surtos sociais e à queda do governo do presidente Fernando de La Rúa.  Essas políticas abriram as portas para o capital privado e internacional a fim de apossar-se de setores estratégicos como telecomunicações, portos, aeroportos, linhas aéreas, produção e transmissão de eletricidade, combustíveis e até o abastecimento de água. 

Um comentário:

Anônimo disse...

Demorou para o banco mundial, reconhecer seus erros