terça-feira, 27 de janeiro de 2009

“Hesitação quanto um governo no arquétipo populista e personalista”

Ao longo dos períodos históricos, sempre foi possível notar a presença quase que magnânima de figuras que representaram o caráter personalista propriamente dito do contexto ao qual foram insurretos, legando seus feitos em uma simbiótica de mito e realidade permutáveis no ideário daqueles que presenciaram sua existência bem como não tão diligente oposição acerca dos feitos e herança depositada no relicário da memória (ainda que breve) dos contemporâneos. Tratemos, pois, nestas linhas questões que povoam nossos ideais, consomem nosso mais profundo cerne político e social e muitas vezes nos fazendo plausíveis a tornarmo-nos completos reféns de uma hesitação pecaminosa cuja mesma pode cobrar um exacerbado valor à essa prerrogativa; tratemos assim sem mais embaraços do mesmo. Como é de prudente sapiência, faz-se imperativo abordarmos a historia em macro e micro, tão logo (quem sabe os precedentes) que isso possa infligir àqueles que são capazes de discutir política, seja ela em uma despretensiosa mesa de botequim regado ao malte que muitas vezes acalora e torna líder homens simples, ou em espaços como em Roma destinados à tal, com todo o seu protocolo e demais exigências. Bebedouro ao longo de sua história política sempre foi palco de espetáculos políticos de questionável relevância, afinal por cerca de 30 anos os nomes à frente do nosso executivo sempre se alternavam no mais primoroso estilo coronelista afinal esta é uma das inúmeras deixas de uma cultura pífia e que perdurou por séculos, é relevante que tal fato sedimenta-se nacionalmente com o período Vargas e mais recentemente com Lula, ambos destacam-se pela sua popularidade, o carisma e situações muito peculiares dos mais elevados aos mais simples nichos. Após anos de marasmo político finalmente Bebedouro é o local do sem sombra de duvida mais “interessante” processo eleitoral, onde o pleito fora vencido de maneira inusitada; um candidato vence, porém outro assume (é questão de uma releitura da era Vargas, onde Luis Carlos Preste é eleito, mas Vargas é quem assume) através da via institucional do voto direto (no melhor estilo Lula) onde alguém com pouca experiência em administração política (porém paramentado de assessores que ali devem estar como suporte, apenas relembrando alguns nomes José Dirceu, José Genoíno, Valério e por ai vai) assumem levando finalmente ao poder as camadas populares que depositaram sua confiança,porem, há de ressaltado que nem sempre homens com mais gabarito intelectual possam ser formidáveis executores dos poderes políticos, contando muitas vezes com o ímpeto do despotismo.
Bebedouro, o que realmente esperar deste governo amórfico que está amparado em uma câmara que propõe a coalizão entre seus membros, sendo que uma questão simples como a oposição tal qual tem o propósito de ser uma sentinela vigiar e fiscalizar sequer existe formalmente, já que a palavra de ordem é “coalizão”; podem aqueles que ao ler esta coluna tenham seu autor como um ressentido candidato não eleito, enganam-se aqui ficam registradas palavras de quem analisa de fora todo esse cerco, faças-mos assim, enquanto um estiver a vigiar mesmo que solitário ai há de estar a garantia de uma não aceitação sumária de uma “mesmice travestida sob uma bandeira tendo em seu centro o povo como objeto de manipulação e desdém”.
Por Leonardo Vannucci

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