quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Confecções exploram trabalhadores

O trabalho escravo e degradante não está apenas localizado em conhecidas áreas de expansão da fronteira agrícola. Esta prática se dá também nas zonas urbanas dentro das grandes cidades.
Uma investigação guiada pelo Ministério Público do Trabalho mostra que em cidades localizadas no centro-oeste do estado de São Paulo, confecções terceirizadas de indústrias contratadas por grande grifes exploram a mão-de-obra de trabalhadores, principalmente mulheres e imigrantes.

"Essas confecções são terceirizadas de indústrias que fabricam para grandes marcas. As marcas são Adidas, Nike. Nas confecções temos as marcas C&A, Zoomp, Forum, Cavalera, Carmim, entre outras. Elas são marcas que licenciam a fabricação de seu produto. Algumas indústrias fazem contrato de licenciamento para produzir essas marcas no Brasil, só que essas indústrias culminam por terceirizar a fabricação da roupa. Então na verdade a indústria pega a licença, mas ela não fabrica e sim, acaba terceirizando para essas pequenas confecções."
Mas e quantos aos sindicatos que deveriam atuar em defesa dessas pessoas?
"No interior do estado os sindicatos dos trabalhadores são poucos e não têm o mesmo nível de politização dos sindicatos dos grandes centros. Então o trabalhador fica marginalizado dos seus direitos também por inércia, ou mesmo omissão desses sindicatos que não tem o poder de negociação e fiscalização como nos sindicatos mais organizados, localizados em São Paulo, Rio de Janeiro e outros centros urbanos."
Fonte Jornal Brasil De Fato

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